OPINIÃO

Nota da redacção. Ou será redação?! E porque não redassão?! É o acordo ortográfico!

Para nós, escrever fim-de-semana e pôr-do-sol é o ideal, mas se não tiverem hífen ninguém leva a mal. E as nossas notícias, sejam elas sobre factos ou sobre fatos, mais bem-feitas ou menos benfeitas, vão continuar actuais e atuais. Vem isto a propósito do acordo ortográfico ou, como alguns preferem, do desacordo ortográfico. 

AdM @ 19-5-2015 11:53:00

Consta que perguntaram aos dois principais candidatos a primeiro-ministro de Portugal o que pensavam da obrigatoriedade de escrever em “qualquer coisa”, que não é português de Portugal, não é português do Brasil, não é português de Angola, não é português de Moçambique, Cabo Verde, São Tomé e Príncipe, Guiné Bissau nem de Timor-Leste... não conseguimos certificar-nos se é português da Guiné Equatorial, mas estamos em crer que não. (*)

Consta também que a resposta do candidato que é actualmente primeiro-ministro foi mais ou menos esta: bom, como sabem, o governo não se mete em assuntos que são da sociedade civil. E isso é efectivamente um assunto da sociedade civil e dos entendidos nessas matérias. O nosso conhecimento do português não é suficiente para termos uma opinião decisiva sobre essa matéria e portanto deixamos isso para quem sabe. (*)

Esclarecidos!... Para além de outros esclarecimentos que agradecemos, ficamos a saber que os militares não têm nada a ver com isto e que “os Senhores” ou são militares ou do clérigo. Sim, porque isto é um assunto da sociedade cível, meus amigos.

Consta também que a resposta do candidato, agora responsável do maior partido da oposição, foi mais ou menos esta: neste momento quem governa é que deve tomar medidas; a seu tempo apresentaremos a nossa posição e propostas sobre esta e outras matérias relacionadas com o português. Posso adiantar que temos já um grupo de especialistas da sociedade civil a estudar e preparar um documento sobre o português em geral e, em particular, sobre os factos e os fatos e outros artefactos. (*)

Esclarecidos!... Também com esta resposta ficámos a saber, de entre outras coisas, que os militares não têm nada a ver com o caso, apenas a sociedade civil.


Como elementos integrantes da sociedade civil queremos, enquanto nos for possível, exercer o nosso direito e dever de protesto, continuando, predominantemente, a escrever em português de Portugal. Umas vezes melhor, outras nem tanto, mas em português.

Predominantemente porquê? Porque não queremos ser iguais aos “iluminados” do designado “acordo”, (e como já alguém perguntou, “e o acordo foi exactamente com quem?”) e por isso não vamos impor nada. Quem preferir escrever de outra maneira que não em português de Portugal, é absolutamente livre de o fazer. 

Para nós, escrever fim-de-semana e pôr-do-sol é o ideal, mas se não tiverem hífen ninguém leva a mal. E as nossas notícias, sejam elas sobre factos ou sobre fatos, mais bem-feitas ou menos benfeitas, vão continuar actuais e atuais.

* Perguntas e respostas fictícias. Qualquer semelhança com a realidade é mera coincidência.

AdM @ 19-5-2015 11:53:00



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