Honda estuda uma traseira aerodinâmica
Depois de entrar na “guerra aerodinâmica” com asas dianteiras, a Honda decidiu que também necessita de uma traseira aerodinâmica para melhorar o comportamento das suas motos. Os primeiros desenhos de patente já foram descobertos.
andardemoto.pt @ 22-4-2020 11:01:08
Olhar
para trás para se poder andar em frente! Este é, basicamente, o pensamento que
levou a Honda a desenvolver uma inovadora traseira para as suas motos. A marca
japonesa entra a sério na “guerra aerodinâmica”, e depois das asas dianteiras
derivadas de MotoGP, eis que a Honda estuda uma traseira aerodinâmica.
Mas antes de falarmos desta novidade Honda, se calhar é melhor percebermos o
que leva o maior fabricante mundial de motos a estudar uma inovação deste tipo.
As motos, apesar de pequenas e esguias quando comparamos com um automóvel, são
na realidade pouco eficientes em termos aerodinâmicos. A frente de uma moto,
quando comparada com as dimensões totais da moto, cria bastante resistência
aerodinâmica, e o fluxo de ar que é dividido pela carenagem frontal tem muitas
dificuldades em voltar a unir-se quando chega à traseira devido à turbulência
criada pelo condutor e pela traseira da moto.
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Claro está que ao longo dos anos os fabricantes evoluíram os seus designs para
contornar este problema. Se bem se recorda, as desportivas dos anos 90, e até
mesmo no início dos anos 2000, apresentavam como opção uma tampa traseira para
cobrir o assento do passageiro.
Essas tampas eram bastante volumosas. E isso era para conseguir criar uma
aerodinâmica otimizada a alta velocidade, obrigando o ar a percorrer um
determinado caminho evitando assim aumentar o coeficiente aerodinâmico das
motos.
Hoje em dia as motos, por exemplo a nova Honda CBR1000RR-R Fireblade, contam
com uma aerodinâmica bastante mais evoluída, apresentando asas dianteiras
derivadas de MotoGP para conseguir melhorar a dinâmica da moto a alta
velocidade.
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Mas se na parte da frente já encontramos várias motos com asas para além da
Fireblade – Aprilia RSV4 1100 Factory, Ducati Panigale V4, entre outras – na traseira
as coisas têm permanecido relativamente “calmas”, se assim podemos dizer.
A Ducati Panigale ou a Yamaha YZF-R1 apresentam traseiras com zonas recortadas
que permitem a passagem do ar. Mas a Honda elevou o patamar com a sua nova
traseira aerodinâmica.
A marca japonesa está a estudar a possibilidade de utilizar uma secção traseira
que, quando vista lateralmente, quase parece uma asa traseira de um automóvel,
com secções interiores abertas para deixar passar o ar, e um posicionamento
bastante elevado e num ângulo exagerado.
O objetivo da Honda não será apenas o de reduzir o coeficiente aerodinâmico da
traseira da moto, mas também, e tal como acontece com as asas dianteiras,
conseguir criar um efeito de carga aerodinâmica sobre o eixo traseiro, ajudando
a que a roda se mantenha colada ao asfalto e maximizando a tração disponível a
alta velocidade.
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A moto usada pela Honda para os desenhos incluídos nesta patente é uma antiga
CB1000R. Nestes casos as marcas não são obrigadas a usar um modelo específico
onde pretendem aplicar as suas inovações, e por isso a Honda optou por usar uma
CB1000R antiga mas altamente modificada. Basta ver o sistema de escape que
termina com duas ponteiras debaixo do assento.
Mas tudo isto não significa nada se esta inovadora traseira aerodinâmica não
chegar a ser usada numa moto de produção. Por isso, será que a Honda a vai usar
num novo modelo?
A resposta a esta pergunta, tal como em muitos casos de esquemas de patentes
que chegam a público, é que não conseguimos saber se a Honda está mesmo
interessada em produzir uma moto com uma traseira tão radical.
Podemos estar apenas perante o caso da Honda se estar a salvaguardar e
patentear algo para evitar que algum fabricante rival o use. Mas tendo em conta
que nos esquemas que aqui vemos a Honda coloca porta-matrículas, luz de travão
e intermitentes, podemos pelo menos assumir que a sua utilização numa moto de
estrada é possível.
E até mesmo do ponto de vista da utilização da moto, a Honda pensou numa forma de ajudar o condutor a transportar objetos, criando uma pequena bolsa que encaixa na traseira. Embora cortando o efeito aerodinâmico, esta bolsa transporta objetos pequenos, e pode inclusivamente ser usada à cintura quando o condutor estaciona a moto e tem de andar a pé.
andardemoto.pt @ 22-4-2020 11:01:08
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