Honda apresenta novas CBR1000RR Fireblade na Intermot, o Salão de Colónia 2016

A Fireblade SP e a Fireblade SP2 são as grandes novidades da marca da asa dourada para 2017

andardemoto.pt @ 5-10-2016 19:12:54

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A Honda apresentou a sua nova Superbike. Mais leve, mais potente e com uma maior assistência electrónica à condução; aliás, o mote é mesmo: Total Control.

A nova “Blade” apresenta-se em três versões, uma base, uma intermédia denominada SP e outra mais “pro” designada SP2, à semelhança do que a concorrência tem vindo a fazer. Como a SP2 é uma moto restrita, e desenvolvida a partir da SP, apenas aqui vamos falar da versão “SP”.

Toda a nova Fireblade SP assenta em volta da Unidade de Medição de Inércia (IMU), Bosch MM5.10, que está ligada ao “cérebro” do sistema: a centralina. Que por sua vez recebe a informação de diversos sensores de movimento sobre cinco eixos, das rodas, do motor e ainda de outros externos, como a posição do acelerador.

Em conformidade, a ECU (centralina) liberta mais ou menos o motor, faz actuar o Controlo de tracção, regula o ABS e a suspensão, enfim… toma basicamente conta de todas as operações, enquanto que o condutor, ou o piloto, necessita apenas de rodar o punho (tipo "on/off"), para actuar o acelerador electrónico (ride-by-wire - o primeiro utilizado pela Honda) e, em função de cada momento e situação, da velocidade, da inclinação, da mudança engrenada e ainda outros factores, desfrutar das elevadas prestações do motor, com um máximo de segurança.

Para o conseguir, esta tecnologia, encerra soluções desenvolvidas no controlo de equilíbrio do robô humanoide da Honda: o ASIMO.

Para isso a nova CBR1000R Fireblade SP dispõe de três modos de condução:

  • O primeiro modo (Fast) a revelar toda a potência do motor, com um baixo nível de intervenção do controlo de tracção e uma suspensão bastante firme.

  • O segundo modo (Fun) controla a potência do motor durante as primeiras 3 relações de caixa,com um nível mais elevado de intervenção do controlo de tracção, e com a suspensão mais confortável.

  • O terceiro modo (Safe) controla a potência até à quarta velocidade, tem uma elevada intervenção do controlo de tracção e a suspensão muito confortável.
O condutor pode escolher entre estes três modos activos, e ainda três modo manuais. Nos modos manuais M1, M2 e M3 o sistema permite fazer todos os acertos que se entendam, funcionando como 3 memórias para 3 programas personalizados.

O Controlo de tracção oferece nove níveis de regulação. O modo pretendido pode ser seccionado mesmo em andamento.

O sistema também toma conta da roda da frente, para que não levante em aceleração, e da roda traseira, para que não levante em travagem, mas tampouco “descole” nas acelerações, sobretudo na saída das curvas; e ainda toma conta de ambas as rodas em situações de pouca aderência.

Ao calcular a distribuição dos pesos, a unidade de comando consegue, através das suspensões e do ABS, manter a roda dianteira colada ao piso, ancorando nela toda a moto, permitindo alegadamente, um excelente controlo da direcção.

As rodas estão ligadas ao chão através de uma suspensão Öhlins (Showa na versão base) com controlo electrónico, sendo a forquilha de 43mm, NIX30, e o amortecedor um TTX36.

A boa relação Peso / Potência foi apurada à custa de uma grande redução no peso, sendo agora 16kg mais leve, acusando um total de 195kg, para uma potência de practicamente 190cv debitados às 13.500 r.p.m.

A Honda não se poupou a esforços para reduzir o peso, e desenvolveu um novo depósito de combustível com capacidade para 16 litros de gasolina, fabricado em titânio (em aço na versão base) sendo 1,3 kg mais leve que o da versão anterior, um valor interessante tanto mais que, por estar colocado muito acima, resulta num centro de gravidade mais baixo e numa significativa redução do momento de inércia.

O motor profundamente revisto contribui com 2kg para a dieta desta Fireblade, onde foram introduzidas diversas peças em também em titânio, material que foi igualmente usado na linha de escape. Um novo radiador, 3 cm mais estreito, contribui para reduzir o peso e para uma linha mais esguia.

Também o novo painel de instrumentos, a Iluminação integral por LED, o novo subquadro e as jantes em alumínio contribuem para a redução de peso alcançada.

O pequeno painel, em TFT a cores, de alto brilho, tem 3 modos de “Display” :

  • Street, mostra os modos de condução, e os parâmetros fixados para potência e retenção do motor, Controlo de tracção e suspensão.

  • Circuit, que acrescenta um cronómetro e regista tempos por volta, número de voltas e diferenças para a melhor volta.

  • Mechanic, que exibe um taquímetro digital, mudança engrenada, ângulo de inclinação, temperatura do líquido de refrigeração e voltagem da pequena bateria de iões de lítio que apenas pesa 1 kg.

Os dados fornecidos pelo computador de bordo são bastantes, como o consumo de combustível instantâneo e ponderado, médias de consumo e de velocidade, tempo de viagem e autonomia.

O "Quickshifter" standard, bidireccional (actua a subir e a descer as relações de caixa), contribui sobretudo para um prazer de condução mais elevado, mas também para um menor desgaste físico e para poupar umas milésimas em cada “passagem de caixa”. Está equipado com “autoblipper” o que significa que, nas reduções, o motor acelera ligeiramente, por si só, entre cada mudança.

A embraiagem deslizante também tem função de assistência à manete, e a direcção está equipada com um amortecedor electrónico.

O quadro de dupla trave em alumínio foi revisto, para ser re-afinado em termos de rigidez e equilíbrio. O mesmo aconteceu com o braço oscilante.

Na travagem encontramos, na frente, maxilas Brembo monobloco de quatro pistões, com aplicação radial, equipadas com pastilhas de alto rendimento específicas de competição (na versão base é usado material Tokico).

O aspecto agressivo é conseguido à custa de linhas simples, com uma silhueta mais estreita e aspecto mais compacto. Mas a aerodinâmica foi bastante melhorada, assegurando agora um melhor encaixe na moto a alta velocidade.

Galeria de Imagens da Honda CBR1000RR Fireblade SP

Um esquema cromático tricolor, com base de vermelho, evoca o historial de competição da marca.

Para mais informações contacte a rede de concessionários da Honda (clique aqui para ver qual está mais perto de si).

Ficha Técnica:

Motor Tipo: 4 tempos, 4 cilindros em linha, refirgardao por líquido, 16 válvulas DOHC
Cilindrada (cm³): 999cc
Nº válvulas p/ cilindro: 4
Diâmetro x Curso: 76 x 55
Relação de Compressão: 13:01
Potência Máxima: 141kW/13,000rpm (195 cv)
Binário Máximo: 116Nm/11,000rpm
Capacidade do óleo: 3.4L
Injecção: PGM-DSFI
Capacidade do depósito: 16L
Bateria: 12V-4.5AH(Li-ion)
Alternador: 0.42kw
Embraiagem: Húmida, multidisco
Caixa de velocidades: 6 relações
Transmissão final: Corrente
Quadro: dupla trave em diamante, em alumínio compósito
Dimensões: 2,065mm x 715mm x 1125mm
Distância entre eixos: 1404mm
Caster:  23.3°
Trail: 96mm
Altura do assento: 820mm
Altura livre ao solo: 129mm
Peso (em ordem de marcha): 195kg

Suspensão:
Frente: Forquilha convencional invertida, c/ 120mm de curso e jarras de 43mm de diâmetro dotadas de regulação electrónica NIX30 Smart-EC da OHLINS, e completamente ajustável.

Traseira:
Pro-Link com amortecedor a gás TTX36 Smart-EC da Öhlins, c/ 60mm de curso e completamente ajustável.

Medidas das rodas: 
Jante Frente: 17"
Jante Traseira: 17"
Pneu Frente: 120/70ZR17 58W
Pneu Traseira: 190/50ZR17 73W

andardemoto.pt @ 5-10-2016 19:12:54


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