Honda Honda NC750D Integra 2016 - Conceito renovado

A Moto-Scooter foi revista e está indiscutivelmente mais moto. Fique a conhecer as diferenças.

andardemoto.pt @ 22-7-2016 11:15:35

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Honda Integra 750 | Scooter | Scooters

Texto: Rogério Carmo     Foto: ToZé Canaveira


A Integra é uma moto muito especial. A Honda aproveitou a oportunidade de ter que a tornar compatível com a directiva Euro4 que vai entrar em vigor em Janeiro de 2017, e fez-lhe um ligeiro "restyling e retuning"
                           
Assim numa primeira avaliação, a intervenção nem parece ter sido muito grande:

  • Iluminação em LED
  • Forquilha Showa
  • Painel de instrumentos personalizável
  • DCT actualizada com novos modos
  • Motor compatível com a directiva Euro4
  • Escape redesenhado
  • Novas opções de cor.
Mas a verdade, é que todas estas modificações tornaram a Integra ainda mais moto, e fazem uma grande diferença sobretudo no que ao prazer de condução diz respeito.

Apesar de manter o seu estilizado aspecto de scooter, que tal como subentende o nome que a identifica, esta Honda integra as vantagens de uma scooter numa moto.

Nem todas, mas talvez as mais importantes para quem tem que diariamente enfrentar o trânsito dos grandes centros urbanos, como a caixa automática e a protecção aerodinâmica..

E é precisamente o comportamento da revista embraiagem dupla DCT, que transforma a caixa de seis velocidades numa automática, que mais contribui para o melhor desempenho dinâmico desta renovada Integra.

O condutor pode optar por vários modos de caixa automática ou por uma caixa manual comandada por patilhas ao alcance do indicador e do polegar esquerdos, sendo que uma das grandes vantagens deste sistema é ter a certeza que, depois de parar, num semáforo ou por qualquer outra razão, a primeira relação da caixa de seis velocidades está sempre engrenada e pronta para que possa rodar o punho e arrancar sem qualquer complicação. Outra grande vantagem está no conforto proporcionado ao passageiro, que não tem que suportar os safanões das passagens de caixa, já que a suavidade do sistema é, nesse aspecto, impressionante.

Seja qual for o modo automático escolhido, o “D” para uma condução tranquila ou o “S” para uma condução mais desportiva, o condutor tem também e sempre a opção de, em qualquer momento e manualmente, com recurso às tais patilhas, engrenar a mudança acima ou abaixo (obviamente desde que seja possível de acordo com o regime do motor). 


Para além de, e à semelhança do que acontece na Africa Twin e nas outras versões automáticas das NC750S e X, o modo desportivo “S” ter agora três níveis de regulação, que permitem adaptar o ritmo das passagens de caixa a diversos estilos de condução, o sistema está também dotado de sensores de inclinação que detectam se a via é a subir ou a descer, atrasando as mudanças de relação para manter mais potência ou reforçar o travão-motor, facto que torna a utilização do modo “D” mais agradável, ao mesmo tempo que se mantêm os consumos muito reduzidos.

O modo “S” na sua opção 1 é pouco mais incisivo que o modo “D”, mas é o suficiente para proporcionar uma condução mais interessante, sobretudo a circular no meio de vias rápidas ou autoestradas, estando o motor sempre pronto para reagir aos comandos do acelerador. Na opção 3 o DCT permite que o regime de motor seja substancialmente mais alto, ideal para negociar uma estrada de curvas encadeada em ritmos muito rápidos.

Mas a Integra reúne mais predicados de uma scooter, como por exemplo a excelente protecção aerodinâmica, o conforto da suspensão, e a posição de condução elevada.
Infelizmente, e tal como nas versões anteriores, a Integra não oferece nenhum meio de guardar o capacete. Nem debaixo do assento, onde eventualmente caberá um “mini jet”, nem no centro do quadro como é o caso das suas “irmãs” NC.

Como numa moto normal, e a menos que se recorra à instalação de uma inestética “Top-case”, também não há lugar para se guardar uma capacete, pelo que este nem sequer pode ser considerado um ponto negativo. Por isso adiante.


A nova Integra tem muito mais sobre que falar. A começar pelo novo som emitido pelo escape, agora mais pequeno, e que tem uma nota mais grave e mais “máscula”.
Mas uma das mais importantes melhorias reside na nova forquilha Showa de última geração, que reduz substancialmente o afundamento e torna a ciclística mais eficaz na negociação das curvas.

Uma maior resposta da direcção, que agora se revela mais rápida e precisa, aumenta significativamente a confiança no momento de entrar em ângulo, mesmo sob travagem. Por falar nela, a travagem mantém-se bastante eficaz, sem acusar fadiga e sempre com uma razoável capacidade de dosagem do tacto nas manetes, ambas a oferecerem regulação.

Nos consumos, e devido ao facto de a unidade que nos foi disponibilizada ser praticamente a estrear e estar ainda em rodagem, não efectuamos uma medição física precisa. Mas tudo indica que, a haver diferença para os modelos anteriores, será para melhor, já que o computador de bordo apresentou frequentemente valores quase inacreditáveis, e as autonomias conseguidas foram muito boas.

Por isso, se estiver mesmo preocupado com os consumos, então deve escolher o modo “D” e deixar a Integra fazer a sua magia, que se traduz em consumos praticamente sempre inferiores a 4 litros, mesmo com médias horárias muito interessantes, e sempre com um grande prazer de condução.


O motor bicilindrico está agora compatível com a directiva Euro4, mais exigente em termos de emissões de poluentes, e no painel de instrumentos existe um sistema gráfico que permite controlar a eficácia da condução. Uma condução económica é identificada pela cor azul na barra do conta-rotações. Maior economia e a cor passa a ser verde. Se for altura de “passar de caixa e meter uma acima”, então a barra torna-se laranja. 

Quem gostar ou tiver de fazer viagens à noite vai ficar encantado com a qualidade da iluminação LED, com um foco de luz bem espalhado e suficientemente potente para iluminar toda a faixa de rodagem.

Fácil de manobrar, a Integra está equipada com descanso central. Mas para uma maior praticidade, também vem equipada com travão de estacionamento, que permite usar o descanso lateral mesmo em locais de inclinação acentuada.

Galeria de Imagens


Conclusão:

A Integra é uma moto muito especial, que pode perfeitamente servir como meio de transporte alternativo a qualquer motociclista que possua outra moto de viagem, mas que necessite de um veículo prático para se deslocar diariamente no meio do trânsito. 

As suas prestações dinâmicas não desiludem, a protecção aerodinâmica é muito boa, a manobrabilidade é elevada e os seus consumos reduzidos podem perfeitamente amortizar grande parte do seu custo numa prazo razoável.

Não é uma moto destinada a condutores de baixa estatura, mas é perfeita para quem pretenda andar diariamente com passageiro.

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Honda Integra 750 | Scooter | Scooters

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