Kawasaki Versys X 300 - Como uma manhã de Domingo

Dizem que a simplicidade é o máximo da sofisticação. O que é certo é que para se ter prazer a andar de moto, não é preciso muita coisa...

andardemoto.pt @ 30-7-2017 19:33:06 - Texto: Rogério Carmo | Fotos: ToZé Canaveira

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Kawasaki Versys-X 300 2018 | Moto | Dual purpose

Não é fácil, para um pobre e atarefado jornalista de motos, conseguir sair de casa para um tranquilo passeio de moto!

Ou é porque os cavalos são muitos, ou porque a electrónica exige um estudo aprofundado, ou porque a ciclística é demasiado exigente, ou ainda pela simples razão de que, quando pára nalgum lado para tomar um café, tem que ouvir aquelas histórias dos “verdadeiros entendidos” que “ainda no outro dia, vinham a 200 ou mais à hora, e naquele gancho à esquerda meteram duas abaixo e passaram o outro gajo por fora, com a roda da frente no ar”.
Ou ainda as daqueles que têm uma moto de 170cv, mas que garantem que não gastam mais de 3,7 litros aos 100. Ou até as dos que não gostam de determinada marca só porque alegadamente os seus proprietários são uns atorrantes que não cumprimentam ninguém.

Isto já para não falar naqueles que pedem opiniões e esclarecimentos tão díspares como: se devem optar entre uma GSX-R 1000 ou uma CB500X, ou se, apesar do seu escasso metro e sessenta, serão capazes de conduzir uma GSA com a sua esposa de 95 kg à pendura.

Daí o título deste artigo, em homenagem àquela melosa cantiga do Lionel Richie: Easy like Sunday morning! E à facilidade de condução da nova Versys X 300.

Isto porque tive a sorte de, aos comandos desta simpática Kawasaki, muito elogiada por alguns transeuntes devido às suas linhas elegantes, mas pouco exótica aos olhos dos "especialistas", poder efectivamente desfrutar de um belo e tranquilo passeio, rente ao mar, num dia de sol e sem vento, e sem ter que me preocupar muito nem onde ia parar, nem em tomar muitas notas e fazer experiências para me poder, em consciência,  pronunciar sobre ela.

Efectivamente tudo acerca da nova Kawasaki Versys X 300 se resume a simplicidade. Não há regulações, não há potência em excesso, nem há esforço para a tirar do descanso...

Muito fácil de conduzir, com uma caixa de velocidades muito bem escalonada e suave, uma embraiagem leve e assistida (e deslizante), um motor muito elástico, uma direcção responsiva e uma travagem assertiva, a “X” é basicamente um brinquedo que potencia algo que apenas aqueles que desfrutam de um belo passeio com o vento a bater no peito sabem realmente apreciar.

É ainda fácil de manobrar, e fácil de manter andamentos que permitam chegar a tempo a qualquer lugar, isto porque o bicilíndrico de dupla árvore de cames à cabeça é pródigo a subir de rotação, e consegue facilmente atingir velocidades mais do que suficientes para nos “limpar” todos os pontos da carta de condução.

No meio da cidade, a Versys X 300 brinca com o trânsito: o seu posto de condução elevado, a grande brecagem, o assento relativamente baixo, os espelhos bem colocados, o grande curso das suspensões, a boa altura disponível ao solo, e a leveza do conjunto, a par com a boa resposta do motor a qualquer regime, são ferramentas essenciais para não se ficar “trancado” no meio de nenhum engarrafamento.

Mesmo para o passageiro, a mais pequena das Versys não desilude, com o seu assento generoso, e pegas de suporte e poisa-pés bem colocados.

No meio do campo, a Versys X 300 brinca com qualquer caminho ou estradão. O seu ABS de última geração (um Bosch 10M) funciona na perfeição, mesmo em pisos pouco firmes, mas a impossibilidade de ser desligado, inibe a faculdade de desbravar novos caminhos.

De qualquer forma, a Versys não é nada radical. É uma máquina equilibrada, destinada sobretudo a quem gosta de andar de moto sem grandes complicações.

É perfeita para quem pretenda evoluír de uma 125cc, ou como primeira moto, e como moto para o dia-a-dia, ou como segunda moto “para ir ao pão”, ou mesmo até a quase todo o lado, se a outra moto na garagem for uma máquina específica para grandes viagens ou para andar em pista.

Muito económica, a registar consumos na ordem dos 4,5 litros aos 100km sem qualquer preocupação economicista, proporciona autonomias a rondar os 400km graças ao seu depósito de 17 litros.

A protecção aerodinâmica só é escassa ao circular nos limites da disponibilidade do motor, e o assento, para quem tiver glúteos sensíveis, também pode ser considerado ligeiramente rijo, mas em termos de ergonomia todo o conjunto é muito equilibrado.

Disponível em verde e em cinzento, e com homologação para carta A2, a Kawasaki Versys X 300 tem uma completa gama de acessórios de fábrica que permitem melhorar o seu desempenho em função do tipo de utilização.

Se ficou com "ideias", pode marcar um “test-ride” na rede de concessionários Kawasaki (clique aqui para ver qual está mais perto de si).

Equipamento:

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Kawasaki Versys-X 300 2018 | Moto | Dual purpose

andardemoto.pt @ 30-7-2017 19:33:06 - Texto: Rogério Carmo | Fotos: ToZé Canaveira


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