Kawasaki Versys 1000 - Suavidade e bom senso

A Kawasaki Versys 1000 foi alvo de uma profunda intervenção estética que, a par com uma reformulação da ciclística, lhe proporciona o encanto que faltava à versão anterior. Fomos experimentá-la. Venha daí conhecê-la!

andardemoto.pt @ 24-4-2015 17:54:00

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Kawasaki Versys 1000 2018 | Moto | Dual purpose

Os encantos de um motor de quatro cilindros em linha são inegáveis. Por outro lado, os encantos de uma moto do segmento “Sport Adventure” são também óbvios. Juntar a suavidade do motor ao conforto proporcionado por uma posição de condução elevada e confortável foi uma fórmula que, até agora, apenas a Kawasaki adoptou. É um facto que a BMW também já anunciou a sua S1000XR, que vai juntar o motor da balística S1000RR a uma posição de condução semelhante à da “GS”, mas essa só vai ser apresentada lá mais para a frente. Por enquanto, quem quiser usufruir desta fórmula quase mágica, apenas pode escolher a Versys 1000.

O modelo já não é novo, pois a versão original da Versys 1000 remonta a 2011, mas a sua nova estética, muito mais consensual, abre-lhe agora outras portas a utilizadores mais sensíveis nesse capítulo, e a um mercado que entretanto já percebeu as vantagens deste segmento em que todas as marcas estão a apostar fortemente para recuperar as vendas perdidas nas pouco ergonómicas gamas desportivas.


motor

O motor da Versys 1000 continua a ser a mesma unidade que equipa a Kawasaki Z1000 e a 1000 SX, mas com algumas adaptações. Nesta versão debita até mais dois cavalos que na versão anterior, estando a cavalariça agora recheada com 120 equídeos de boa raça, que é como quem diz, dotados de um binário fantástico que oferece uma grande elasticidade e permite recuperações muito interessantes, poupando imensa energia e esforço em desnecessárias mudanças de relação de caixa. Também a suave resposta do acelerador contribui para uma grande confiança e reduzir o stress, sobretudo em mau piso.

Como seria expectável nos dias de hoje, o tetracilíndrico está provido de controlo de tração com três níveis, que garantem um controlo absoluto dos impulsos exagerados do punho direito. Para poder desfrutar em absoluto de toda a potência do motor em estradões de terra e maus caminhos, ou para levantar a roda da frente do chão, também é possível desligar o sistema, ou então, para os menos afoitos, regulá-lo para o nível 1 que permite dar “um ar de graça” nos arranques e fazer uma atravessadelas nas saídas de curva.

Por outro lado, o tetracilíndrico também desfruta da segurança proporcionada por uma embraiagem deslizante e de dois mapas de ignição, sendo que um deles reduz a potência em cerca de 25% e é indicado para pisos escorregadios. Em termos de consumo e num percurso misto, podem-se conseguir valores a rondar os 5,5 litros aos 100 km desde que se tenha alguma parcimónia no uso do punho direito. Em estrada de curvas, desfrutando de um bom piso e de uma boa “inspiração”, os consumos registados no computador de bordo rapidamente sobem para valores superiores aos 7 litros aos 100 km.


A ciclística oferece um bom desempenho. O quadro não acusa o esforço de suportar o peso que carrega, e a suspensão de longo curso (150mm) com uma afinação muito confortável, se não for abusada em curvas, sobretudo carregada e a descer, também garante um comportamento previsível e neutro.

A nova forquilha invertida da Showa veio melhorar sobremaneira o comportamento da nova Versys 1000 em relação ao modelo anterior, mas ainda assim, sob travagem, regista ainda um desempenho abaixo da média em termos de afundamento. Para compensar, o amortecedor traseiro, colocado horizontalmente, suporta bem a carga e os efeitos do binário e absorve muito bem mesmo as maiores irregularidades do piso. Em curva, a alta velocidade e com malas, nota-se alguma instabilidade, sobretudo na presença de fortes ventos laterais, mas em reta o comportamento é irrepreensível.

A travagem é forte e virtualmente incansável, ajudada pelos enormes discos com formato de pétala, de 360mm de diâmetro. No entanto merece uma nota negativa mas apenas para a mordida inicial que se apresenta demasiado incisiva e limita a confiança em pisos mais escorregadios. O ABS de série não se manifesta em demasia e revela-se uma mais valia para o conjunto.


Com todos estes argumentos, pode concluir-se que segurança não falta a esta nova Kawasaki Versys 1000. As ajudas eletrónicas à condução são as fundamentais para garantir um desempenho que proporciona imensa confiança e consome pouca energia, fatores ideais para converter as grandes viagens em grandes passeios e boas recordações. A qualidade de construção e a quantidade de opcionais de fábrica disponíveis também é um fator a destacar.

A posição de condução é referencial e muito ergonómica. O guiador amplo, o assento confortável, boas pegas de suporte para o passageiro e sobretudo muito espaço para os ocupantes, são argumentos de peso sobretudo numa moto deste género. A proteção aerodinâmica também é muito boa.

As malas laterais e a Top case oferecem uma grande capacidade e não necessitam de suportes uma vez que estes já estão incluídos de série, e bem dissimulados, na moto. O assento está a uma altura razoável permitindo um condutor de estatura média firmar bem ambos os pés no chão, e apresenta-se muito confortável durante longos períodos.



Os espelhos oferecem boa visibilidade, e passam por cima dos espelhos dos automóveis e por baixo dos da maior parte dos veículos comerciais, mas o ecrã ajustável em 7,5 cm de altura tem de ser regulado com a moto parada.

Apesar de ter ganho 11kg relativamente à versão anterior (que não oferecia descanso central), os seus mais de 250kg não se notam em andamento, nem mesmo a manobrar, sobretudo devido à boa distribuição de peso.

A autonomia, caso não se abuse das virtudes do motor, pode ser superior a 350 km, o que já se pode considerar de muito bom. O descanso central é fácil de usar e o lateral é robusto e muito estável.

A Versys 1000, já está disponível na rede oficial de concessionários Kawasaki e há diversas unidades para “Test Ride”. Existem várias versões disponíveis com diversos níveis de acessorização, em três cores diferentes: Preto, Branco e Laranja. Para saber os preços e todas as características técnicas desta e doutras motos consulte o nosso catálogo (clique aqui).

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Kawasaki Versys 1000 2018 | Moto | Dual purpose

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