Teste Vespa S125 Primavera: a importância do design

Foi no ano de 1968 que a Piaggio apresentou aos seus clientes a Vespa ET3, também conhecida por Primavera. Passados que estão praticamente 50 anos desde essa altura, a Piaggio continua a usar a designação de Primavera numa das suas scooters mais elegantes e desejadas de sempre, especialmente entre o público feminino.

andardemoto.pt @ 6-8-2018 16:33:55 - Texto: Tiago Alves | Fotos: ToZé Canaveira

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Vespa Primavera 125 | Scooter | Gama 125cc

Vespa, um nome mágico que faz ainda nos dias de hoje sonhar como a evasão e liberdade, seja nas grandes cidades ou mesmo nas estradas mais longas.

A Vespa S125 Primavera vem apelar à já longa tradição da Piaggio em construir as mais modernas e estéticas scooters do mercado, como por exemplo a ET4, a primeira scooter com caixa de velocidades automática da era moderna que foi apresentada no ano 2000. 

Desde então o construtor transalpino não parou de apostar neste segmento de mercado, chegando mesmo a encerrar a produção da Vespa PX, o único modelo da sua gama munido com caixa manual de quatro relações (ok, excepção feita aos triciclos APE).

Se bem que o modelo original da Primavera surgiu nos finais da década de 60, a verdade é que a Piaggio soube manter-se no mercado com a nova Primavera conquistando um mercado feminino já que as senhoras, para além de não dispensarem um veículo de utilização fácil e descomplicada nos grandes centros urbanos, não prescindem dum elegante design italiano.

Como é a nova S125 Primavera

Se a ideia primeira aqui no Andar de Moto era juntarmos a versão inicial da Primavera com a actual, a verdade é que devido à falta de tempo típica da época das férias, não nos foi possível organizar a sessão fotográfica com ambas as scooters. Bem que tentámos mas não houve hipótese. 

Além disso, a única Primavera da década de 70 que conhecemos, não está nos seus “melhores dias” em termos mecânicos nem estéticos, e como a Primavera ET3 não foi comercializada no nosso país, não nos deu grande margem de manobra.


Primavera, como te quero!

Concentramo-nos, por isso, exclusivamente na nova Vespa S125 Primavera que, com o seu azul escuro mate nos encantou com a sua presença e porte. As diferenças face à versão anterior não são muitas, diga-se em abono da verdade, mas mesmo assim, merecem ser aqui destacadas. 

Antes de tudo, o painel é agora totalmente digital, o que facilita bastante a leitura da informação apresentada. Esta pode ser apresentada de diversas formas, através de um simples accionar de botão: a velocidade máxima, os consumos ou mesmo até, quantos quilómetros poderemos fazer com a gasolina que ainda está no depósito.

Um verdadeiro computador de bordo para os vespistas. Curioso que esses mesmos dados podem ser transferidos para o telemóvel, graças à aplicação Piaggio Multimedia Plataform (PMP) que pode ser instalada em qualquer dispositivo moderno de comunicação.  

Outra novidade passa pelo farolim traseiro que surge desta feita redesenhado e, quanto a nós, mais estilizado.

A nível estético e apreciando a Vespa S125 Primavera no seu todo, depressa nos apercebemos que esta é uma scooter com linhas muito femininas, que quase nos dá vontade de convidarmos uma top-model para pousar para a nossa objectiva (infelizmente, o budget não chegou para tal....). 

Mas as novidades relativamente a esta scooter continuam, com jantes que passam das anteriores 11 polegadas para as 12, o que lhe dá um pouco mais de estabilidade, aumentando também o conforto.


Aos comandos do mito

Conduzir uma Vespa é sempre algo que vai muito mais além de pilotar um meio de transporte. Geralmente, quem anda de Vespa repara e cumprimenta os outros vespistas que passam em sentido contrário na rua. Diz-se até nos Vespa clubes espalhados pelo mundo inteiro que os bons chefes de família têm que ter uma (ou mais, claro...) Vespa. E claro, nós gostamos dessa teoria!

Sendo a herdeira da LX125 – cujos muitos pontos estéticos comuns são evidentes, pode-se afirmar que a S125 Primavera tem um tratamento mais refinado, isto se a compararmos com a sua “irmã mais velha”.

Em termos de espaço de arrumação, na Vespa S Primavera 125, conta-se com um pequeno porta-luvas situado em frente aos joelhos do condutor. Apesar de não ser de grandes dimensões, este espaço é capaz de albergar uma carteira (de homem, diga-se), e carregar o telemóvel, já que possui uma entrada de USB, o que dá sempre jeito para quem anda de um lado para o outro. 


Andamento vivo para a cidade

Para se pôr a Vespa S Primavera 125 a funcionar, basta girar a chave para a posição "on" e accionar o botão de arranque. O motor a 4 tempos de três válvulas responde imediatamente e quase mal se ouve, o que é óptimo. Sim, porque para confusão já basta o trânsito. 

E por falar em trânsito, diga-se que a Vespa S125 Primavera desenvencilha-se bastante bem por entre os carros, sem problemas de maior. A sua carroçaria é totalmente fabricada em aço, o que dá uma sensação de robustez, ao contrário dos plásticos utilizados por outros fabricantes de scooters. No entanto, este modelo peca por não ter um descanso lateral, isto apesar do cavalete central ser bastante fácil de accionar.         

Em andamento, o condutor goza de um assento bem conseguido, sendo que o passageiro tem apoios para os pés localizados na parte inferior do estrado. Uma barra cromada permite que o passageiro se agarre, caso não tenha uma ligação próxima com o condutor.

A posição de condução é confortável q.b., assemelhando-se muito à das Vespas mais antigas. Relativamente a outras motos da casa de Pontedera, a Vespa S125 Primavera curva bastante bem, sendo bastante equilibrada tanto na entrada e como na saída destas.

E claro, o seu estilo, inegavelmente assente em traços de design italiano, tornam impossível não desviar o olhar à sua passagem!

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Vespa Primavera 125 | Scooter | Gama 125cc

andardemoto.pt @ 6-8-2018 16:33:55 - Texto: Tiago Alves | Fotos: ToZé Canaveira