Teste Sym Cruisym 125 - Dinâmica Urbana

Uma maxi-scooter para os pequenos trajectos do dia-a-dia, para quem não prescinde nem de espaço nem de conforto.

andardemoto.pt @ 17-7-2018 02:09:04 - Texto: Rogério Carmo | Fotos: Rui Jorge

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Sym CruiSym 125 | Scooter | Scooters 125

Há vários tipos de motociclistas: os “connaisseurs”, os práticos, os urbanos, os fundistas, os ON e os OFF Road, os ricos, os pobres, os profissionais, ou seja, de todos os géneros e por diversas razões.

Muitos, e felizmente cada vez mais, são aqueles que não querem desperdiçar precioso tempo das suas vidas, presos horas a fio nas filas de trânsito. São esses, que fazem do veículo de duas rodas a sua opção diária de transporte, que encontram nas scooters a alternativa mais prática e cómoda, sobretudo em meio urbano.

Por isso o leque de oferta deste tipo de veículos tem vindo a evoluir, ao mesmo tempo que a procura vai aumentando nas cada vez mais congestionadas artérias das grandes cidades, havendo modelos e estilos mais do que suficientes para satisfazer todos os gostos e necessidades.


A indústria tem sido exímia a rentabilizar o desenvolvimento de novos modelos, e as plataformas básicas são frequentemente partilhadas com modelos de cilindrada inferior. Temos assistido a muitos casos semelhantes, nos últimos anos, sobretudo nas pequenas e médias cilindradas.

Claro que isso tem vantagens, muitas, e desvantagens, algumas. É o caso da scooter de que lhe falo hoje. Acabada de chegar ao nosso país, a Cruisym 125 partilha a sua “plataforma” com a já conhecida Cruisym 300.

Podendo definir-se como uma verdadeira Maxi-Scooter, ou uma “GT”, as suas linhas sofisticadas escondem muito espaço para condutor, passageiro e bagagem, uma fantástica proteção aerodinâmica e um toque de modernidade mais do que suficiente para encantar uma clientela requintada, habituada a passar horas parada, sentada a um volante, mas interessada em melhorar a sua qualidade de vida, e abraçar o mundo das duas rodas.

Qualquer um que se sente aos seus comandos não fica indiferente, nem à qualidade de construção, nem ao espaço disponível desta nova Sym. A iluminação integral em LED, o painel de instrumentos bem ao estilo automobilístico, o muito espaço para as pernas, o assento envolvente, a posição de condução elevada e a excelente proteção aerodinâmica, são factores que tendem a tornar a Sym Cruisym 125 pouco intimidante e até, muito atraente.

A sua condução é suave, com a ciclística a mostrar-se firme e eficaz, tanto em curva como sob travagem. Os travões de disco, em ambas as rodas e ambos assistidos por ABS, mostram uma mordida forte, e são perfeitamente adequados às prestações dinâmicas. 

A suspensão apresenta um excelente compromisso de afinação, que tanto oferece bastante confiança em curva rápidas, como conforto nos pisos mais degradados, sendo que os dois amortecedores traseiros permitem regulação da pré-carga. A direção é leve, e precisa, sendo ainda extremamente fácil de manobrar, já que o assento permite que se coloquem os pés bem assentes no chão, mesmo aos motociclistas de estatura a rondar os 170 cm. 

E todo o conjunto se mostra ágil, sem ruídos ou vibrações nefastas, e capaz de proporcionar uma enorme confiança na condução.



Neste pequeno teste, promovido pelo importador da Sym para Portugal, a Moteo, nas movimentadas mas belas estradas da Costa Oeste, não tive a oportunidade de medir os consumos de combustível. Foi uma pena, pois tinha curiosidade de saber qual a autonomia prática permitida pelos 12 litros de capacidade do depósito. Tampouco pude andar com passageiro, nem apreciar a iluminação, integralmente em LED, e que é anunciada como sendo referencial.

Mas por outro lado tive oportunidade de ver que o conforto a bordo é bastante elevado. O ecrã pára-brisas (que ainda pode ser subido cerca de mais cinco centímetros, com recurso a ferramentas), é de uma eficácia a toda a prova na tarefa de desviar os elementos, sem criar turbolência. 

O espaço para as pernas é soberbo, permitindo que se adoptem diversas posições, inclusivamente estender quase completamente as pernas, e mesmo o passageiro conta com poisa-pés bem colocados, e umas pegas de suporte bastante ergonómicas e acessíveis.


Achei, no entanto, que a dosagem da travagem poderia ter sido melhorada, e não gostei da forma como a transmissão actua no arranque: inicialmente de forma muito lenta, e com um ligeiro “poço” de potência logo a seguir, antes de o motor começar a subir alegremente de rotação.

Por outro lado gostei da pouca retenção do motor, em desaceleração, que quase permite, nas descidas, circular em “roda livre”.

Como consequência da estratégia de “plataformas”, e da Cruisym 125 ter o mesmo quadro e equipamento que a sua irmã Cruisym 300, ela é efectivamente muito mais pesada do que o esperado para os escassos 14,3 cavalos debitados pelo monocilindrico, facto pelo qual a sua condução tem de ser, sobretudo, descontraída.

O que, diga-se de passagem, não é difícil de conseguir, visto que se trata de uma moto destinada a uma utilização urbana e interurbana, equipada com todo o conforto e comodidade, capaz de se mover perfeitamente ao longo de todo o dia, no meio do trânsito.

Derivado da comprovada unidade motriz da Sym GTS 125, a debitar quase o máximo permitido na sua categoria, o monocilindro ainda assim faz um trabalho muito razoável a mover os 180kg de peso (a cheio) anunciados pelo fabricante.


A sua grande capacidade de carga, que permite guardar dois capacetes de tamanho “M” (e alguns de tamanho “L”) no compartimento por debaixo do assento (que é iluminado e cuja abertura é feita por um trinco eléctrico), além do conveniente porta-luvas (sem fechadura) com tomada USB para carregar o telefone e guardar pequenos objectos, a par com o lugar de passageiro que é um verdadeiro sofá, o bocal de enchimento do depósito que está bastante acessível, os espelhos retrovisores rebatíveis que integram os pisca-piscas numa posição elevada que os deixa bem visíveis, e um cavalete central muito fácil de usar, tornam-na perfeitamente capaz de apaixonar muito recém-chegado ao mundo das motos.

Sobretudo se for alguém que, mesmo experiente, não se reveja em grandes correrias. Ou alguém de maior estatura, a quem as scooters normais ficam extremamente acanhadas. Ou ainda a alguém que tenha que frequentemente andar com passageiro. Em qualquer dos casos, tem bastantes razões que o podem levar a optar por esta nova Sym, mesmo tendo em conta que o seu preço não é, nem de perto, aquilo que se possa chamar de pechincha! Compare com a concorrência (clique aqui).



A Cruisym já está disponível na rede de concessionários Sym (clique aqui para ver qual está mais perto de si), em 3 cores: Preto mate, Branco brilhante e Vermelho. 

Os primeiros compradores ainda podem optar por uma versão especial cinza mate, disponível em quantidades muito limitadas.


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Sym CruiSym 125 | Scooter | Scooters 125

andardemoto.pt @ 17-7-2018 02:09:04 - Texto: Rogério Carmo | Fotos: Rui Jorge