Salão de Milão 2015 - Antestreia Ducati
Naquela que foi designada por Ducati World Première 2016, Claudio Domenicali, o CEO da marca, mostrou ontem ao público nada mais nada menos do que 7 novos modelos da casa transalpina.
andardemoto.pt @ 17-11-2015 10:44:29
Ainda faltava uma hora para abrirem as portas do Teatro Elfo Puccini, no centro de Milão, e já o “foyer” fervilhava de actividade curiosa e expectante.
A recepção algo atabalhoada era perfeitamente justificada perante a turba de jornalistas, tiffosi e demais convidados, incapazes de esconder a excitação.
Com apenas um ligeiro atraso, a apresentação começou com um balanço da actividade da marca, com um destaque para o facto de constituir recorde a venda de mais de 50.000 motos até ao final de Outubro de 2015. Mas também serviu para Claudio Domenicali explicar o tema desta World Premiére que rezava: 'More than Red: Black, Wild and Pop’. Mais do que Vermelho: Preto, Selvagem e Pop. Traduzido por miúdos, a Ducati já não é aquele fabricante que se dedica apenas a fazer umas motos de competição (o Red) mas que para além disso está seriamente empenhada em espalhar o seu charme e imagem de marca por outros segmentos, em busca de uma nova clientela. Daí o Black o Wild e o Pop.
O Pop fica sob a égide das Scramblers. Depois de apresentar a nova Scrambler Flat Track Pro, a mais bem equipada da jovem família, desenvolvida com a ajuda de Troy Bayliss, foi a vez de surgir em grande e bem estilo a tão badalada Scrambler Sixty2, a versão “light” destinada a um público mais jovem.
Menos potente, mais leve e portanto ainda mais manobrável, esta nova Sixty2 terá um preço ainda mais interessante já que pode recorrer a componentes menos reforçados. Depois da Icon, e da Icon Red, da Urban Enduro, da Full Throttle, da Classic e da recém apresentada Flat Track Pro, juntam-se as três versões da Sixty2, em Atomic Tangerine, Shinning Black e a Ocean Grey, aumentando a família mais jovem da casa de Borgo Panigale para um total de nove membros.
A seguir entrou em cena a Multistrada Pikes Peak. Muita fibra de carbono, suspensões topo de gama, escape Termignoni e uma decoração realmente agressiva.
E como muito bem disse Dominicale, porque a diversão não precisa de destino, a Ducati aproveitou para mostrar as novas Hypermotard 939. Três versões diferentes de uma moto urbana e potente, que prometem fazer perder o juízo ao condutor mais bem comportado que se atreva a subir-lhes para o assento. As três novas versões entraram no palco pelas mãos dos dois Andeas, os pilotos de MotoGP da Ducati, o Iannone e o Dovizioso.
Foi aqui que Claudio Domenicale aproveitou para lhes cobrar a eles e a Gigi (Luigi) Dall'Igna, o General Manager da Ducati Corse, o facto de não terem conseguido nenhuma vitória em MotoGP durante a época de 2015.
Logo de seguida entrou em palco a 959 Panigale. Trazida ao palco por Davide Giugliano, apresentou-se ligeiramente redesenhada, com o motor Superquadro revisto, agora com 955cc, e que mesmo a cumprir as normas da diretiva Euro4 ainda debita 157cv. Para ajudar o condutor vem dotado de embraiagem deslizante.
A seguir entrou em cena a grande surpresa da noite, a justificação do “Wild” do slogan, sob a forma de, nada mais nada menos que, uma renovada Ducati Multistrada prontinha para ir para a terra e enfrentar sem complexos e de moto para moto, qualquer outra mais afamada e cheia de pergaminhos, produzida para lá dos Alpes.
Dotada de jantes raiadas de 19” na frente e 17” atrás, suspensões com um curso de 200mm, depósito de 30 litros e toda a artilharia electrónica de uma GT, esta nova Enduro apresenta também substanciais alterações nas carenagens. Em paralelo a Ducati oferece uma gama de acessórios completa cujo destaque vai para as malas em alumínio.
Para terminar, e explicar o conceito de “Black”, Claudio Domenicale apresentou a já esperada versão Custom da Diavel: A XDiavel. Uma cruiser estilizada, que mistura dois mundos até agora separados: O mundo das baixas velocidades onde a condução relaxada e as longas tiradas são características fundamentais, e o estilo italiano, através do design e de uma especial apetência por ritmos mais elevados. Por isso a nova XDiavel é definida por três números: 5.000 - o regime do motor em rpm’s que debita o binário máximo do Testastretta (mais de 130Nm) e que ainda assim disponibiliza perto dos 160cv. 60 - o número de configurações ergonómicas para o condutor, e que garante quilómetros de prazer sem cansaço. E por último 40 - o angulo máximo de inclinação lateral (geralmente as Cruisers nem chegam aos 30º) que permite explorar as características da ciclística em qualquer estrada de curvas.
A XDiavel também estreia na marca o recurso à transmissão por correia. Para completar a oferta, uma electrónica esmerada garante elevados níveis de ajuda ao condutor e uma segurança muito acima da média neste segmento. Para ficar com uma ideia, a XDiavel até tem “Launch control” ou controlo de arranque automático, para que em qualquer semáforo, qualquer condutor se possa imaginar um verdadeiro profissional.
Por agora é tudo. Nos próximos dias analisaremos em detalhe todos estes novos modelos da Ducati. Fique por perto.
andardemoto.pt @ 17-11-2015 10:44:29
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