Teste Yamaha X-Max 300 - No meio está a virtude

Se alguém acha que as scooters não são a solução mais eficiente e lógica para o trânsito urbano, então vai ter que mudar de planeta. A Yamaha já percebeu, e por isso reforça a sua gama com uma nova Sport Scooter.

AdM @ 15-5-2017 20:12:41 - Paulo Araújo

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Yamaha X-MAX 300 | Scooter | Scooters

Já nem é preciso convencer ninguém da superioridade das “scooter” como solução de mobilidade urbana. Com as vendas globais recentes a mostrarem uma subida gradual, acompanhada por Portugal, de entre os muitos aderentes ao formato, alguns proprietários já não se contentam em usar a sua só scooter para a deslocação casa-trabalho.

Ou seja, muitos já querem um veículo que combine os aspectos práticos de uma scooter com as qualidades dinâmicas e o prazer de condução de uma moto, por forma a fazerem deslocações um pouco maiores ao fim de semana sem se sentirem intimidados nem com a estrada, nem com o trânsito. É aqui que entram modelos como esta totalmente nova Yamaha X-Max 300.

Inserida no subsegmento das “Sport Scooters”, que a Yamaha praticamente vem tornando seu, a Yamaha X-Max 300 vem equipada com tudo o que há de melhor:

A começar logo pelo motor Blue Core com quase 30 cavalos, injecção electrónica e controle de tração (desligável), potentes travões de disco com ABS, forquilha de moto, jantes grandes de 15” de diâmetro para melhor condução sobre os buracos da cidade.

E ainda, uma verdadeira panóplia de acessórios de luxo: ignição sem chave “Smart Key”, como os mais modernos automóveis, faróis em LED frente e trás, espaço de bagageira referencial com capacidade para acomodar dois capacetes integrais, painel LED multifunções com imensa informação acessível a apenas um toque do polegar, amplo assento, e acabamentos de altíssima qualidade, não que se esperasse outra coisa da Yamaha.

ESTÉTICA AVANÇADA

Neste modelo, a Yamaha aposta na cor Qasar Bronze, uma mistura difícil de descrever, de castanhos e acobreados metálicos, que é mesmo bonita e que sobressai, aproveitando o ar agressivo e futurístico emprestado pelas ópticas quase verticais, e complementado pelas linhas em “V” invertido do elemento principal do quadro, que a Yamaha apelida de “boomerang”, e agora se prolonga pelo elemento do filtro de ar, na traseira - um elo de caracterização da família Max.

Tudo o resto na Yamaha X-Max 300 é negro lustroso, e quem não quer sobressair, pode optar pela pintura cinza lunar ou branca.

EM ANDAMENTO


Na X-Max, porém, tudo começa pelo motor. Escondido da vista, sendo apenas um banal monocilíndrico OHC, revela-se na excelente aceleração, uma sensação de punho do acelerador linear e muito redonda, ideal para não intimidar nem por um momento os que ascenderam à X-Max 300 vindos de uma 125.

O arranque é imediato e os apoios do motor ao quadro foram optimizados para minimizar as sensações de vibração e o ruído mecânico passados ao condutor, proporcionando muita suavidade e um silêncio quase total.

A posição de condução é excelente, o apoio dado pelo amplo banco nos sítios certos é notável, e só gostaríamos que, a pensar no cada vez maior número de senhoras que usam estes veículos, a Yamaha tivesse estreitado um pouco mais o assento na zona do interior das coxas, para lhes facilitar a colocação dos pés no chão.

Em andamento, tudo se passa muito naturalmente: gira-se o punho e rola-se, com a X-Max a mais feliz a regimes modestos do motor, entre as 4 e as 5.000 rpm, o que dá cerca de 80/90 Km/h, mas sem se inibir de aumentar a cadência mais para cima, a caminho do limite das 9.000 rpm, que dariam uma velocidade máxima teórica da ordem dos 150 km/h...

E tudo isto, segundo a informação fornecida pelo computador de bordo, com um consumo da ordem dos 3,8 litros aos 100…

Para parar, o travão motor desta unidade a 4 tempos ajuda os potentes travões de disco, em que a manete esquerda faz travagem combinada (frente e trás actuam ao mesmo tempo), e a manete direita reforça a travagem da pinça de dois êmbolos no disco dianteiro de 267mm, capaz de desacelerações realmente fortes.

Parados, um botão rotativo no painel central controla a abertura do banco, tranca da direcção, tampa do combustível e do compartimento porta-luvas do lado esquerdo, que também tem uma tomada de 12V DC para carregar telemóveis e outros dispositivos electricos.

O ecrã permite reposicionamento em várias posições, através de uma série de furos estrategicamente situados. A posição de origem pareceu-nos excelente, protegendo da intempérie num contacto que foi realizado precisamente num dia chuvoso, mas situando-se rés à linha da visão para podermos olharmos por cima, como deve ser.

PERSONALIZE A SUA

Para os que pretendem ir mais além na personalização da sua X-Max 300, a Yamaha desenhou uma gama completa de acessórios genuínos, desde “top cases” e porta-bagagens a ecrãs de tamanhos alternativos, passando por um (notavelmente silencioso) escape Akprapovic.

Não esquecendo nem por um momento que estamos na era digital, o modelo pode ser configurado com extras a partir da App MyGarage, sendo depois o resultado visualizado ou enviado a um concessionário....

Ah, por falar nisso, a T-Max 300 custa 5.995€, e se está a pensar adquirir uma, não demore:

A Yamaha Portugal confessa que, a julgar pelo interesse demonstrado pela rede de concessionários, foi conservadora na quantidade de unidades encomendada...

Veja a X-Max 300 em detalhe:

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Yamaha X-MAX 300 | Scooter | Scooters

AdM @ 15-5-2017 20:12:41 - Paulo Araújo


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