Teste Aprilia Tuono V4 1100 RR (2017) - Desafia definições convencionais

Streetfighter ou Supernaked? Stunt Bike ou Café racer? O novo modelo da Tuono, desta versão V4 originalmente introduzida em 2011, desafia definições convencionais. Que tal apenas uma excelente desportiva, que por acaso acontece ter um guiador direito?

AdM @ 15-7-2017 11:00:00 - Texto: Paulo Araújo | Fotos: ToZé Canaveira

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aprilia Tuono V4 RR | Moto | Motos

Atirem-na para uma estrada de curvas, e está no seu elemento, o guiador direito e muito largo estilo MX uma benesse para puxar a moto para as curvas e nos manter o corpo algo direito, a ler a estrada à nossa frente.

Tentem um segmento de auto-estrada, e em segundos os 175 cavalos do motor fazem com que estejam a voar em direcção ao horizonte a velocidades muito por demais ilegais para mencionar numa publicação familiar como esta, os números triplos a aparecer no velocímetro digital em menos tempo do que se consegue dizer carta-por-pontos!

Até no trânsito não se dá mal, obstando uma certa necessidade de andar sempre a passar de caixa à procura da relação mais correta... é que o V4 não gosta muito de descer de regime, fica roufenho, bruto e algo hesitante. Por outro lado, passar de caixa com o “shifter” automático não é problema, é um prazer embriagante e 90% da razão porque não conseguimos consumos melhores com esta 1100... Problema nosso, não dela!

Aparentemente muito semelhante à versão SBK RSV4, na verdade o motor de 1077 cc, equipado com todas as assistências electrónicas possíveis e imagináveis menos fazer chá, foi completamente redesenhado para maximizar o benefício dos 78 cc extras do modelo na faixa onde eles fazem mais falta, baixas e médias.

Como dissemos, mesmo assim, o motor adora rotação e sobe vertiginosamente, acompanhado dum uivo do escape normalmente discreto, sob a solicitação do acelerador “ride by wire”, qualquer que seja o mapa escolhido das 3 opções Sport, Race ou Track. A diferença é que na Tuono há mais 6Nm de binário, a menos 1.500 rpm, que na Superbike. 

Motor roufenho à parte, outras coisas são estranhas a princípio na grande Aprilia, que ostenta orgulhosa o decalque que proclama os 54 títulos mundiais da marca. A pequena cúpula que aloja as ópticas triplas e protege o complexo mostrador digital parece ridícula até nos encontrarmos na Autobahn (faz de conta) e verificar que, pelo menos, até aos 180 Km/h (em pista), faz um excelente trabalho de manter a deslocação de ar afastada do peito do condutor. 

O selector automático funciona para cima ou para baixo, mais, o motor não gosta mesmo que se tente usar a manete de embraiagem para passar de caixa, tornando cada Km da condução uma aventura emocionante. O controlo de tracção funciona, actua quando passamos numa tampa mais escorregadia, mas temos de o manter num “setting” baixo dos 8 disponíveis, para não interferir demais, escusadamente, sob condução espirituosa. O 2 pareceu-nos ideal (manias!).

É impossível ser bem comportado com esta moto, é uma ferramenta de “hooligan”, à espera que algum incauto numa desportiva se meta connosco para o colocar na ordem, também fruto do seu maior trunfo: a travagem. As pinças Brembo que actuam em enormes discos flutuantes de 330mm param o conjunto com grande rigor só com um dedo na manete, com toda a confiança, dada a presença do ABS que até funciona com a moto inclinada sem causar aquela reacção da ciclística se erguer de repente.

E no entanto, por tudo isto, o banco muito largo e duro não consegue ser desconfortável, já que tudo está tão bem dimensionado... Até a estreita almofada destinada ao pendura não é inadequada, e as pegas laterais para agarrar as mãos, tão bem integradas na cauda, são uma maravilha de design e funcionalidade.

Outros aspectos práticos são um “cruise control” que se põe a funcionar com dois toques do polegar e evita as tentações já referidas no capítulo dos excessos de velocidade. Um painel com informação completíssima, que até inclui um inclinómetro que qualquer Doutorando em electrónica ou engenharia mecânica compreenderia em menos de 2 meses...

Veja na seguinte galeria mais detalhes desta Aprilia Tuono V4 1100 RR (2017)

Decalque dos 54 títulos mundiais da marca. Pequena cúpula que aloja as ópticas triplas e protege o mostrador digital parece ridícula até nos encontrarmos na Autobahn (faz de conta), depois mostra-se muito eficaz. Um painel com informação completíssima. As pinças Brembo com ABS. O banco muito largo e duro não consegue ser desconfortável.

Normalmente, até nem falamos muito da estética, já que a lixeira de um homem é o tesouro doutro, mas no caso da Tuono, palavras como “estilosa, linda e espectacular”, que ouvimos durante o teste, teriam de ser usadas. 

Nesse capítulo os italianos dificilmente são batidos, e desde a combinação de cores de vermelho vivo sobre negro mate, aos gráficos discretos com as cores italianas, à sedosa qualidade do quadro ou escora em alumínio polido, tudo grita “qualidade” e “estilo” como só os transalpinos parecem saber fazer.

Claro que tudo isto não vem sem uma etiqueta de preço algo “premium”, 16.261 euros, que provavelmente só torna a moto ainda mais apetecível a quem a possa alcançar.

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AdM @ 15-7-2017 11:00:00 - Texto: Paulo Araújo | Fotos: ToZé Canaveira

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