FIM inaugura museu de "lendas vivas" onde cada moto é uma campeã do mundo
A partir de 18 de fevereiro, a localidade de Mies, na Suíça, torna-se o epicentro do motociclismo mundial. O novo museu da FIM reúne máquinas reais que conquistaram títulos e definiram eras, sem réplicas.
andardemoto.pt @ 11-2-2026 13:30:00
A Federação Internacional de Motociclismo (FIM) prepara-se para abrir as portas daquela que promete ser a "Meca" dos entusiastas das duas rodas. O FIM Racing Motorcycle Museum é oficialmente inaugurado a 18 de fevereiro de 2026, instalando-se na antiga sede da federação, nos arredores de Genebra.
O que distingue este espaço de qualquer outra coleção de motociclos é um critério de admissão rigoroso: ali, todas as máquinas têm um pedigree de vitória comprovado. Não se trata de modelos "inspirados" ou réplicas fiéis da época; são as máquinas reais, cobertas pela glória dos circuitos, que reescreveram os livros de recordes e empurraram a engenharia para o limite.
Ao percorrer os corredores do museu, o visitante é transportado por décadas de adrenalina. A cronologia começa com peças históricas como a AJS Porcupine de 1949, a mota que levou Leslie Graham ao primeiríssimo título mundial de 500cc.
A evolução tecnológica é palpável ao avançar para a icónica Honda RC166 de 1967 de Mike Hailwood; uma joia mecânica que ainda hoje impressiona pela sua complexidade, ou para a Kawasaki Ninja ZX-10R (2016), com a qual Jonathan Rea iniciou o seu histórico domínio no World Superbike.
O museu não se limita ao asfalto. A diversidade de disciplinas está representada por ícones do todo-o-terreno, incluindo:
- BMW R80 GS (1981): A vencedora do Dakar pelas mãos de Hubert Auriol;
- Beta Zero (1989): O protótipo de Jordi Tarrés que revolucionou o Trial;
- Yamaha YZ450F (2006): A máquina com que Stefan Everts selou o seu legado no MX1.
Diferente de muitas instituições que se focam apenas no passado remoto, o museu da FIM mantém uma ligação direta com o presente. O espólio já conta com as motos campeãs da temporada de 2025, incluindo as máquinas de nomes como Marc Márquez, Toprak Razgatlıoğlu, Toni Bou e Daniel Sanders.
Esta abordagem reforça a mensagem central da FIM: a história do motociclismo não é estática; continua a ser escrita a cada curva e a cada segundo conquistado no cronómetro.
O museu estará aberto ao público a partir de quarta-feira, dia 18 de fevereiro. Uma oportunidade rara para ver de perto o metal e a borracha que moldaram o desporto motorizado mundial.
andardemoto.pt @ 11-2-2026 13:30:00
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