Royal Enfield apresenta Interceptor 650 e Continental 650, duas novas motos desenhadas de raiz.

Um novo motor bicilíndrico de média cilindrada e duas novas motos de inspiração clássica reforçam a gama da marca indiana.

andardemoto.pt @ 11-11-2017 19:39:20

A mais antiga marca do mundo em produção contínua, em actividade ininterrupta desde 1901, apresentou na EICMA 2017, em Milão, um novo motor bicilíndrico que equipa duas novas motos.

Indo buscar a sua inspiração à Bullit, que é, em absoluto, a moto em produção contínua mais antiga do mundo, mantendo-se em fabrico desde que saiu para o mercado em 1932, tanto a nova Interceptor 650 como a nova Continental 650 têm instalado um novo motor bicilíndrico de 650cc.

Este novo propulsor foi desenvolvido em Inglaterra, sob a batuta do experiente Simon Warburton, o homem que há 3 anos deixou a sua longa liderança técnica da Triumph e que se tornou o responsável máximo do departamento de desenvolvimento e investigação da Royal Enfield, sediado em Inglaterra, e representa o futuro da marca indiana que se afirma como o fabricante de motos com a maior expansão da última década.

Durante a apresentação mundial destas motos, no pavilhão da Royal Enfield na EICMA, em Milão, no passado dia 10 de Novembro de 2017, Siddhartha Lal, o “Chief Executive Officer” (CEO) da Eicher Motors, proprietária da marca Royal Enfield, manifestou a sua ambição de expandir a venda de motos de médias cilindradas (>250cc e <750cc), tanto na Índia, na qual são líderes de um mercado estimado de milhão e meio de unidades por ano, como também à escala global nesse mesmo segmento de mercado.

Um facto confirmado pelo crescimento alucinante da marca nos últimos 8 anos, desde as 50.000 unidades de motos produzidas em 2010 até às mais de 800.000 motos com que prevê fechar o ano de 2017, valores que equivalem a um crescimento de 16 vezes.

O carismático líder da Royal Enfield atribui o segredo de todo este sucesso ao facto de terem conseguido criar uma marca extremamente desejável, e igualmente acessível.

A estratégia de assumir a sua antiguidade autêntica, com motos honestas e simples, fáceis de conduzir e extremamente fiáveis, levou a que, inicialmente na Índia, e espalhando-se aos poucos pelo resto do mundo, os seus modelos se tenham tornado em objectos de desejo, sobretudo para aqueles que usam a moto no dia a dia, seja em trabalho, em deslocações diárias, ou em lazer, em grandes desafios através das mais belas paisagens e dos piores caminhos dos Himalaias.

O novo motor bicilíndrico de 650cc (conforme o teaser publicitário “Twin is In” que é como quem diz: os bicilíndricos estão na moda), de refrigeração a ar e uma cambota a 270º, é capaz de debitar 47cv às 7.100rpm, com um binário máximo de 52Nm logo às 4.000rpm, e é acompanhado de uma caixa de 6 velocidades, complementada por uma embraiagem “Slip&Assist”, que, segundo Simon Warburton, não é tanto em função do desempenho dinâmico, mas antes pela facilidade de utilização. Também a sequência de ignição a 270º é um dos trunfos do britânico, que é um indefectível adepto deste tipo de motores.

Não será por isso de estranhar que as novas Royal Enfield Interceptor e Continental GT, sejam, à primeira vista, o regresso ao passado de Warburton, que apaixonado pela simplicidade tecnológica e de design, tenha tornado estas duas novas Royal Enfield muito parecidas à anterior geração da gama de clássicas modernas da Triumph. 

As novas motos são ambas compatíveis com carta A2, para aproveitar o potencial que o seu peso abaixo dos 200kg, e o centro de gravidade muito baixo, representam para os motociclistas iniciados ou de baixa estatura.

Mas o que alegadamente as torna extremamente interessantes é o facto de serem ágeis e fáceis de conduzir, proporcionando ao mesmo tempo um enorme prazer de condução, e irem ter disponível uma alargada gama de acessórios compatível com ambos os modelos, e capaz de adaptar cada uma delas aos gostos e conveniências de cada futuro proprietário. 

Como pormenor curioso, que explica bem o objectivo comercial destas motos, o motor estava previsto ter apenas uma capacidade de 600cc, mas aumentaram a cilindrada para 650cc, para que uma velocidade máxima superior a 160km/h (=100 Milhas por hora =Ton) ficasse garantida, mantendo todos os padrões necessários para que, quer em termos de emissão de poluentes ou em termos de fiabilidade, estas motos possam ser usadas (e desfrutadas) em qualquer lugar, já que podem ser homologadas em todos os países do mundo, como convém a uma estratégia comercial global.

Espera-se que estes novos modelos cheguem ao nosso país ao longo do ano de 2018, sem no entanto haver ainda nem data certa nem previsão de preços. Veja abaixo o vídeo de apresentação:

andardemoto.pt @ 11-11-2017 19:39:20



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