Teste Honda CMX Rebel 500 - Ponto de partida

Uma moto desenvolvida especificamente para quem quer descobrir uma nova filosofia de vida.

andardemoto.pt @ 8-10-2017 13:56:46 - Texto: Rogério Carmo | Fotos: ToZé Canaveira

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Honda CMX 500 Rebel | Moto | Custom

A Honda está a fazer um excelente trabalho no recrutamento de novos motociclistas.

Na sua gama, nas cilindradas de iniciação entre os 125cc e os 500cc, e sem contar com as motos de cross e enduro para competição, a marca da asa dourada disponibiliza nada mais nada menos que 10 modelos (pode vê-los todos clicando aqui) que cobrem uma alargada gama de estilos e propósitos.

Isto é um forte argumento para conquistar nova clientela, sobretudo os jovens e as senhoras, que podem optar por uma alargada gama, que conta com modelos verdadeiramente revolucionários, como por exemplo esta Honda Rebel 500 de que lhe vou aqui falar.

Trata-se de um modelo novo que, não sendo nem demasiado radical nem demasiado conservador em termos de aspecto, prima sobretudo pela diferença e consegue, devido às suas linhas pouco convencionais, chamar a atenção sobre si.

Inspirada num clássico da marca, apresentado em 1985, também dotado de um motor bicilíndrico paralelo a 4 tempos (com 447cc) e também ele já então destinado a angariar uma nova clientela jovem (por isso é compatível com carta A2), a nova Rebel 500 não é tão só uma “naked”, como tampouco é simplesmente uma cruiser, pois também tem ares de Bobber.

E ainda mostra um enorme potencial de transformação que permite, a quem fizer questão de ter uma moto exclusiva, conseguir facilmente e por pouco dinheiro, uma moto altamente personalizada.

Tal como a maioria das actuais motos “Best Seller” da Honda, também a Rebel foi pensada para quem faz uma escolha racional e não uma escolha apaixonada. Da PCX à NC750X, a marca japonesa faz questão de se impor pela racionalidade, em detrimento de fichas técnicas “gourmet”, e o seu sucesso comercial indica que está no bom caminho.

Com essa estratégia, a Honda “obriga-nos”, jornalistas de motos habituados a grandes potências e a ciclísticas inabaláveis, a tomar um chá de humildade e avaliar estas motos por outros padrões que não os que possam ser interessantes em qualquer conversa de motociclistas da velha guarda, e a interpretá-las num contexto específico.


E se efectivamente, para muitos “lobos” da velha guarda, ou para os mais “racers”, a Rebel 500 pode ser uma moto pouco entusiasmante, para quem pretender entrar no mundo das motos, não por moda ou por desejo de rebeldia, mas apenas por pura necessidade de elevada mobilidade, esta será seguramente uma opção fantástica.

Motorizada com o já bem conhecido motor das CBR500R, CB500F e CB500X, apesar de usar árvores de cames diferentes que, a par com uma programação diferente da injecção garantem uma melhor distribuição da potência ao longo de toda a faixa de regime cujo máximo também foi ligeiramente reduzido, a Rebel 500 mostra-se solícita desde o arranque, oferecendo mais força. 

A economia é a palavra de ordem, e desde o preço ao consumo, a revelar-se sempre bastante inferior a 4 litros aos 100km, passando por uma manutenção que se afigura bastante simples, esta é uma moto racional que pode perfeitamente assumir o papel de segunda moto, para uma utilização diária intensa, ou até mesmo para umas pequenas escapadelas!

O seu aspecto compacto, de linhas estilizadas, cobra dividendos em termos de espaço disponível, oferecendo pouco conforto a quem tiver uma estatura mais avantajada. No meu caso, com o meu metro e oitenta e peso ligeiramente acima do recomendado, a Rebel revela-se um pouco acanhada. No entanto, por outro lado, com o assento a apenas 690mm do chão, prevejo que seja uma verdadeira bênção para os condutores de estatura mais baixa.

O seu peso contido e a sua grande agilidade oferecem uma elevada confiança a qualquer jovem aprendiz de motociclista. E esta será uma excelente opção como primeira moto para qualquer jovem motociclista que pretenda algo diferente, ou que apenas ainda esteja indeciso sobre qual o tipo de moto será mais indicada para a sua realização pessoal.

Digamos que pode ser uma moto de descoberta!

Apesar de não permitir ritmos “profissionais”, até porque a inclinação em curva está bastante limitada pela baixa posição dos poisa-pés, e devido ao quadro mostrar os seus limites antes ainda dos limites da aderência, a Rebel revela-se bastante rápida no meio do trânsito, devido sobretudo à sua grande agilidade.


A boa brecagem, a resposta pronta do acelerador, o bom tacto das manetes, e o curso generoso da embraiagem, a par com a suspensão relativamente confortável e a grande rapidez de resposta da direcção, permitem furar o trânsito mais denso sem qualquer problema.

A travagem está ao nível do restante equipamento, sendo bastante condescendente na mordida incial, mas mantendo a consistência ao longo do desempenho.

A posição de condução é natural, com o assento oferecer um bom suporte ao fundo das costas, e a suspensão, regulável em pré-carga na roda traseira, a ser muito eficaz a absorver as maiores irregularidades do piso, enquanto mantém as rodas bem coladas ao chão.

Os comandos são leves, simples e estão bem colocados, o painel de instrumentos é bastante legível e a informação é fácil de consultar.

Económica, fiável, fácil de conduzir e manobrar, a Honda Rebel 500 é sem dúvida um excelente ponto de partida para quem quiser adoptar um novo estilo de vida, com uma maior mobilidade e uma grande economia de tempo e dinheiro. E claro, com um carradas de gozo!

Equipamento:

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Honda CMX 500 Rebel | Moto | Custom

andardemoto.pt @ 8-10-2017 13:56:46 - Texto: Rogério Carmo | Fotos: ToZé Canaveira