Ducati apresentou as suas novidades para 2020
Numa apresentação especial em Rimini, o CEO da Ducati, Claudio Domenicali, desvendou três motos novas e novas versões de modelos já conhecidos. Fique a conhecer os detalhes mais importantes das novas Ducati Streetfighter V4, Panigale V2 e V4, Multistrada 1260 S Grand Tour e ainda a Scrambler Icon Dark.
andardemoto.pt @ 23-10-2019 14:36:22
Conforme
estava previsto, realizou-se em Rimini a cerimónia de apresentação de todas as
novidades da Ducati para 2020. Com o CEO da marca italiana Claudio Domenicali a
servir de anfitrião para a enorme plateia e para os muitos Ducatistas que
seguiram o evento através do “livestream” nas redes sociais, ficámos então a
conhecer alguns dos detalhes mais importantes das novidades de Borgo Panigale.
Ducati Streetfighter V4 e Streetfighter V4 S
A
grande estrela do evento foi, sem dúvida, a revelação da versão de produção da
Streetfighter V4, uma moto naked desportiva que descende da superdesportiva
Panigale V4.
Conta por isso com o motor V4 Desmosedici Stradale com 1103 cc, do qual os
engenheiros da Ducati conseguiram extraír, ou melhor, ajustar a potência e o
binário para que a Streetfighter V4 se torne numa moto viciante em estrada,
colocando nos 15.000 km a necessidade de realizar o chamado Desmo Service.
Com um peso de 178 kg na versão S, e com o motor V4 a desenvolver nada menos do
que 208 cv, a nova geração da Streetfighter conta com uma relação potência /
peso de 1,17 cv por quilo! Domenicali fez questão durante a apresentação desta
supernaked de referir que mais do que a potência máxima a Ducati orgulha-se do trabalho
efetuado neste motor ao nível da entrega de binário: são mais 14% de binário a
100 km/h em 3ª do que acontece na Panigale V4.
Numa
moto onde o design minimalista é palavra de ordem, mas que atinge facilmente
velocidades ao nível das superdesportivas, a Streetfighter V4 tinha,
obviamente, de contar com um pacote aerodinâmico derivado de MotoGP e do que a
Ducati desenvolveu ao longo dos anos.
Assim, esta esbelta naked italiana, que de certeza será uma das mais fortes
candidatas à “Moto mais bela” da EICMA, conta com um “pack” de asas duplas em
formato biplano (uma por cima da outra). A Ducati afirma que a 270 km/h esta
solução aerodinâmica consegue colocar nada menos do que 28 kg de força
descendente sobre a frente da moto.
Este peso torna-se vital para ajudar a eletrónica a não ser tão interventiva,
como por exemplo o “anti-wheelie”, maximizando a aceleração, mas as asas
biplano tornam-se também importantes na estabilidade em linha reta e também nos
momentos de travagens mais fortes.
A nova
Ducati Streetfighter estará disponível em duas versões, a base e a habitual S.
Em relação à versão base, a Streetfighter V4 S ganha jantes forjadas da
Marchesini e ainda suspensões eletrónicas da Öhlins, as Smart EC02.
A pensar numa condução em estrada e no conforto dos ocupantes, a Ducati
redesenhou o assento que conta agora com 60 mm de espuma para maior conforto do
condutor, enquanto o assento do passageiro está 25 mm mais baixo do que o que
acontece com na Panigale V4.
Disponível a partir de março do próximo ano, a Streetfighter V4 e V4 S pode ser
equipada com uma série de acessórios Ducati Performance. Claudio Domenicali fez
questão de mostrar o que acontece se o proprietário decidir modificar o sistema
de escape de série pelos opcionais da Akrapovic.
Se optar pelo Akrapovic “Slip-on”, a potência sobe para os 216 cv e o peso
desce 4 kg. Se optar pelo Akrapovic completo em titânio, a potência sobe ainda
mais, para os 220 cv, e o peso em comparação com a moto de série baixa em 6 kg.
Ducati Panigale V2
A
segunda novidade mais destacada nesta cerimónia em Rimini foi a chegada da
versão de entrada na família Panigale: a Panigale V2.
Tal como o nome indica, esta Panigale utiliza o motor Superquadro de 955 cc e
vem substituir a anterior 959. E é precisamente em relação a essa 959 que a
nova Panigale V2 apresenta claras melhorias em termos de performance: passa a
oferecer 155 cv (+5cv) e 104 Nm de binário máximo (+2 Nm).
Desenvolvida para ser uma opção para os motociclistas mais jovens e que
pretendem iniciar-se no mundo das desportivas e nos “track day”, a nova
Panigale V2 conta com uma ciclística especialmente afinada para uma condução
desportiva mas acessível.
As
suspensões têm por isso uma afinação de fábrica mais suave, o centro de
gravidade é mais elevado, e ao mesmo tempo a Ducati sublinha tudo isto com a
utilização de uma nova plataforma de medição de inércia mais eficaz, e que por
sua vez permite que a Panigale V2 conte com o pacote denominado “Safe Performance”,
que, entre outras coisas, se destaca por incluir o novo DTC Evo 2, com
parâmetros de controlo do deslizar da roda traseira ainda mais eficazes.
Com 176 kg a seco, um design que imita praticamente em todos os detalhes a irmã
maior Panigale V4, incluindo o novo monobraço oscilante, a Panigale V2 pode
muito bem tornar-se num caso sério de sucesso dentro da família de desportivas
da Ducati.
Ducati Panigale V4 e Panigale V4 S
Ainda
nas desportivas de Borgo Panigale, e sabendo-se que a casa italiana gosta de
aplicar aos seus modelos base algumas das soluções técnicas e aerodinâmicas que
podemos encontrar nos modelos mais exóticos como a Panigale V4 R, para 2020, e
como acessório opcional, os proprietários das Panigale V4 e V4 S podem instalar
nas suas motos um pacote aerodinâmico que deriva do utilizado na V4 R.
Esta novidade inclui carenagens mais largas, um novo ecrã frontal em
plexiglass, e as asas fixas nas laterais.
Com este pacote instalado, a Ducati garante que as Panigale V4 e V4 S melhorar
a refrigeração do motor, e ao mesmo tempo o comportamento dinâmico altera-se
por completo fruto da utilização das asas.
A Ducati afirma que a 250 km/h fazem 26 kg de força descendente, a 270 km/h
fazem 30 kg e a 300 km/h fazem 37 kg!
Com
isso a Panigale V4 ganha maior estabilidade a alta velocidade pois a frente não
tem tanta tendência a levantar, e nas travagens os benefícios também são
óbvios. Um bom exemplo de como as asas melhoram a performance da
superdesportiva italiana é a melhoria sentida no circuito de Jerez de La
Frontera.
A Ducati deslocou-se até ao circuito andaluz para uma sessão de testes. Desses
testes saiu um resultado que, por exemplo em corrida, pode significar a
diferença entre vencer ou ficar em segundo: saíndo em aceleração a fundo da
última curva de Jerez, a Panigale V4 equipada com o pacote aerodinâmico ganha
2,5 metros de vantagem na passagem da linha de meta em comparação com a
Panigale V4 de 2019.
Para
além desta importante adição, ainda que como acessório opcional, a Ducati ouviu
ainda os seus clientes e as críticas da imprensa especializada. Ao longo do
último ano, e apesar da excelente performance em pista, a Ducati percebeu que
não é fácil para os seus clientes aguentar um ritmo consistente por muitas
voltas consecutivas aos comandos da Panigale V4.
De regresso à fábrica, os engenheiros decidiram realizar uma série de
alterações que permitem agora que as novas versões 2020 da Panigale V4 sejam
mais rápidas e seja mais fácil para o condutor extraír delas o seu máximo
potencial.
Assim, o quadro frontal viu o seu peso reduzir, e com isso a resistência às
forças de torsão são também menores em 30%. Com esta modificação a Ducati
garante que obtemos um melhor “feeling” do que a moto está a fazer em curva.
Também o centro de gravidade foi reposicionado 5 mm mais acima, e as suspensões
contam com novas afinações de fábrica (molas mais moles e mais précarga).
Ducati Scrambler Icon Dark e Diavel 1260 / Diavel 1260 S
Depois
destas novidades absolutas, temos ainda de contar com novas versões de modelos
que não sofrem alterações significativas.
Por exemplo, na gama Scrambler passa a existir uma Icon Dark. Como o próprio
nome indica, esta é a versão “escurecida” da Scrambler Icon, e isso significa
que a moto foi “despida” de todos os elementos que não são considerados
necessários e ao mesmo tempo os seus componentes foram cobertos por uma pintura
em preto, com as laterais do depósito em tom contrastante.
Também a Diavel foi alvo da atenção dos designers da Ducati.
Para 2020 a Diavel 1260 estará disponível numa nova cor “Dark Stealth”,
enquanto a Diavel 1260 S recebe uma coloração onde o vermelho é utilizado em
maior quantidade e que permite evidenciar as formas musculadas e desportivas da
Diavel 1260 S.
Ducati Multistrada 1260 S Grand Tour
Por
último, mas não menos importante, e apesar de aguardarmos impacientemente a
chegada da nova Multistrada V4, Claudio Domenicali deu motivos de satisfação
para aqueles motociclistas que gostam de percorrer muitos quilómetros em total
conforto.
Para isso a Ducati criou a versão Grand Tour baseada na já conhecida
Multistrada 1260 S.
Esta nova Multistrada 1260 S Grand Tour podemos considerar como a versão “full
extras” da “faz tudo” de Borgo Panigale. É uma moto que se vai colocar na
gama MTS 1260 acima da versão S, e para
isso conta com diversos elementos que noutras versões são acessórios e que na
Grand Tour passam a ser de série como o sistema de controlo de pressão dos
pneus, um assento especial para viagens, as luzes de nevoeiro, ou ainda os
punhos aquecidos e malas laterais.
Para diferenciar ainda mais a nova Multistrada 1260 S Grand
Tour da restante gama sport-touring de Borgo Panigale, a Ducati criou um novo
esquema de cores que confere a esta moto uma atitude sofisticada e “premium”,
onde destacamos os detalhes em vermelho que confirmam que esta é uma turística
com atitude desportiva.
Todas estas novidades estarão em exposição no stand da Ducati no Salão de Milão
EICMA, tal como outras novidades que já tinham sido apresentadas anteriormente
como é o caso da nova Monster 1200 S “Black on black”. Além disso, Claudio
Domenicali revelou ainda que no certame milanês veremos duas “concept”
desenvolvidas pelo Centro Stile da Ducati, baseadas nas Scrambler: a Motard e a
Desert X.
andardemoto.pt @ 23-10-2019 14:36:22
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