Teste MV Agusta F3 675 - Beleza Intemporal

O design italiano encontra um bom exemplo nas linhas fluidas e agressivas desta apaixonante tricilíndrica desportiva.

andardemoto.pt @ 4-12-2016 20:19:40

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Mv Agusta F3 675 | Moto | Super-Sport

Texto: Rogério Carmo         Foto: ToZé Canaveira

A beleza, já vi escrito, é o perfeito equilíbrio entre o conteúdo e a forma. No entanto, neste caso, a forma é tão cativante que mesmo que não houvesse conteúdo, a F3 iria continuar a ser bela e desejável!

Felizmente não é esse o caso. Aliás, antes pelo contrário, pois parece que os técnicos de Varese fizeram questão em deixar isso bem claro.

Debaixo das esbeltas linhas da F3 esconde-se um verdadeiro compêndio tecnológico que se estende do motor até às rodas, suportado por uma ciclística irrepreensível que garante elevados padrões de desempenho e sobretudo muito prazer de condução.

Qual rapariga bonita, inteligente, desinteressada, modesta, desportista, compincha, simpática e muito culta, a F3 675 surpreende desde o momento em que a conhecemos, ou damos arranque ao motor, até ao momento que a vida nos atira com linhas tortas, ou muitas curvas fechadas. 

Os seus 128cv, que resfolgam até às 14,500 rpm, parecem sempre suficientes para nos fazer palpitar o coração.

A electrónica, proporcionada pelo sistema MVICS (Motor & Vehicle Integrated Control System) exclusivo da marca, é fácil de regular, com diversos níveis de intervenção do controlo de tracção e do ABS, bem como da entrega de potência, sendo que apenas em “modo sport” é que se beneficia da verdadeira raça do tricilíndrico.


A caixa de velocidades não é propriamente suave, mas as relações engrenam facilmente e com muita precisão, e o “quickshifter” de acção limitada, pois apenas funciona para aumentar as relações, proporciona arranques canhão com um som verdadeiramente delicioso a sair da ponteira tripla do escape.

A travagem, potente mas muito doseável, entregue a material topo de gama, confere uma enorme confiança e o equilíbrio geral das suspensões conforta mesmo nos momentos em que surgem contrariedades. 

A grande facilidade com que muda de direcção permite manter ritmos muito interessantes em percursos sinuosos, sem causar demasiada fadiga, e sempre com uma enorme sensação de segurança a par com um grande sorriso nos lábios.

A posição de condução é bastante ergonómica e apesar de ser um pouco escassa para estaturas de metro e oitenta, consegue não carregar demasiado peso em cima dos pulsos. E mesmo em travagem consegue-se um bom apoio, facto que minimiza o esforço de se permanecer sentado em cima dela, sobretudo quando se eleva o ritmo de condução para lá do razoável em estrada aberta.

Em cidade a F3 faz sentir a sua pouca apetência para manobras e para o trânsito.

Apesar de o seu motor não nos castigar com calor, de a cintura estreita permitir um fácil acesso dos pés ao chão e de a embraiagem ser bastante suave e doseável, a pouca brecagem e a afinação firme das suspensões lembram-nos permanentemente que os centros urbanos e os respectivos maus pisos não são de forma alguma a sua praia.


Ela prefere estradas retorcidas e pisos nivelados, para deslumbrar com o equilíbrio do conjunto e com a grande agilidade proporcionada pelo peso de apenas 173 kg a seco, e pela distância entre eixos de apenas 1380mm.

Nesse cenário traz-nos à memória nomes como o de Mike Hailwood e de Giacomo Agostini, que se imortalizaram na competição aos comandos das máquinas da Meccanica Verghera do Conde Domenico Agusta.

Neste teste usámos equipamento de segurança composto por:




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Mv Agusta F3 675 | Moto | Super-Sport

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