Brembo: dos 300 km/h aos 0 km/h em apenas 8,1 segundos
Sabe qual a força que um piloto faz na manete de travão? Quantos segundos demora para reduzir de 300 km/h para os 70 km/h? E qual a travagem mais difícil do MotoGP? Veja tudo aqui.
andardemoto.pt @ 25-1-2017 19:24:07
A competição é um elemento fundamental da evolução, já o dizia Charles Darwin: Os mais fortes vencem e propagam os seus genes superiores, contribuindo assim para o fortalecimento da sua espécie.
Para a Brembo, o meio mais favorável para o desenvolvimento das suas soluções tecnológicas para o motociclismo, é precisamente a competição. Por isso a marca italiana investe fortemente em termos de esforço e de recursos no MotoGP.
Cada vitória representa um ponto de partida para um novo desafio, que ao longo dos anos já representa 28 títulos Mundiais conquistados na classe rainha do motociclismo de velocidade, as classe de MotoGP e 500cc.
Frequentemente, a busca pela inovação leva à descoberta de soluções antagónicas aos paradigmas, às convenções e às normas, como foi o caso da história das pinças de aplicação radial. Um conceito tão visionário e radical que, na sua apresentação, em 1992, gerou cepticismo e até mesmo hostilidade, por parte das figuras de maior relevo no mundo desportivo de então.
Mas com uma tenacidade extraordinária, e com uma grande motivação para vencer, a Brembo continuou a acreditar na ideia, e a desenvolvê-la, e conseguiu impor o conceito, primeiro na competição, até que nos dias de hoje se tornou praticamente equipamento de fábrica dos principais modelos dos principais fabricantes.
O primeiro piloto a vencer uma prova com o sistemas de travagem de aplicação radial foi Waine Rainey que conquistou para a Yamaha dois títulos Mundiais a utilizar o novo sistema. Depois foi a vez de Mick Doohan, que conquistou cinco títulos máximos para a Honda.
Os técnicos da Brembo estavam por isso cada vez mais convencidos que explorar a ligação firme proporcionada pelo extremo da forquilha, ia garantir uma maior rigidez não apenas da pinça, mas de todo o sistema de travagem.
E não foram só eles! A partir de 2002, todas as motos da classe de MotoGP passaram a estar equipadas com sistemas de travagem de aplicação radial.
Esse foi um pequeno passo para que a tendência chegasse às linhas de produção em série, depois de o sistema ter amadurecido e provado a sua fiabilidade em pista.
A primeira moto de série a ser equipada com o sistema de aplicação radial da Brembo foi a Aprilia RSV Mille R, em 2003. e em 2007, a Ducati 1098 foi a primeira moto de série, equipada com o sistema, mas dotado com pinças monobloco.
A partir de então, outros fabricantes começaram a adoptar o sistema, que além da eficácia elevada, ainda apresenta outras vantagens, como o desgaste uniforme das pastilhas, que se reflecte numa maior durabilidade e numa maior dosagem da travagem, devidos ao perfeito alinhamento com o disco.
A Brembo continua comprometida com a inovação, e a prova disso é que todos os 22 pilotos que discutiram o campeonato em 2016 escolheram as suas soluções para discutir as hipóteses de vitória e até mesmo para confiar as suas vidas.
Pela mesma razão, os grandes fabricantes continuam a confiar na Brembo para equipar as motos do dia-a-dia, tornando-as mais eficazes e aumentando a sua segurança.
Por isso, hoje em dia, motos urbanas, motos turísticas e até algumas scooters, também já desfrutam deste sistema que representa um marco na evolução das motos.
Uma das características mais apreciadas pelos pilotos de competição relativamente ao material Brembo, é a elevada consistência de performance mesmo sob uso intensivo. Mas nem todos os traçados são iguais, pelo que nuns casos existe maior esforço de travagem, que obriga a maior desgaste do material de fricção (discos e pastilhas) por via de um acentuado aumento da temperatura (quanto maior o tempo de travagem, maior a temperatura).
Para melhor perceber o efeito, a Brembo compilou, sob a forma de um livro digitar do qual reproduzimos aqui uma parte, os dados de 18 traçados do campeonato de MotoGP, considerando a percentagem de tempo de travagem por volta, durante cada corrida, e produziu infografias dos 18 Grandes Prémios da temporada de 2016, com os mais significativos dados relativos à travagem, durante cada corrida do Campeonato do Mundo de MotoGP, que abaixo lhe apresentamos.
Os circuitos mais exigentes:
A dificuldade de cada um dos 18 circuitos da temporada de 2016 foi calculada através da análise de diversos factores. O número de secções de travagem, a sua localização, a intensidade média exigida por cada uma, e a aderência do piso.
No final, os técnicos da marca compilaram uma lista que classifica os mais exigentes traçados em termos de travagem, com uma escala de 1 (pouco exigente) a 5 (muito exigente).
Os circuitos com as travagens mais violentas
Esta lista classifica os 18 traçados de acordo com a desaceleração média (medida em força G) sofrida pelos pilotos.
As 5 travagens mais difíceis:
Abaixo pode ver quais as 5 travagens mais difíceis que os pilotos e o material tiveram que suportar ao longo da temporada de 2016
As fichas de circuito
Abaixo encontra as fichas técnicas de cada um dos 18 circuitos da temporada de 2016, devidamente comentadas em termos de travagem.
andardemoto.pt @ 25-1-2017 19:24:07
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