20.º Portugal de Lés-a-Lés: Uma aventura de Faro a Felgueiras

A 20.ª edição do Portugal de Lés-a-Lés vai de "vento em popa". A grande maratona motocilística termina amanhã em Felgueiras, onde vai estar montado o palanque que irá receber os mais de dois mil participantes desta grande aventura.

andardemoto.pt @ 1-6-2018 16:15:00

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Tudo começou na quarta-feira, dia 30 de Maio, em Faro, cidade que recebeu os participantes e as suas 1800 motos para as habituais verificações técnicas e documentais. Estas formalidades foram realizadas no Largo de S. Francisco antes do Passeio de Abertura, com partida e chegada ao palanque instalado no centro da cidade, no Jardim Manuel Bívar.

Neste passeio inicial de 65 quilómetros, os participantes começaram por visitar a Sé e a sua altaneira torre sineira. Lá do topo, todos tiveram uma visão privilegiada do trajecto a cumprir, com passagem inicial por um extremo da N2, a mais longa estrada nacional que ao longo dos seus 738,5 km, desde ou até Chaves, atravessa 11 distritos, 38 concelhos, 8 províncias, 4 serras e 11 rios.

Com uma ligeira alteração de percurso de última hora, a caravana rumou ao Parque Natural da Ria Formosa para apreciar a sua enorme biodiversidade mundial, parando pelo caminho no primeiro dos muitos Oásis existentes ao longo do percurso.

A organização apostou na diversidade histórica e ambiental, variando entre o património paisagístico e arquitectónico num Algarve menos conhecido. Depois da Ria de Faro, foi a vez de visitar o Palácio de Estói e os seus magníficos jardins, propriedade de uma Câmara Municipal presidida por um motociclista de gema, Rogério Bacalhau, participante assíduo do Lés-a-Lés. Bom conhecedor, portanto, dos gostos mototurísticos, ajudando a encaminhar a caravana para o Cerro de S. Miguel que, com os seus 411 metros de altitude, é o ponto mais alto da região.

Esta foi apenas uma pequena amostra do 20.º Portugal de Lés-a-Lés, cuja primeira etapa teve início às 6 horas de quinta-feira, dia 31 de Maio, e que levou o enorme pelotão de Faro até Portalegre, ao longo de 430 quilómetros de percurso bem diversificado.


A etapa começou pela Estrada Património N2, cujos quilómetros iniciais seguiram pela serra algarvia, onde a caravana seguiu embalada pelas curvas da N124, rebatizada como Estrada Helena Costa, evocando a curvilínea sensualidade da actriz que começou a sua carreira televisiva em Morangos com Açúcar, que participa na Herdeira, telenovela em exibição na TVI e que, uma vez mais, marca presença no Lés-a-Lés.

Esta paisagem continuou durante 70 quilómetros, terminando de forma quase abrupta em Alcoutim, onde a feira em dia de feriado do Corpo de Deus obrigou os participantes a desenrascar e descobrir um novo itinerário.

O tempo nebuloso que escondeu a imponência da serra do Caldeirão deu lugar ao sol e as motos seguiram rumo à aventureira passagem a vau na Ribeira de Carreira… com água que mal deu para molhar os pneus.

Este primeiro dia do evento organizado pela Federação de Motociclismo de Portugal contou com o apoio de muitos motoclubes, como Os Falcões das Muralhas, de Mértola, que criaram um Oásis de fabulosa gastronomia, dos enchidos aos queijos, passando pelo pão alentejano e pelos diversos exemplos caseiros de doçaria regional. Mas a grande novidade do dia foi mesmo a descida ao Pulo do Lobo, que este ano foi feita, pela primeira vez, pelo lado sul da formação geológica que afunila o rio Guadiana, concentrando todo o caudal em estreito fio de água. Estreia absoluta no Lés-a-Lés que justificou os quilómetros de desvio em estrada estreita e piso irregular em terra batida, antes das longas retas alentejanas pintalgadas de verde, sem a secura de anos anteriores, cortesia de um inverno tardio. Seguiram-se paisagens tranquilas onde os oásis foram quebrando a monotonia e ajudando a ultrapassar um tempo algo abafado, como aconteceu em Beringel, berço de conhecidos músicos, de António Zambujo a Linda de Suza ou Cândida Branca Flor, e onde a Honda e o Grupo Motard local criaram um aprazível espaço de descanso e convívio.

Os participantes seguiram rumo a Évora Monte, passando ao largo de Alvito, Viana do Alentejo, Estremoz e Évora, para chegar ao mais exclusivo castelo da arquitetura portuguesa e ao mais apertado local de parqueamento de todo o Lés-a-Lés.

Mais à vontade parou a caravana em Monforte, com possibilidade de opção entre a visita ao Centro de Interpretação da Tauromaquia ou aos vestígios romanos da Ponte à saída da vila até às ruínas de Torre de Palma. A “aula histórica” foi encerrada no Parque Natural da Serra de São Mamede, com uma vista ímpar sobre a cidade de Portalegre, onde os participantes do Portugal de Lés-a-Lés tiveram uma calorosa recepção com uma enchente de público a ovacionar os aventureiros.

À chegada, os participantes puderam ainda aproveitar a presença das massagistas do Instituto de Medicina Tradicional que ajudaram a preparar o corpo para a segunda etapa, que decorre esta sexta-feira entre Portalegre e Lamego.

andardemoto.pt @ 1-6-2018 16:15:00


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