Miguel Oliveira espera que volte a exisitir um GP em Portugal no futuro
Antes de dar início aos últimos três dias de testes em Jerez, marcados para 17 a 19 de Março, Miguel Oliveira respondeu às questões dos seus fãs através do Twitter e do Facebook da Redbull KTM Ajo. O piloto português, que enfrenta a sua quinta temporada no Campeonato do Mundo de Moto GP na categoria de Moto3, espera concorrer para o título e que “no futuro volte a existir novamente um GP em Portugal”.
Miguel Oliveira @ 13-3-2015 10:50:53
Miguel, como te sentes na tua nova "casa"?
"Muito bem. Estar numa equipa como a Red Bull KTM Ajo, que já foi várias vezes campeã do mundo, concede sempre um pouco de pressão; mas, ao mesmo tempo, transmite calma e segurança porque há pessoas que estão sempre a tentar dar o seu melhor para que nós consigamos os nossos objetivos.”
Achas que vais ser capaz de lutar pelo título este ano?
"Acredito que sim. Temos tudo aquilo que precisamos para lutar por isso. Eu já tenho alguns anos de experiência e, apesar de ter cometido alguns erros na minha carreira, aprendi com eles e espero completar a temporada deste ano sem falhas. Esta categoria é muito difícil e correr, como parte de um grupo é sempre complicado, mas vamos tentar. "
Achas que, neste momento da tua carreira estás na equipa certa?
"Sim, esta equipa é muito experiente e está habituada a ganhar o que nos transmite calma e nos faz sentir que tudo está a nosso favor para lutar na frente em todas as corridas. "
Quais os rivais que achas que vão estar na disputa pelo título mundial deste ano?
"Não sei. É difícil dizer, sobretudo tão cedo neste momento de pré-temporada. No ano passado, parecia que seria uma coisa e acabou por ser algo totalmente diferente. É claro que, no grande grupo que vai estar na luta pelo Campeonato do Mundo, espero ser um deles. "
Até agora, quais são as tuas impressões sobre a nova moto?
"A moto está a ir bem; Tenho um bom feeling com ela. Não tivemos que fazer muitas mudanças na base e encontrámos uma boa configuração muito rapidamente, por isso estou muito satisfeito. Temos espaço para melhorar ainda, claro, e por isso vamos aproveitar ao máximo o tempo restante antes do Qatar. "
Partilhas a box com dois pilotos promissores: Karel Hanika e Brad Binder. Como é o ambiente?
"O ambiente é muito bom. É uma questão que nunca me preocupou até porque ter companheiros de equipa como o Brad [Binder] e o Karel [Hanika] é muito bom para a equipa. Nós damo-nos bem e, ao mesmo tempo, como são pilotos muito fortes e com um grande potencial, acredito que podemos avançar juntos."
Competem entre vocês?
"Quando estou a trabalhar, concentro-me no meu próprio trabalho. Não gosto de olhar para o que os outros fazem, embora, obviamente se eles forem os mais rápidos será mais fácil aprender e ver onde podemos melhorar. "
Em Valência, em 2012, vimos um pódio de pilotos da Ajo Motorsport, com Danny [Kent], Sandro [Cortese] e Zulfhami [Khairuddin].
Achas que há hipóteses de acontecer novamente”
"Seria ótimo. Eu ficaria muito feliz!"
Como vês Portugal no mundo das corridas de moto?
"Em Portugal, o mundo do motociclismo está a crescer muito e eu estou a fazer a minha parte para isso. Considero que é uma parte do trabalho que vem também por ser o único piloto português que compete no Campeonato do Mundo. Espero que, num futuro próximo, tenhamos um GP Português novamente. Seria uma grande alegria para mim. "
No ano passado visitaste a Argentina pela primeira vez. O que achaste do circuito em Termas de Río Hondo no ano passado?
"Eu gostei muito. É um circuito muito bom. Embora a prova não me tenha corrido bem no ano passado, acho que é um dos GP mais bonitos ".
Off-track
Qual a razão que te fez estudar medicina dentária?
"Sempre tive o objetivo de concluir os estudos e isso levou-me a entrar na faculdade. E, como medicina era a minha única opção, optei por isso.”
Como é combinar os teus estudos com a responsabilidade de seres um piloto?
"É um pouco complicado. É complicado fazer o que os outros fazem com metade da quantidade de tempo de aulas. Tendo o tempo e a capacidade de discernir entre uma coisa e outra não é fácil, porque este desporto ocupa 80% do meu dia com toda a preparação física e mental que envolve. E isso torna difícil combinar as coisas. Mas tenho a ajuda dos meus colegas de faculdade e professores que me dão um grande apoio. "
Isso significa que, no futuro, não te vês a andar de mota?
"Não, eu acho que não tem nada a ver com isso. Eu corro porque gosto, mas este desporto não é algo para a vida toda. A vida no paddock não é fácil. Se eu não fosse um piloto, não sei se teria as características necessárias para fazer parte de uma equipa. Podia ser team manager e ter a minha própria equipa do campeonato do mundo, mas isso é totalmente incerto. Por isso considero que é importante ter sempre um plano B, que garanta que eu possa assegurar a minha vida no futuro. "
Miguel: seguimos-te no Facebook e Instagram. Por que não usas o Twitter?
"Porque tenho a sensação de que o Twitter não é muito popular em Portugal. Obviamente, tento estar presente em todas as redes sociais, como o Instagram e o Facebook, mas a verdade é que tenho de pensar seriamente sobre a abertura de uma conta no Twitter. Espero fazê-lo brevemente. "
Miguel Oliveira @ 13-3-2015 10:50:53
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