Missão MotoGP Impossível: Miguel Oliveira e Valentino Rossi nas corridas mais intensas das suas vidas

Duas corridas disputadas por dois grandes pilotos, com o mesmo objectivo e a mesma dificuldade. A sorte não os terá ajudado. Mas ambos se portaram como verdadeiros campeões e ambos lutaram até ao fim. São orgulhosamente Vice-campeões.

andardemoto.pt @ 9-11-2015 13:14:55

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Miguel Oliveira fez tudo o que tinha a fazer: manter-se confiante, concentrado e ganhar a corrida.

Valentino Rossi também fez tudo o que tinha a fazer. Saindo da última fila da grelha de partida, o italiano atirou-se ao pelotão e colocou-se no único local onde sabia que dependia de si poder chegar: o quarto lugar, o último lugar da verdadeira corrida. Daquela corrida que realmente tinha que ganhar, se quisesse ser campeão do mundo de motociclismo pela décima vez.

A partir daí, de chegar ao quarto lugar, Rossi tinha que contar com a sua sorte. Pouco mais tinha a fazer senão esperar que fosse a Honda, Marc Marquez, Daniel Pedrosa ou a Bridgestone a darem-lhe alguma ajuda, ou então, que o azar batesse à porta de Jorge Lorenzo. Infelizmente para Rossi nada disso aconteceu e o quarto lugar nesta corrida não foi suficiente, e o título mundial escapou-lhe por apenas cinco pontos, para o seu colega de marca: Jorge Lorenzo. Será em 2016, eventualmente. E senão em 2017, uma vez que tem contrato assinado até lá, com a Yamaha.

De qualquer forma, Valentino Rossi já nem sequer precisa de mais nenhum campeonato. Valentino Rossi já é uma lenda. Basta ver-se quem foi o tema das conversas na última quinzena. O que aconteceu, se tivesse sido com qualquer outro piloto que não ele, tinha morrido para a opinião pública e para a comunicação social numa questão de horas.

Por ser Valentino Rossi, originou-se uma onda tão grande que as audiências deste GP devem ter batido recordes absolutos, e com uma grande vantagem, sobre qualquer outro GP dos últimos anos, para não dizer de sempre. Uma massiva campanha de publicidade gratuita para a Dorna Sports, a empresa espanhola que detém os direitos comerciais do MotoGP, para a FIM, a Federação Internacional de Motociclismo, para as marcas, também para os patrocinadores e, em última instância, para a Espanha. E neste momento, também a marca Valentino Rossi vale mais do que nunca, apesar de Il Dottore não ter sido campeão.


Também apesar de não ter sido campeão, Miguel Oliveira já atingiu níveis de popularidade que poucos outros pilotos do motociclismo nacional conseguiram. E já apareceu em mais artigos e fotografias na comunicação social do que, não querendo exagerar, todos os outros pilotos nacionais de motociclismo juntos, sobretudo desde que subiu ao pódio de Moto3 em Abril deste ano, quando poucos ainda acreditavam que ele iria ser capaz de voltar a subir ao pódio mais cinco vezes este ano, e apesar de ter sido obrigado a desistir numa das corridas devido a uma grave lesão numa mão.

O campeonato fugiu-lhe por apenas seis pontos. Partindo hoje do quarto lugar da grelha, Miguel Oliveira dominou o pelotão da frente até à meta, com o primeiro lugar em mente e a jeito, mas tinha que esperar que Danny Kent tivesse muito azar, e não se conseguisse classificar nos quinze primeiros lugares. O inglês terminou no nono lugar, e a vantagem pontual ficou a seu favor, sagrando-o campeão, o primeiro inglês a consegui-lo desde 1977, quando Barry Sheene venceu a classe de 500cc.

Parabéns para Danny Kent. Não lhe desejemos que ganhe muitos mais títulos, pois como colegas na equipa Leopard Racing, em 2016 em Moto2, tenho a certeza de que o "nosso" Oliveira lhe irá roubar os que puder!

E parabéns também para Lorenzo, que conquistou hoje o seu quinto Título Mundial. Provavelmente não da maneira como todos os adeptos deste desporto teriamos gostado, mas ainda assim com muito talento.

Abaixo ficam as tabelas classificativas definitivas da corrida e do campeonato.



andardemoto.pt @ 9-11-2015 13:14:55


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