EICMA 2019 – Kawasaki Z1000 SX

A sport-tourer japonesa aparece ainda mais refinada para 2020. A nova Kawasaki Z1000 SX entra na sua quarta geração e com argumentos tecnológicos mais reforçados.

andardemoto.pt @ 6-11-2019 23:08:08

É uma das motos mais interessantes da gama da Kawasaki, e para o novo ano a Z1000 SX vê os seus argumentos técnicos e tecnológicos serem reforçados para lhe conferir maior polivalência, uma característica particularmente importante numa moto do segmento sport-touring.

Como seria de esperar, o motor quatro cilindros em linha de 1043 cc que equipa a Z1000 SX teve de receber alterações para cumprir com as novas normas Euro5. A potência mantém-se nos 142 cv e o binário nos 111 Nm. Apesar disso, o tetracilíndrico apresenta novidades ao nível do ruído emitido, reduzido com a utilização de árvores de cames de novo perfil, e as trompetas de admissão, que anteriormente apresentavam todas o mesmo comprimentos, têm agora comprimentos diferenciados.

As trompetas de admissão dos cilindros 1 e 4 (cilindros que ficam nas extremidades do motor) são mais curtas 45 mm dos que anteriormente. Enquanto isso, as trompetas de admissão dos cilindros 2 e 3 (ao centro do motor) mantêm o mesmo comprimento que tinham na versão 2019.

Em conjunto com alterações ao acelerador eletrónico e aos parâmetros da injeção, estas alterações permitiram à Kawasaki dotar a nova Z1000 SX de uma resposta cheia, poderosa, em médios regimes, mas sem perder a linearidade e potência nos regimes mais elevados.

Ligado ao motor encontramos agora um sistema de escape que termina numa única ponteira, ao contrário das duas ponteiras da SX anterior, uma característica que se tornou num dos destaques deste modelo. Este novo sistema de escape 4 para 2 e por fim a terminar numa ponteira única garante um “look” mais desportivo, permitiu poupar 2 kg, e com a incorporação de novos catalisadores ajuda a reduzir as emissões poluentes.

O quadro dupla trave fabricado em alumínio não sofre alterações para esta quarta geração. No entanto a ciclística conta com novidades!

As baínhas de 41 mm contam com pistões de amortecimento que recebem uma “ranhura”. Este detalhe permite reduzir a pressão negativa gerada no momento de compressão da suspensão frontal, e como resultado o condutor da Z1000 SX vai sentir melhor o que a frente da moto está a fazer em todos os momentos, gerando maiores doses de confiança.

Simultâneamente a Kawasaki garante que esta novidade, em conjunto com as novas afinações otimizadas das suspensões à frente e atrás, permite à Z1000 SX absorver de forma mais eficiente as irregularidades do asfalto, e com isso o conforto.

Depois temos ainda as novidades ao nível da eletrónica e que garantem que o condutor pode explorar a nova Z1000 SX com total segurança.

O Kawasaki Cornering Management Function (KCMF) regressa nesta versão de 2020. Graças à unidade de medição de inércia de seis eixos, o KCMF ajusta os parâmetros do controlo de tração e do sistema de travagem, modulando a potência disponível nos momentos de entrada em curva, “apex” da curva, e na saída da curva. Este sistema permite à Z1000 SX manter trajetórias mais agressivas sem que o condutor seja obrigado a grandes esforços.

O controlo de tração da Kawasaki é já um sistema bem estudado e evoluído, mas para a nova Z1000 SX a Kawasaki fez questão de o melhorar mais um pouco.

O condutor tem agora a possibilidade de selecionar um de três modos de intervenção – sendo 1 mais permissivo e 3 mais intrusivo -, e de acordo com o modo selecionado, o KTRC corta a ignição e a entrada de ar para permitir que a roda traseira mantenha a aderência ideal. Os ajustes são feitos a cada 5 milissegundos e assim a Kawasaki garante que o KTRC consegue prever quando o deslizar da roda traseira se torna excessivo.

No caso dos modos KTRC 2 e 3, mais intrusivos, o sistema KTRC aplica basicamente a mesma lógica do modo 1. No entanto, e com estes modos selecionados, o sistema atrasa a ignição e reduz automaticamente a potência gerada pelo motor até que a roda traseira deixe de deslizar.


Como seria de esperar, a Kawasaki permite que o condutor da Z1000 SX escolha um de diversos modos de condução. No total são quatro modos, sendo que três deles são prédefinidos:

- Sport, para uma condução desportiva sem compromissos;
- Road, para uma condução variada, desde meios urbanos, passando por estradas secundárias ou até autoestrada;
- Rain, para uma condução em que o piso esteja escorregadio.

O quarto modo é denominado de Rider, e permite ajustar de forma independente parâmetros como o nível de controlo de tração e potência do motor, que no caso dos modos Sport, Road, e Rain, estão prédefinidos. De referir que quando Rain está selecionado a potência do motor desce.

Outra novidade neste modelo de 2020 é o quickshift. Esta ajuda à condução está a tornar-se bastante comum no mundo das duas rodas, e torna-se particularmente interessante a sua utilização numa moto do tipo sport-touring como é a Z1000 SX.

Apesar de não funcionar abaixo das 2500 rpm, o quickshift bidirecional permite trocar de caixa sem recorrer à embraiagem, que também tem função deslizante, evitando o bloquear da roda traseira nas reduções de caixa mais agressivas.

Outra novidade é a adição do “cruise-control”. A Z1000 SX foi pensada para percorrer longas distâncias, e isso significa muito tempo com a mão direita na mesma posição de acelerador, o que ao final de um dia aos comandos da moto pode tornar-se cansativo. Com o “cruise-control” o condutor deixa de ter de se preocupar em acelerar, e o sistema desativa-se automaticamente se, entre outros fatores, detetar uma forte intervenção do controlo de tração.

O design da nova Z1000 SX está mais desportivo do que nunca. Derivado dos modelos Ninja da Kawasaki, a aparência agressiva está mais vincada graças a uma carenagem inferior que se prolonga para a traseira. Os painéis laterais da carenagem são agora compostos por 3 peças, o que reforça a aparência dinâmica do conjunto.

A acompanhar as alterações no design geral do conjunto, a nova Z1000 SX apresenta-se mais confortável. O assento estará disponível em duas versões – Comfort e Middle – que oferecem um acolchoamento diferenciado entre si. A Kawasaki revela que a escolha do assento que estará instalado de fábrica depende de mercado para mercado.

A altura do assento Comfort é de 835 mm, enquanto o assento Middle é de 820 mm.

Adicionalmente a espuma dos assentos é mais elástica, pelo que o assento regressa à sua forma original mais rapidamente do que até agora.


E por falar em ergonomia e conforto, a Kawasaki Z1000 SX oferece maior proteção aerodinâmica quando comparada com a versão que a precede. Esta melhoria foi obtida com o redesenhar do ecrã frontal para se adaptar à imagem desportiva deste modelo, para além de que o próprio ecrã, ajustável em altura sem recorrer a ferramentas, está fixo à carenagem num ângulo mais vertical.

Nesta nova Kawasaki Z1000 SX só nos falta referir o seu painel de instrumentos.

A marca japonesa segue a tendência do mercado e as mais recentes inovações neste particular, e por isso a sport-tourer conta com um painel de instrumentos TFT de 4,3 polegadas, totalmente a cores.

Este painel está repleto de mais informações sobre o estado da Z1000 SX, permite selecionar a cor de fundo entre branco ou preto, e o brilho ajusta-se automaticamente à luminosidade exterior. Existe ainda a possibilidade de escolher um de dois modos de visualização das informaões: touring ou sport.

Adicionalmente este painel de instrumentos tem embutido um chip Bluetooth, o que garante que o proprietário pode conectar facilmente o seu smartphone usando a app “Kawasaki Rideology”, e assim aceder às informações da moto através do seu dispositivo móvel.

Galeria Kawasaki Z1000 SX

andardemoto.pt @ 6-11-2019 23:08:08


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