Kymco Like 125 versus Vespa GTS 125 Super - Conceitos Extremos

Uma é branca, a outra é preta. Uma é cara a outra é barata. Uma é grande, a outra é pequena. No entanto ambas têm plataforma plana, rodas pequenas e garantem uma elevada mobilidade. Venha conhecê-las melhor.

andardemoto.pt @ 8-6-2015 23:01:05

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Kymco Like 125 | Scooter | Scooters 125
Vespa GTS Super 125 | Scooter | GTS Super

Quer mobilidade e economia mas só tem carta de automóvel (categoria B)?! Pode conduzir qualquer uma delas!

Quer mobilidade e economia mas só tem carta de automóvel (categoria B)?! Pode conduzir qualquer uma delas!

Texto: Rogério Carmo   Foto: ToZé Canaveira   Colaboração: Cátia Xavier e Mafalda Cabral


Estas duas scooters fazem parte do mais polivalente e popular segmento de veículos de duas rodas. Ambas oferecem uma elevada capacidade de carga, devido à sua plataforma plana, à possibilidade de facilmente instalar uma Top Case e à arrumação debaixo do assento. Também garantem uma elevada manobrabilidade devido ao peso contido e à elevada brecagem, e uma grande facilidade de acesso pela baixa altura do assento, devida às suas pequenas rodas de 12 polegadas. São motos ideais para ir às compras sem termos que tirar o “motão” ou o carro da garagem. E acima de tudo, garantem o prazer de andar em duas rodas.


Ambas, mantidas as devidas proporções, são soluções muito económicas para uma utilização diária, tanto no seu custo inicial como na manutenção e no consumo. Representam aqui os extremos deste segmento. A Vespa, com todo o charme da marca, pormenores estéticos e acabamentos muito cuidados e um preço muito acima da média, e a Kymco, a afirmar-se como uma alternativa mais económica e prática, capaz de satisfazer um alargado leque de motociclistas. Ambas permitem reduzir as despesas de manutenção, de combustível, e a desvalorização de uma moto maior. E no meio do trânsito citadino, levam-nos muito mais rápido e comodamente ao nosso destino do que a maioria dos grandes “motões” que gostamos de ter na garagem.


A Vespa tem uma estética inspiradora, reluz com cromados, tem formas voluptuosas e bem proporcionadas e mostra grande cuidado nos acabamentos. A Kymco é bastante menos ambiciosa e mostra-se mais prática e funcional sem grandes pretensões a ser obra de arte nem exercício de estilo. 


Basta termos em conta o preço de ambas, pois constatamos que com o dinheiro da Vespa quase compramos três Kymco, para que se perceba que aqui não estamos a tentar estabelecer comparações, vamos só relatar factos. A GTS 125 debita 15 cv, ou seja, está no limite máximo permitido por lei para poder ser conduzida com carta A1 ou B. A Like 125 debita apenas 9,5 cv, o normal do seu segmento com motor refrigerado a ar. A GTS 125 garante uma resposta pronta ao acelerador, consegue melhores retomas e nem os quase 40 quilos de peso que tem a mais e um ecrã de proporções bíblicas como o que esta unidade que testámos tinha instalado, conseguem prejudicar o seu desempenho. A Like 125, por seu lado, tem uma resposta menos lesta ao comando do punho direito, e não faz tão boas retomas, mas tendo em conta a diferença de potência, o seu desempenho não envergonha ninguém. A Like 125 apresenta a vantagem de conseguir consumos mais baixos. 


Em termos de conforto, a suspensão da Vespa é quase irrepreensível e a suspensão da Kymco é quase imperceptível. OK! a culpa também é do mau estado do piso da nossa rede viária, que está quase ao nível do queijo suíço no que aos buracos diz respeito mas, fora isso, a Kymco Like 125 tem um desempenho bastante pior que a Vespa GTS 125. Nestas coisas, o preço tem muita influência na qualidade dos materiais usados.


A suspensão da Vespa também garante um bom comportamento em curva, mesmo com mau piso, enquanto que na Kymco temos que ter um pouco de cuidado para não apanharmos nenhum buraco na nossa trajectória, sob pena de apanharmos um valente susto. Também na travagem temos quase o mesmo cenário. Na Vespa a potência e a dosagem são bastante boas, enquanto que na Kymco, apesar de travar bem, a sensibilidade das manetes é mais reduzida.


Apenas em termos de ergonomia é que a Kymco está ao nível da Vespa. A sua posição de condução é bastante natural, e também oferece bastante espaço para as pernas, mas por ser mais baixa, facilita o acesso ao piso tanto ao condutor como ao passageiro. Por tudo isto também, pode ser considerada mais ágil que a Vespa. Ao ser mais leve, também é mais fácil de colocar no descanso central. O descanso lateral, apesar de ter recolha automática, também é bastante mais estável que o da Vespa.


Para terminar, podemos ainda salientar o facto de a Vespa ter uma vistosa e brilhante carenagem/quadro em chapa de aço, enquanto que a modesta Kymco apenas oferece painéis de plástico. Em caso de queda, o plástico tem mais probabilidades de ser mais económico do que uma ida ao bate-chapas e pintor. Mas lá está… Tudo também depende do motão que temos na garagem...

Para conhecer os pormenores técnico e os preços destas scooters, consulte o nosso catálogo clicando aqui.

Para comprar ou fazer um Teste, consulte um concessionário oficial no seguintes links: Concessionários Kymco  -  concessionários Vespa 

Abaixo pode ler as opiniões pessoais das nossas "Test Riders" que apesar de motociclistas de longa data e proprietárias de grandes motos, nunca tinham tido o prazer de andar de scooter. 

Ainda cabe nestas linhas, um agradecimento especial à Lismotor, concessionário oficial KYMCO, pela cedência da Like 125 aqui testada.


O acelarico                            

Já conduzo motas há 19 anos, e felizmente já tive oportunidade de conduzir variados modelos, mas nunca, mesmo nunca, tinha conduzido um acelarico, que é como eu apelido carinhosamente as scooters.
O mais engraçado é registar os conselhos que nos dão quando surge uma oportunidade como esta, “olha que a manete da esquerda é o travão de trás, não “metas mudanças”, tá??!! -

Ora aí está a primeira coisa que fiz: Arranco e assim que vou a desacelerar... pumba mota bloqueada pelo travão traseiro! Mas posso jurar que foi a única vez, pois segui o outro conselho que me deram: “fecha a mão no punho e não utilizes o travão traseiro até estares mais habituada!” E assim foi, não voltou a acontecer. Aí vou eu toda contente a acelerar na bela Vespa 125 branquinha. Fácil, fácil! Confortável, manobrável, resposta clara no acelerador e nos travões e acima de tudo divertida. Esteticamente é uma preciosidade, uma gracinha, mas para mim é demasiado “girly”. Gosto delas com um aspecto um pouco mais agressivo! Depois, aquele vidro frontal parecia uma parede e eu até posso perceber que considerem um extra necessário para a chuva e vento, mas para quem anda nas voltinhas citadinas, não vai precisar dele.

Depois peguei na Kymco 125, com um aspecto mais simples e prático! Notei alguma diferença na resposta do acelerador e também na suspensão que era um pouco mais rija. Mas nada disso dificultou a sua condução. Lá dei umas voltas com ela e ao fim de um bocado andava com o pé de fora a fazer as curvas... Despojada de extras e apesar de ser aparentemente mais leve, não se apresentou mais fácil de manobrar.
Habituada a umas rodas enormes, faz um pouco de confusão andar com umas rodinhas tão junto ao chão, mas não é isso que as faz menos motas! Requerem é habituação para quem só tenha conduzido das “grandes”. Na realidade, para quem como eu que só tinha conduzido motas de maior cilindrada, mas que procura uma citadina para o dia-a-dia, os acelaricos são o ideal! 

Cátia Xavier, Maio 2015

A poupança

Quando me pediram para colaborar no teste destas duas scooters confesso que fiquei preocupada, pois apesar de muitos quilómetros feitos em motas bem distintas, como a minha velhinha Marauder805 ou a minha recente Honda CBR600RR, a verdade é que nunca tinha conduzido nada sem mudanças nem embraiagem. Depois das inevitáveis explicações sobre os travões, que funcionam basicamente como os das bicicletas, lá me equipei e me preparei para começar a rolar. Primeiro na simpática Kymco Like, e depois na estilizada Vespa GTS.

Claro que quem anda numa, anda na outra e rapidamente nos habituamos, mesmo que inicialmente o enorme vidro colocado na Vespa seja um pouco intimidante, mas na prática… nada de especial. Claro que não havia vento durante aqueles dias do teste e da sessão de fotos senão… olha tinha tido uma aula de “kite scooting”.

Só depois de alguns quilómetros é que começamos a sentir as diferenças. Nota-se bastante a melhor resposta do acelerador da Vespa, mais forte e imediata, e a sua suspensão também a portar-se melhor e a ser mais confiável nas curvas. Por outro lado a Kymco, por ser mais leve e manobrável, acabou por ser a minha preferida. Juntando a isto os consumos serem bem diferentes do que estou habituada, foi mesmo quase de "lágrima no canto do olho" que o dia chegou ao final. Sem dúvida que, para podermos andar mesmo descansados, o "factor preço" da Kymco é também uma GRANDE vantagem... mas enfim .. não se pode ter tudo ...

Mafalda Cabral, Maio 2015

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