Miguel Oliveira apresenta a nova imagem da Leopard
O piloto português que vai alinhar no campeonato de Moto2 em 2016, mostra a cor da sua nova equipa, a Leopard, isto depois de Pit Brier, director da KTM Motorspor, destapar o escândalo sobre o que aconteceu no campeonato de Moto3 em 2015..
andardemoto.pt @ 27-2-2016 21:02:20
Miguel Oliveira #44 e Danny Kent #52 foram os principais protagonistas da apresentação das novas equipas da Leopard Racing para 2016, numa cerimónia que decorreu ontem, dia 26 de Fevereiro de 2016, no castelo de Gallano Castle em Valtopina, na Itália.
As duas estrelas da equipa Leopard Racing, que este ano expande a sua presença a dois campeonatos, o de Moto2 e o de Moto3, depois de se ter sagrado campeã logo no seu primeiro ano na classe de iniciação, precisamente pela mão de Dany Kent, que disputou o campeonato com Miguel Oliveira, tendo levado a melhor sobre o piloto português, apesar de ambos terem somado seis vitórias, sobem para a categoria de Moto2, e vão em 2016 partilhar a mesma boxe como colegas de equipa.
O francês Fabio Quartararo, o espanhol Joan Mir e o italiano Andrea Locatelli, pilotos da equipa que vão disputar o campeonato de Moto3 também estiveram presentes.
A Leopard Racing apresentou também as novas cores das equipas que vão ser lideradas por Miodrag Kotur e Stefen Kiefer.
As declarações dos pilotos:
Miguel Oliveira:
“Claro que quando se tem uma referência como o Danny é bom para aumentar a competitividade, e fazer progressos mais depressa. Um colega de equipa rápido vai incentivar-me a rolar ainda mais depressa e o oposto de certeza que também vai acontecer. Quero ter a mente aberta e aprender o máximo possível neste primeiro ano em Moto2”
O piloto português aproveitou ainda para apresentar o seu novo site: http://www.migueloliveira44.com/
Danny Kent:
“Estou expectante com esta temporada e com a progressão para o Moto2. O facto de estar na mesma equipa com que me sagrei campeão em 2015 é reconfortante. Os testes que já efectuámos deixam-me esperançado. Estou numa grande equipa e temos uma grande moto. Estou esperançado."
Fabio Quartararo:
“Estou muito contente por estar a trabalhar com esta equipa, porque no ano passado eles fizeram um óptimo trabalho. Sinto-me confortável com toda a gente e vou tentar o meu melhor durante toda a temporada. Vou lutar em todas as corridas pelo título. Quero agradecer a todos os que me têm apoiado."
Joan Mir:
“Fiquei muito contente em Phillip Island pela minha estreia com a nova moto e nova equipa. Tudo correu bem. Este ano a moto é completamente diferente e vou estar na luta em todas as corridas, mas o meu principal objectivo é aprender e evoluir.”
Andrea Locatelli:
“Esta vai ser uma temporada muito interessante. é a minha terceira época em Moto3 e penso que esta equipa vai permitir que eu mostre o meu verdadeiro potencial. É a equipa que ganhou no ano passado e por isso confio neles em absoluto. Mal posso esperar que as corridas comecem."
Extra:
Tudo isto acontece logo depois de Pit Brier, diretor da KTM Motorspor, destapar o escândalo sobre o que aconteceu no campeonato de Moto3 em 2015. O responsável máximo da marca austríaca, em declarações à Speedweek, acusou a Honda de as suas motos execederem o limite imposto pela organização em termos de regime do motor. As 13.500 rpm máximas impostas pelo regulamento eram ultrapassadas pelas motos da Honda, atingindo as 13.600 rpm sobretudo em 5ª e 6ª velocidades.
“Temos alguns pilotos de Moto3, que este ano mudam de moto da Honda para a KTM, e que se queixaram que o nosso limitador de regime é muito brusco. Segundo eles, o motor Honda era mais suave quando atingia o limite imposto. Ora os engenheiros têm duas opções, ou diminuir electronicamente o regime, gradualmente antes de ele atingir o máximo, ou cortar o motor mesmo no limite, aproveitando toda a potência que se consegue produzir com a rotação máxima permitida. Foi então que tivemos acesso à telemetria da Honda, e pudémos verificar que eles deixam o motor chegar ao limite das 13.500rpm com plena potência, e o corte é feito gradualmente até às 13.600 rpm. Ao estudarmos essa telemetria, verificámos que, em recta, essas 100rpm que o motor Honda produzia a mais, representam uam diferença substancial. Alguns pilotos até sugeriram que fizéssemos a mesma batotoa. Mas isso é um contra-senso. Se existe um limite, ele é para ser respeitado.”
E continua:
"Todos nos recordamos das lutas encarniçadas nas longas rectas do Mundial de Moto3, em que muitas vezes nos perguntávamos o que é que estariamos a fazer mal, ao ver as Honda passarem ligeiramente as nossas KTM. Uma máquina como uma Moto3 a rodar na limite, pode beneficiar de apenas 100 rpm. Não são mais 5 cavalos, mas num campeonato em que a KTM perde com 254 pontos (Miguel Oliveira) frente aos 260 da Honda (Danny Kent), qualquer minima diferença é crucial. E numa categoria que obrigatoriamente usa uma ECU igual para todos, este tipo de coisas não pode acontecer."
E termina assim as suas declarações:
“Até há pouco tempo pensávamos que tínhamos sido derrotados justamente. Não queremos contestar o domínio de Danny Kent, mas esta situação causa um mal-estar a outro nível. Quando a nossa moto chegou às pistas, havia um limite para as 15.000 rpm. Por isso desenvolvemos um motor com essas características. Logo depois, informaram-nos que afinal o limite máximo permitido seria de 14.000 rpm. Mas não ficou por aí, e em 2015, o regime máximo foi limitado às 13.500 rpm por pressão da Honda…
Explicaram-nos que essas limitações serviam a causa da redução de custos. Na KTM opusémo-nos, porque entendemos que um motor de competição não deve ser limitado artificialmente, isso não faz sentido. E, no final, com tantas alterações, acabou por não haver nenhuma redução de custos. E pensar que foi a Honda que forçou a adopção do limite das 13.500 rpm, e depois acontecer isto, ficamos realmente zangados.
Não vamos iniciar nenhuma acção judicial contra ninguém, e damos o campeonato de 2015 como perdido, mas esperamos que tanto a Dorna como a Dell’Orto (o fabricante das ECU) nos deem garantias de que tal facto não se volta a repetir. Queremos, ainda antes da primeira prova no Qatar a 20 de Março, ter a certeza que nenhuma Moto3 vai passar o limite das 13.500rpm.”
andardemoto.pt @ 27-2-2016 21:02:20
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