Teste Moto Guzzi V9 Roamer e V9 Bobber - Simplicidade com estilo a dobrar
O mesmo charme, dois estilos de moto. O design italiano de vanguarda, aliado a um aspecto nostálgico, intemporal. Andámos a testá-las. Fique a saber o que valem!
andardemoto.pt @ 24-6-2016 11:56:37
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Moto Guzzi V9 Bobber Euro4 | Moto | V9Moto Guzzi V9 Roamer Euro4 | Moto | V9
Texto: Rogério Carmo Foto: ToZé Canaveira
Colaboração: Mafalda Cabral e Luís Ferreira
As V9 foram a sensação do Salão de Milão de 2015, e chegam agora ao nosso mercado. Duas versões assentes numa mesma base, que apesar de fazerem lembrar a clássica V7, oferecem uma imagem mais “cruiser” e um comportamento dinâmico mais interessante. Uma boa forma de a marca italiana celebrar o seu 95º aniversário.
Ambos os modelos, a Roamer e a Bobber, apresentam os mesmos argumentos mecânicos, partilhando motor, transmissão e quadro, sendo diferentes sobretudo no capítulo da ciclística e da estética.
A Roamer afigura-se como uma cruiser urbana, despreocupada e de aspecto clássico, não tentando imitar nenhuma tendência, antes assumindo-se na sua exclusividade.
A Bobber assume um aspecto mais rebelde, mais ao gosto de um público jovem e descontraído, a piscar o olho aos amantes da customização.
O motor bicilíndrico em “V” a 90º, é refrigerado a ar e tipicamente montado de forma transversal. Esta nova unidade motriz, com 853cc é tanto uma peça de design como uma obra de engenharia.
As suas linhas limpas devem-se sobretudo à ausência de condutas de refrigeração e lubrificação, conseguidas à custa de um arrefecimento exclusivamente a ar, que consegue garantir um funcionamento de acordo com as exigentes normas de emissões Euro4.
O seu consumo não é de forma alguma exagerado, situando-se ligeiramente abaixo dos 6l/100km em utilização mista e sem qualquer tipo de preocupação economicista.
A instrumentação é simples, espartana, mas bastante legível, a ergonomia é boa, com todos os comandos a “caírem” naturalmente nas mãos. A baixa altura do assento ao chão favorece as estaturas mais pequenas.
Ainda assim, motociclistas altos ou baixos, têm que conseguir encontrar a posição ideal para que as canelas não choquem com as cabeças do motor. Tarefa fácil quando se circula a “solo”, mas mais difícil quando se transporta passageiro.
A qualidade de construção é muito elevada, com uma enorme atenção ao detalhe. Os plásticos são raros, depósito, guarda-lamas e tampas laterais são metálicos, os escapes são em aço inox, e os assentos mostram uma grande qualidade. A cablagem eléctrica está bem escondida e os ruídos parasitas são praticamente inexistentes, proporcionando o conjunto uma sensação de solidez muito interessante.
A V9 Roamer
A Roamer afigura-se mais clássica e menos descontraída. O seu design intemporal define um estilo muito próprio, com uma posição de condução convencional, elevada e confortável.
A roda dianteira tem uma jante de 19 polegadas que lhe confere um grande à vontade para enfrentar os obstáculos típicos de uma cidade, como passeios, degraus e buracos, assim como uma maior agilidade a furar o trãnsito.
E numa escapadela pelo campo, a Roamer também não se inibe a meter-se por maus caminhos. O seu aspecto “flashante”, repleto de cromados, e sobretudo nesta versão amarela que aqui apresentamos, não deixa ninguém indiferente.
A V9 Bobber
A Bobber é minimalista. Respira rebeldia através do seu aspecto musculado, intimida com o seu perfil negro e conquista com o seu carácter despreocupado.
A sua posição de condução é mais física, sobretudo devido ao guiador “drag”, mas os poisa-pés e comandos em posição central não estorvam as pernas quando é necessário por os pés no chão, e proporcionam descanso nas costas, sobretudo depois de algum tempo a rolar
O pneu “gordo” na roda dianteira contribui para uma presença mais impactante e também para uma experiência de condução mais interessante, sendo a Bobber mais precisa e estável em curva.
Conclusão:
Ambas são motos polivalentes, destinadas sobretudo a uma utilização diária, urbana, mas ambas capazes de umas boas escapadelas, apesar de em ambas, o estofo do assento ser escasso.
O motor debita potência mais do que suficiente para podermos chegar a horas a qualquer lugar, e a ciclística é perfeitamente capaz de proporcionar muita confiança, mesmo em ritmos mais rápidos.
Sem querer inferir que a Roamer tem um estilo mais feminino, com as suas linhas intemporais, a Bobber é indiscutivelmente uma moto de “macho”, perfeita para as pequenas voltas do dia-a-dia e foi, sem dúvida, a nossa favorita deste teste, fosse pelo aspecto “clean” fosse pela posição de condução.
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