Norton V4 SS e Norton V4 RR apresentadas no NEC Motorcycle Live 2016 em Birmingham

As motos britânicas tecnologicamente mais avançadas de sempre, foram hoje apresentadas ao público no mais importante salão realizado em terras de Sua Majestade.

Não perca este vídeo sobre a Norton V4 SS

Anunciada como a tecnologicamente mais avançada moto britânica de sempre, a Norton V4 foi hoje mostrada ao público.

Melhor dizendo, as Norton V4, já que foram apresentadas duas versões da tão aguardada moto da mítica marca revigorada pelo empresário Stuart Garner: a V4 SS e a V4 RR, que partilham o motor, a electrónica e uma boa parte dos elementos da ciclística, sendo a SS muito mais exclusiva com um preço que ronda os 51.000 euros, justificado por equipamento de topo que mais adiante iremos referir. Já a versão RR foi anunciada com um preço ligeiramente acima dos 32.500 euros.

Indiscutivelmente é grande o interesse por esta moto completamente montada à mão por técnicos especializados, e totalmente desenhada e construída na fábrica britânica da Norton em Donington Hall.

Até porque, se algumas motos se orgulham de ter sido desenvolvidas na competição, estas orgulham-se de terem sido desenvolvidas na competição de estrada, nas míticas Road Races tão populares em Inglaterra, pois toda a tecnologia nelas empregue tem vindo a ser exaustivamente testada na Norton SG5 que tem participado nas provas de TT.

A ficha técnica é basicamente um expositor tecnológico a todos os níveis, como seria de esperar de uma verdadeira "superbike" dos dias de hoje:

A começar pelo motor V4 a 72º, com 1200cc, refrigerado por líquido, que debita 200cv às 12.000rpm, e que oferece uma entrega de potência brutal, sendo compatível com a directiva Euro4.

O seu desenho garante umas dimensões compactas, para promover uma geometria da ciclística e uma distribuição de pesos optimizadas, como é comprovado pelo radiador segmentado que permite ao motor ser colocado em posição ainda mais avançada.

Válvulas em titânio, oito injectores de combustível de fluxo variável, embraiagem deslizante e assistida, e caixa de velocidades do tipo “cassete” são alguns dos elementos a destacar.

O cérebro de toda a electrónica é uma unidade IMU (Inertial Measurement Unit) de seis eixos, desenvolvida pela Bosch, semelhante à usada, por exemplo, na nova Suzuki GSX-R 1000 ou na Ducati Superleggera 1299, e que coordena através de um acelerador electrónico, o controlo de tracção regulável, o “anti-cavalinho”, a intensidade do travão-motor, o controlo de partida, o quickshifter bidireccional, os modos de motor, o “cruise control” e o interface que permite analisar os dados recolhidos em pista, num computador.

A alimentação e a ignição dos cilindros dianteiros são reguladas de forma independente dos traseiros para garantir um controlo absoluto e uma resposta ainda mais precisa.

O quadro é um dos elementos que diferencia os dois modelos, apesar de em ambos os casos o motor servir de elemento estruturante.

Enquanto que na SS o quadro de tubos duplos de alumínio é fabricado à mão, com secções maquinadas a partir de alumínio 7020 de especificação aeroespacial, na versão RR, tanto o quadro como o braço oscilante são de fundição.

No caso da SS o mono-braço oscilante é completamente maquinado a partir de um bloco de alumínio 7020 de 70kg, até atingir um peso de apenas 3,1kg, com um comprimento de 570mm.
Em ambos os quadros, existem regulações do ângulo das mesas de direcção e do braço oscilante, que permitem uma grande diversidade de afinações. A distância entre eixos standard é de 1430mm.

Ambas as versões apresentam mesas de direcção, manetes, pedais e poisa-pés maquinados em alumínio.

A carenagem é fabricada em fibra de carbono. No seu desenvolvimento foram usadas avançadas técnicas de CAD que prescindiram da tradicional modelagem em barro, facto que proporcionou uma conclusão mais rápida do modelo final.

No modelo V4 SS, também as jantes são fabricadas em fibra de carbono. Na versão RR elas são em fundição de alumínio, pintadas a vermelho, numa analogia à SG5 TT.

Na travagem, ambas as versões contam com material Brembo, das bombas aos discos, de 330mm com pinças monobloco de de aplicação radial na frente e de 220mm com pinça de pistão simples na traseira.

Ambos os eixos contam com suspensões Ohlins de especificações WSB, sendo a forquilha uma NIX30, e o amortecedor traseiro um TTXGP desenvolvido especificamente para a V4. O amortecedor de direcção também é fornecido pela Ohlins.

Apesar das dimensões compactas, ambas as versões oferecem um posto de pilotagem amplo, capaz de acomodar mesmo os condutores de maior estatura.

O painel de instrumentos é um vistoso ecrã a cores de 7 polegadas que, no modo “Road”, também serve de retrovisor, com auxílio de uma câmara colocada na retaguarda.

O depósito de combustível fabricado em fibra de carbono tem uma capacidade de 18 litros, é reforçado com Kevlar e tem um revestimento químico para garantir todos os padrões de segurança. A sua parte inferior funciona como caixa de ar da admissão.

A iluminação é integralmente em LED, e como complemento de requinte, as duas versões incluem um prático sistema “sem chave”, com recurso a um comando por radiofrequência.

Toda esta tecnologia contribui para um peso a seco final de apenas 179kg.

AdM @ 21-11-2016 03:38:32


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