A Honda CB1000F ressuscita o espírito Bol d'Or

Agora a chegar aos concessionários Honda em toda a Europa, a nova CB1000F oferece um desempenho totalmente contemporâneo graças ao seu motor derivado da Fireblade, ao quadro moderno, aos componentes da suspensão e às mais recentes tecnologias, fatores que representaram desafios importantes para a equipa de desenvolvimento.

andardemoto.pt @ 9-10-2026 07:39:00

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Inspirada nas motos do final dos anos 70 e dos anos 80, a nova CB1000F recupera a linguagem estética de algumas das Honda mais icónicas, da estrada e da competição, em particular o das CB750F e CB900F, as Bol d'Or. Uma única linha contínua une o depósito à secção traseira, num desenho que parece esculpido de uma só peça, tal como acontecia nas máquinas que a inspiraram. 
Essa herança tem um nome de batismo e uma história de pista. As Bol d'Or receberam o nome da prova de resistência de 24 horas da FIM e ofereciam aos motociclistas motos construídas em torno de motores potentes e com especificações de competição, modelos que levavam para a produção em série tecnologia da RCB1000 de resistência.

A memória desportiva desta família passa também pelos Estados Unidos: em 1981, Freddie Spencer e a Honda entraram no Campeonato AMA Superbike com a CB750, e a CB1000F recupera a essência dessa moto de competição.


Quem coordenou o desenvolvimento foi Takayuki Haramoto, Large Project Leader da Honda, que já tinha conduzido os projetos da CB750 Hornet e da XL750 Transalp. Em 1981 era ainda uma criança, mas a paixão pelas motos vinha de trás: cresceu a conduzir a Monkey do pai e  com a leitura da manga Baribari Densetsu, cujo protagonista inicia a sua aventura numa CB750F. De formação em engenharia de conceção e não em design, Haramoto cruzou esse percurso com um ponto de partida claro para o projeto.
A CB1000F não nasceu com a ambição de replicar a CB750F ou a CB900F. A equipa quis fazer a naked standard de referência do Japão, versátil e polivalente, adequada a qualquer ocasião, e foi à série F buscar os elementos de design.

Antes de olhar para o passado, refletiu sobre o que deveria ser uma CB no futuro e sobre a forma ideal de uma roadster standard. O objetivo era dar ao novo modelo a presença de uma grande cilindrada sem perder a facilidade de condução que sempre caracterizou a linhagem CB. O resultado assenta num contraste deliberado, entre uma dianteira poderosa e compacta e uma traseira versátil e leve, com a simplicidade de formas e a limpeza de superfícies que definem a série F.


Por baixo desse desenho está uma moto do seu tempo. Segundo a Honda, o desempenho é totalmente contemporâneo, graças a um motor derivado da Fireblade, a um quadro moderno, a componentes de suspensão atuais e às tecnologias mais recentes. 
A Honda CB1000F é movida por um motor de quatro cilindros em linha com 999 cc, derivado do da Fireblade. Desenvolve 124 cv às 9000 rpm e um binário máximo de 103 Nm às 8000 rpm. Com um peso de 214 kg em ordem de marcha, apresenta uma altura do assento de 795 mm e o depósito de combustível tem capacidade para 16 litros. 


Os modelos CB de 1979 e dos anos 80 tinham quadro de dupla viga inferior, admissão horizontal e eletrónica muito limitada, enquanto a plataforma atual usa um quadro de tipo diamante, admissão com entrada de ar de fluxo descendente e um vasto conjunto de sistemas eletrónicos, diferenças que tornaram particularmente exigente a modelação do icónico depósito, e até os detalhes mais reconhecíveis tiveram de ser reconstruídos de dentro para fora.
O percurso do responsável pelo projeto parece, assim, ter fechado um círculo, e a Honda CB1000F acaba por representar mais do que o regresso de um nome histórico: é uma leitura de 2025 de uma estética que nunca perdeu a atualidade.


andardemoto.pt @ 9-10-2026 07:39:00


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