Teste Peugeot Metropolis - Segurança a dobrar

Um fenómeno de vendas por toda a Europa, sobretudo por poderem ser conduzidas com carta B, as scooters de 3 rodas são um sinal gritante de que a mobilidade urbana está a mudar.

AdM @ 16-5-2017 02:00:46 - Texto: Rogério Carmo | Fotos: Rui Jorge

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Peugeot Metropolis | Scooter | 400cc

Três anos depois de ter testado a primeira versão da Peugeot Metropolis, tive agora a oportunidade de testar a sua evolução.

Na realidade a Peugeot introduziu uma série de melhoramentos na sua scooter de 3 rodas, e esta versão de 2017 apresenta-se muito mais madura e performante que a original.

Um quadro e um trem dianteiro redesenhados e mais assertivos, e uma suspensão mais confortável, a par com novas jantes dianteiras de 13 polegadas, transformam quase radicalmente o conjunto que, na sua versão original, pecava precisamente nesse aspecto. O comportamento dinâmico é agora muito melhor, e transmite uma maior confiança na condução, quando se aumenta o ritmo em estradas de curvas, e maior conforto, na passagem nas lombas ou em troços de estrada muito degradados.

E os melhoramentos não se ficaram por aí, tendo a travagem sido também melhorada, agora a cargo de material de fricção da Nissin.

O motor, completamente desenvolvido, fabricado e montado em França, à semelhança dos demais componentes, passou a oferecer dois modos de potência e a estar vigiado por um sistema de controlo de tracção que reage de forma diferente a cada um dos modos de motor. De acordo com a norma Euro4, a Metropolis está equipada com um sistema de ABS, desenvolvido pela Continental, que apresenta um desempenho acima da média.

Mas a segurança é o grande argumento da Metropolis. Além de poder ser conduzida com carta B, já que tem homologação L5E, sendo oficialmente um triciclo, e por isso dispondo de um pedal de travão que proporciona uma travagem combinada de todas as rodas em simultâneo, o seu cliente-alvo é aquele que precisa de mais mobilidade do que a que consegue com um automóvel, mas que por qualquer razão não se sente confiante a andar em apenas duas rodas, sobretudo em cidades que oferecem tanto tipo de armadilhas como Lisboa, com carris, calçadas e pisos muito degradados e escorregadios.

A Metropolis será também um bom “upgrade” para quem já anda de “125”, mas precisa de maior raio de acção, maior conforto e, sobretudo, maior velocidade para poder circular em segurança em auto-estrada e nos centros urbanos, mas que não está na disposição de tirar a carta de condução de moto.

Isto porque, tirando o facto de a Metropolis ter 3 rodas, a diferença de condução para uma scooter normal é praticamente inexistente, permitindo manobrar com a mesma facilidade, só que com mais confiança, e passar nos mesmos sítios que uma scooter de dimensões semelhantes.

E todos vão ainda sentir a conveniência do travão de pé, a envolvência do painel de instrumentos e do ecrã, o conforto de um travão de estacionamento, a preciosa ajuda da terceira roda em termos de equilíbrio e aderência, em piso molhado e na ultrapassagem de obstáculos, e do sistema de bloqueio da inclinação, que permite (após um pouco de treino) nos semáforos, ou em qualquer outra situação, parar, ficar parado e arrancar, sem ter de colocar os pés no chão.


Efectivamente, o sistema de bloqueio da inclinação, que é facilmente activado com um simples toque num botão, permite manter a Metropolis “em pé” quando parada, e estacionar sem necessidade de usar descanso central (nem lateral).

E depois, ainda há a ter em conta todo o conforto proporcionado pela herança automobilística da marca, com um assento muito confortável e bastante acessível mesmo aos condutores de estatura média, uma posição de condução ergonómica e espelhos retrovisores a proporcionar muito boa visibilidade, e ainda; com um painel de instrumentos completo e de fácil leitura, travão de mão electrónico accionado por um um botão colocado bem no centro do guiador, sistema sem chave, com comando smartkey (em duplicado), porta-luvas com fechadura e com tomada USB no interior, e sensor da pressão dos pneus.

E ainda a vantagem apresentada pela ampla bagageira cuja abertura é feita electricamente, com capacidade para albergar um capacete integral, e que comunica com a outra bagageira situada debaixo do assento, com capacidade para transportar outro capacete (mas tipo jet) e diversos objectos, como um portátil, uma raquete ou uma pequena mala, isto para além da conveniência da plataforma plana tanto em termos de acessibilidade como em termos de aumento da capacidade de carga.
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O passageiro pode contar com bastante espaço, e muito conforto, com poisa-pés bem colocados, pegas ergonómicas e uma boa protecção aerodinâmica, esta da responsabilidade do ecrã facilmente regulável à mão, em altura.

A condução em estrada se revela-se bastante interessante, com a direcção mais incisiva e a travagem mais potente, e que apenas peca pela pouca doseabilidade das manetes (que funcionam de forma convencional), a conferir elevados níveis de segurança e confiança suportados pela suspensão.

Esta permite regulação da pré-carga, e mantém-se muito consistente, mesmo quando os ritmos de condução aumentam, e obviamente ressalvando as limitações do motor monocilíndrico que debita ligeiramente menos de 40cv, e que também tem que lidar com os mais de 260kg de peso em ordem de marcha.

Em cidade, a capacidade de resposta ao acelerador, a grande brecagem e a elevada agilidade apresentam-se também como argumentos muito válidos.

A qualidade de construcção é boa, com uma notável ausência de ruídos parasitas. Da qualidade dos materiais utilizados, destaca-se a linha e a ponteira de escape, agora integralmente fabricada em aço inoxidável.

Esta versão de 2017 mostra-se por tudo isto mais confortável, mais ágil e mais segura. E também um pouco mais “sexy”, sobretudo na versão negra RX-R, a que pode ver nas fotos, e que é também a mais cara,

com um exclusivo esquema cromático Black,  estão ainda disponíveis duas outras versões, a Alure e a RS, nas cores Cobre Metálico, Titanium Brilhante, e Branco Pérola.

Consulte os preços e as características técnicas clicando aqui.


Conclusão:

Obviamente que não vou aqui tentar convencer nenhum motocilista de que deve deixar as duas rodas, e passar a andar com 3. Não!

Mas como motociclistas, somos muitas vezes abordados por pessoas que querem aumentar a sua mobilidade, e se sentem intimidados com as motos. E nesse caso, podemos recomendar-lhes que vão fazer um test-ride a uma Peugeot Metropolis, com o argumento de que as duas rodas dianteiras equivalem a segurança a dobrar.
 Afinal, não é em vão que na Europa se vendem mais de 20.000 destes veículos anualmente.

Com um segurança efectivamente maior, mas a retornar o mesmo prazer de condução, a Metropolis chega mesmo a ser divertida de conduzir, sendo além disso, extremamente prática em meio urbano, oferecendo uma excelente capacidade de carga, espaço e conforto suficientes para o passageiro, e um inquestionável aspecto luxuoso e requintado.

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Equipamento:

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AdM @ 16-5-2017 02:00:46 - Texto: Rogério Carmo | Fotos: Rui Jorge



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