Teste Kawasaki Vulcan S - Cruiser universal
A Kawasaki criou com a Vulcan uma moto simultâneamente: urbana, exclusiva, fácil de conduzir e acessível a condutores de baixa estatura. Mas convence como cruiser?
andardemoto.pt @ 2-6-2016 22:34:51
Texto: Rogério Carmo e Mafalda Cabral Foto: ToZé Canaveira
Esta é uma moto que cativa miúdos e graúdos, condutores da nova ou da velha guarda, motociclistas mais calmos ou aqueles que até gostam de sentir alguma “genica” à disposição do punho direito.
Com uma engenharia cuidada, esta Kawasaki Vulcan S marca a diferença por um peso contido, um centro de gravidade muito baixo e uma distância entre eixos alargada a 1.575mm que lhe confere uma grande estabilidade. A forquilha inclinada, de estilo inegavelmente “cruiser”, garante ainda assim uma boa resposta ao guiador.
A linha estreita e baixa, com o assento a apenas 700mm do chão, facilita a vida tanto em manobras como em pisos mais difíceis, garantindo uma enorme confiança a quem a conduz.
Isto porque a Kawasaki esmerou-se no que à ergonomia diz respeito, e conseguiu que a Vulcan se possa adaptar a diversos tipos de fisionomias. Sobretudo os condutores mais baixos encontram uma série de afinações e alguns opcionais que permitem regular os poisa-pés, o guiador e a altura do assento (705mm de série), para conseguirem uma tão importante posição de condução confortável.
A ciclística colabora tanto com os mais como com os menos experientes, sendo muito intuitiva a curvar e dona de uma travagem potente, factores que acompanhados pela grande suavidade do motor tornam a condução da Vulcan muito agradável. Manobrar é também muito fácil, sobretudo pela confiança que o peso contido e o assento baixo proporcionam.
Mas também é fácil manter andamentos mais vivos numa qualquer estrada de curvas. O motor bicilíndrico paralelo, com provas mais do que dadas noutras motos da gama, como a Versys 650 ou as ER6, oferece prestações dinâmicas muito interessantes e uma grande fiabilidade.
É uma das melhores motos de iniciação que qualquer motociclista pouco experiente pode comprar, mas é também e sem dúvida, uma opção a ter em conta por quem procura uma moto diferente, capaz de se adaptar a vários tipos de utilização. resumindo, é “um brinquedo muito engraçado”, seja para umas voltas de fim-de-semana, como para uma utilização diária em percursos urbanos.
Que o diga a Mafalda Cabral que, durante um fim-de-semana alargado, usufruiu dos encantos da unidade que nos foi gentilmente cedida para teste pelo concessionário Kawasaki Ramemoto, a quem desde já agradecemos a simpatia e a oportunidade.
Mafalda Cabral: Sem dúvida, foi amor à primeira vista!
Ainda sem saber muito bem o que ia buscar (tinham-me apenas dito que era uma cruiser da Kawasaki) a verdade é que mal cheguei à entrada do stand da Ramemoto e avistei a dúzia de motos que ali estavam estacionadas, foi ao olhar para a Vulcan S que disse para mim: "Tomara que seja esta!"
E era ...
Quando tirei a carta, primeiro porque queria chegar com os pés ao chão e segundo porque esteticamente aquele era o tipo de mota que eu mais gostava, a minha primeira escolha e compra foi uma pequena cruiser.
Foi com ela que tive as minhas primeiras experiências como motociclista, as primeiras voltinhas pequenas, as primeiras viagens, e foi também com ela que fiz as minhas primeiras azelhices... E por tudo isto, as cruisers têm para mim um sabor especial.
Voltando ao presente e a esta Vulcan S em particular, os primeiros metros montada nela foram ainda a fazer o esforço de me lembrar que, quando levantava os pés do chão, tinha de os esticar para a frente. Mas passado pouco tempo senti que já estava completamente confortável e, aproveitando o dia de sol, segui para o clássico passeio pela marginal do Estoril.
Com uma excelente resposta do motor, os travões a fazerem bem o seu papel e uma ciclística que a torna muito leve tanto em baixas velocidades como em curva, a Vulcan, foi sem dúvida uma excelente companheira de fim de semana, e não só!
Para quem quer comprar uma mota para desfrutar tranquilamente das estradas bonitas que há por todo este nosso Portugal, esta Kawasaki parece-me, sem dúvida, uma boa opção de compra. Sobretudo aqueles ou aquelas que, como eu, não temos um metro e oitenta e tal de altura!
E depois o seu estilo! Muito estilo mesmo! Com as linhas lindíssimas desta mota, dificilmente alguém fica indiferente à sua presença. E é interessante ver a quantidade de pessoas que efectivamente param a olhar para ela. É então que bate aquela vaidadezinha saudável que quase nos dá vontade de gritar: " É a minha! "
Porque de facto "Fogoooo! A mota é linda! "
Equipamento:
Neste teste usámos o seguinte equipamento:
- Capacete aberto Airoh Compact 97
- Casaco Drenaline da Linha Fifty Seven Series, modelo Capetown Lady
andardemoto.pt @ 2-6-2016 22:34:51
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