Ducati Supersport S - Super Perfeição

Há poucas motos que nos conseguem conquistar em todos os aspectos da condução. Ainda menos as que se mostram perfeitas sob os mais diversos ângulos de uma avaliação. A Supersport encanta desde que olhamos para ela pela primeira vez, até ao momento em que regressamos a casa depois de um bom passeio.

andardemoto.pt @ 3-12-2017 20:09:38 - Texto: Rogério Carmo | Fotos: ToZé Canaveira

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Ducati SuperSport | Moto | Superbike

De aspecto sedutor e com uma qualidade de construção irrepreensível, a Ducati Supersport, sobretudo esta modelo “S” que testámos, equipada com umas suspensões ainda mais refinadas do que as da versão normal, encanta ainda pelas prestações que oferece tanto em termos de ciclística como também em termos de motor.

Mas não se fica por aí, e aspectos como a ergonomia, a iluminação e o conforto, tampouco foram descurados pelos técnicos de Borgo Panigale.

A Supersport é actualmente uma das poucas motos do seu segmento. Além da Kawasaki Z1000SX, o vazio deixado pela Honda VFR ainda não foi preenchido pela marca da asa dourada, e os outros construtores parecem não estar interessados neste segmento de motos de estrada que privilegiam a performance, e que podem ser perfeitamente usadas em circuito, em esporádicos “track days”.

Desde que a vi pela primeira vez, há cerca de um ano atrás, na EICMA, em Milão, onde conquistou o público visitante que lhe atribuiu o título de mais bela moto do ano 2016, que fiquei rendido às linhas da Ducati Supersport, e curioso relativamente às suas aptidões.

Assim que tive a oportunidade de a testar, rumei a norte, e aproveitei as curvas do Douro para poder fazer fazer um teste mais aprofundado sob diversas condições rodoviárias e de humor.

E a verdade é que a cada quilómetro que passava, mais rendido ia ficando aos predicados desta encantadora italiana de ronco grosso e resposta rápida, ágil nas curvas, estável em recta, acutilante mas sensível nas travagens e confortável durante longas tiradas. Mesmo a baixa velocidade, dentro das localidades e em manobra, tudo funciona na perfeição.

O motor, semelhante ao que é utilizado na Multistrada 950 que também já tive oportunidade de experimentar (clique para ver o teste publicado nestas páginas), um Testastretta a 11° com 937cc, que debita 110cv às 9000rpm e um binário máximo de 93 Nm dos quais 80% estão disponíveis logo a partir das 3000 rpm, tem uma extraordinária capacidade de resposta desde baixa rotação, e não é demasiado violento na resposta, apesar de não deixar ninguém indiferente quando se enrola o punho com convicção.

Andamentos rápidos são a sua grande vocação, com a ciclística a responder irrepreensivelmente às exigências do binário e da direcção, muito por conta do quadro em aço tubular fixo às cabeças dos cilindros do motor, que assim serve de elemento estruturante. 


Mas não só! Na versão “S” contamos com suspensões Öhlins completamente reguláveis, mas para ambas as versões os travões Brembo incluem pinças monobloco M4.32 a morderem discos de 320 mm, assistidos por um ABS que graças ao DSP - Ducati Safety Pack, contam com uma unidade Bosch 9MP.

O pacote electrónico conta ainda com controlo de tracção regulável com 8 níveis de intervenção, e no caso da versão “S”, "quickshifter" bidirecional, equipamento que pode também ser instalado na versão base como equipamento opcional.

O accionamento da caixa de velocidades é suave, e a electrónica permite que se prescinda em absoluto da embraiagem, excepção feita ao arranque e à paragem, desfrutando de um verdadeiro concerto emitido pelo escape, que quase obriga a uma utilização exagerada do pedal das mudanças, para construir novos acordes e fazer subir os níveis de adrenalina.

Mesmo com tudo isto, os consumos foram bastante contidos, sempre a rondarem os 5,5 litros aos 100km, facto que permite sem qualquer esforço, autonomias a rondar os 300km. 

O conforto mantém-se por longos períodos, sem que os pulsos acusem a carga do tronco, ou o fundo das costas comece a latejar!

Apenas a protecção aerodinâmica se torna escassa, sobretudo em grandes tiradas a alta velocidade, e mesmo com o diminuto ecrã em posição elevada. Um opcional de dimensões ligeiramente superiores vai seguramente ser um bom investimento para quem pensar vir a fazer muitos quilómetros. Sobretudo se for de estatura física elevada.

A Ducati oferece ainda uma alargada gama de acessórios que permite adequar a Supersport a cada utilizador e tipo de utilização, e na qual nem sequer faltam ponteiras de escape homologadas, em titânio, da Akrapovic ou uma linha completa em titânio para uso em pista que garante um aumento da potência máxima em 2% com um peso significativamente inferior.

Com um preço de 14.279€ (12.859€ para a versão normal), e tendo em conta o nível de equipamento que apresenta, a Ducati Supersport S nem sequer se pode considerar cara, mais ainda tendo em conta que em termos de manutenção, as mudanças de óleo são efectuadas a cada 15.000 km, e as revisões são espaçadas em 30.000 km. 

Se gosta de motos desportivas, e de lhes fazer bastantes quilómetros, mas sobretudo se acha que as verdadeiras desportivas dão demasiado trabalho e são muito acanhadas e desconfortáveis, então esta é uma opção que não deve negligenciar.

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Equipamento

Neste teste usámos equipamento de segurança composto por:

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andardemoto.pt @ 3-12-2017 20:09:38 - Texto: Rogério Carmo | Fotos: ToZé Canaveira