Teste Suzuki V-Strom 250A - Aventura à escala

Uma moto polivalente, com queda para a aventura, mas a um preço muito, muito contido, que prima pela economia a todos os níveis.

andardemoto.pt @ 11-9-2018 02:02:42 - Texto: Rogério Carmo | Fotos: ToZé Canaveira

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Suzuki V-STROM 250 A | Moto | Turismo enduro

Quem estiver habituado a conduzir motos com 4, 5 ou 6 vezes mais potência, do que a máxima debitada pelo modesto motor de 250cc. da Suzuki V-Strom 250A, tem que fazer um tremendo esforço de isenção para poder avaliar o potencial desta pequena aventureira, a mais recente membro da gama de aventura da casa de Hamamatsu, que já contava com a as versões V-Strom 1000 e V-Strom 650 que já tivemos oportunidade de testar (clique para ver).

No entanto, um utilizador com pouca experiência, ou habituado a motos de cilindradas mais modestas, pode desfrutar de uma companheira fiel, prática, muito fácil de conduzir, capaz de encarar com relativa facilidade desafios levantados por tráfego intenso ou maus caminhos, seja numa utilização diária, intensiva, seja em verdadeiras aventuras e passeios de fim-de-semana.

Com umas linhas modernas e cativantes, perfeitamente identificáveis com as da sua gama, um assento com uma altura ao solo muito contida, um posto de passageiro bastante confortável, grande capacidade de carga e um motor “redondo” capaz de ritmos perfeitamente aceitáveis e consumos muito contidos, assistido por uma caixa de velocidades extremamente leve e precisa, a nova Suzuki V-Strom 250A está pronta para conquistar o coração de muito motociclista. Sobretudo se tiver em conta o seu preço, que ronda os 5.800 euros.

Apesar dos autocolantes exibirem um sugestivo “Adventure Sports Touring”, na sua essência, esta pequena V-Strom é basicamente uma moto utilitária, extremamente polivalente.

Numa utilização urbana diária, ela apresenta trunfos importantes, como a excelente brecagem, a grande agilidade, a posição de condução bastante ergonómica e elevada, a protecção aerodinâmica minimalista mas suficiente, e a já referida pouca altura do assento.

As suspensões filtram bastante bem as irregularidades do piso, e a altura livre ao solo é mais do que suficiente para enfrentar com bastante despreocupação as grandes crateras das vias mais degradadas, e a subida ou descida de passeios e degraus mais avantajados. Nem mesmo os 188kg de peso em ordem de marcha parecem ser assim tão pesados quando houver necessidade de manobrar.

Numa utilização de lazer, para pequenas escapadelas de fim-de-semana, a solo ou com passageiro, esta pequena Suzuki apresenta a vantagem de ter consumos de combustível muito reduzidos, sempre inferiores a 4 litros/100km, que permitem autonomias práticas a rondar os 400km, graças ao depósito com capacidade para 17,3 litros do precioso líquido.


A afinação das suspensões prima pelo conforto, mas mesmo em andamentos mais rápidos, o seu desempenho é digno de nota, sem afundamentos exagerados ou reacções estranhas em curva, incutindo bastante confiança.

Aqueles que gostam de proximidade com a natureza, e que não resistem ao apelo de um belo estradão de terra ou macadame, podem contar com a Suzuki V-Strom 250A para umas belas incursões.

Não que a pequena aventureira esteja como peixe na água, já que a posição em pé está longe de ser a ideal para grandes tiradas, as rodas não são as mais apropriadas, e é impossível desligar o ABS, mas a suspensão dianteira bastante macia e a sua grande agilidade permitem andamentos bastante despreocupados nos pisos menos firmes, chegando mesmo a ser divertido até explorar pequenos trilhos degradados.

Com passageiro e carga, a Suzuki V-Strom 250A permite uma regulação manual da pré-carga do amortecedor traseiro, mas o motor bicilíndrico refrigerado a água, que debita uns modestos 25cv, mostra algumas limitações em termos de médias horárias.

No entanto, o conforto está garantido, e caso se opte por traçados mais retorcidos, o prazer de condução é bastante maior do que o expectável, com uma boa resposta ao punho direito, logo desde baixa rotação. A travagem, apesar de não ser referencial, não acusa fadiga facilmente, e a suavidade da mordida inicial é uma bênção em pisos menos firmes.

No que refere a praticidade de utilização, esta pequena V-Strom conta com uma conveniente e bastante acessível tomada de 12V embutida no painel de instrumentos, que por sua vez, tem um design moderno, em TFT negativo, bastante legível e que providencia informação bastante completa.

Também em termos de acessórios, a Suzuki desenvolveu uma gama bastante completa que permite instalar uma série de extras que vão tornar qualquer viagem mais agradável, como é o caso das protecções de punhos, do cavalete central, e das malas laterais que nem sequer precisam de montar suportes uma vez que estes já vêm instalados de série.


Os aspectos negativos são poucos, tendo em conta que esta é uma moto modesta e económica, sendo de realçar o facto de o guiador, devido à sua configuração, deixar passar incomodativas vibrações, sobretudo na faixa superior do regime de rotação, que causam formigueiro nas mãos e se refletem nos espelhos retrovisores, o que os torna, a alta rotação, praticamente inúteis. 

Não trazer de série descanso central e protecções de punhos também é lamentável, e o facto de o ecrã frontal não oferecer qualquer tipo de regulação também só é desculpável pelo preço contido que o modelo apresenta. Em contrapartida a V-Strom 250A já vem equipada com uma protecção de cárter e outra de radiador, e um bom suporte de bagagem na traseira.

Os acabamentos apresentam bastante cuidado, não se notando nem más soldaduras nem cabos soltos ou peças mal encaixadas, mostrando uma construção sólida que não revela qualquer tipo de ruídos parasitas.

A iluminação é convencional, recorre a lâmpadas de incandescência, excepção feita ao farolim traseiro que, como justificativo de modernidade, é em LED. Por isso, o farol exibe as limitações típicas dessa solução, com um foco pouco disperso e bastante irregular, que obriga a uma grande concentração. Os comandos são simples e pouco interessantes em termos estéticos, e as manetes não oferecem regulação.

No entanto a fiabilidade do conjunto é expectavelmente ìncontestavel, já que a sua base é a mesma da Suzuki Inazuma, uma plataforma comprovadamente simples e prática, facto que torna V-Strom mais jovem numa ferramenta extremamente eficaz e fiável no combate ao trânsito e ao stress. Uma verdadeira moto de aventura... mas à escala!

Veja a Suzuki V-Strom 250A em pormenor:

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Suzuki V-STROM 250 A | Moto | Turismo enduro

andardemoto.pt @ 11-9-2018 02:02:42 - Texto: Rogério Carmo | Fotos: ToZé Canaveira