Miguel Praia faz balanço da época de 2013

Miguel Praia fez o balanço da temporada de 2013. O piloto algarvio teve uma época recheada de competições internacionais, tendo marcado presença nos campeonatos do mundo de Superbike e Supersport e no campeonato brasileiro de Moto1000GP. Neste último, conseguiu terminar no 4º posto, tendo ainda obtido um segundo e terceiro lugares, assim como uma ‘pole-position’ na derradeira jornada da época.

andardemoto.pt @ 6-12-2013 11:28:14

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Miguel Praia

Miguel Praia

Para além da sua participação no campeonato brasileiro, o piloto da equipa Center Moto esteve igualmente presente em provas em Angola e Portugal, tendo sido ainda ‘wild card’ na etapa portuguesa do campeonato do mundo de Supersport no Autódromo Internacional do Algarve. O piloto da Honda realizou ainda o feito de ter competido em três continentes diferentes em três semanas consecutivas.

Segundo Miguel Praia, “foi um ano com um início difícil onde a confirmação tardia do projecto e inexistente preparação da moto retirou-nos qualquer possibilidade de lutar pelos lugares cimeiros. No entanto, assim que colocámos já moto a um nível mais competitivo começámos a ser protagonistas de uma forma consistente. Começámos mal, mas terminámos bem”.

Questionado sobre como sentiu o actual momento da velocidade no Brasil, o algarvio afirmou que “esse foi um factor que me surpreendeu muito pois não contava com a vinda de tantos estrangeiros que, com as mesmas motos e mesmos pneus, baixaram os tempos por volta em cerca de 2 segundos em alguns casos. Quando tomei consciência do quão rápido se estava a andar, considerei que ia ser muito difícil ganhar com uma Honda mas nunca desistimos e a prova é que conseguimos estar na luta. Mas não foi fácil”.

Sobre a segunda metade da época, Miguel Praia comentou que “faltou a vitória, mas sabíamos que para a conseguir teríamos de ter um fim-de-semana perfeito e isso nunca aconteceu. Considero que em Campo Grande com aquela queda nos retiraram a mais forte possibilidade de isso acontecer. No entanto, mais nenhum piloto da Honda em todo o mundo (em regulamento stock) venceu, por isso acho que fizemos um excelente trabalho”.

“Em alguns circuitos chegámos à sexta-feira para correr ao Domingo com apenas sessões de 25 minutos para conhecer a pista e afinar a moto, sendo que na maioria das sextas-feiras chovia torrencialmente pelo que a adaptação teve de ser super acelerada. A nossa estrutura é jovem e temos consciência que temos um longo caminho a percorrer até chegar ao nível das estruturas mais experientes. A concorrência esteve também muito forte, levando-me sempre a andar no meu limite”.

Relativamente à experiência em Angola, “algo muito estranho e complicado pelas condições da pista mas no entanto o mais importante era o contacto com a organização e outros pilotos, num intercâmbio de experiências muito útil. Por esses factores o objectivo era andar o mais rápido mas sempre com margem. No entanto, depois de vencer a primeira corrida, fomos traídos por um furo na segunda corrida e perdemos uma vitória e perdemos uma vitória que era seguramente nossa. Mas globalmente foi uma boa experiência que espero poder repetir”.

Já em relação ao Moto1000GP, o piloto da Honda considera que o melhor momento foi quando subiu pela primeira vez ao pódio. “O primeiro pódio foi especial. Estivemos perto de vencer mas sermos segundos foi como que um sentimento de vitória diferencial desde que começámos o campeonato e nunca desistir foi o acto chave para conseguir. No início corri com a moto tal como tinha saído do stand e logo percebi que me iam comer vivo, Fazer com a Center Moto e o José Carlos Saraiva tudo do zero teve um gosto especial. Algo especial se conseguiu que foi terminar no pódio numa época em que competi em três continentes totalmente distintos, com a vitória em Angola, segundo lugar em Interlagos e vitória no Troféu Luís Carreira em Portimão”.

O pior momento foi “sem dúvida o início pelos factores que mencionei. A moto estava a ‘anos luz’ da concorrência e isso fez-me terminar longe da frente. Mas as pessoas que estão longe e apenas olham para os resultados mão sabem com o que corremos pois apenas olham para a classificação final e isso é algo que nos ultrapassa e apenas poderíamos arregaçar as mangas e ir à luta”.

Miguel Praia referiu ainda que tenciona continuar no campeonato brasileiro de Moto1000GP em 2014. “Sinto-me cansado de todos estes anos a correr mundo mas ainda me sinto com força por um último fôlego e gostaria de repetir a minha participação, capitalizando tudo o que aprendemos este ano. Estamos em conversações e espero ter notícias brevemente”.

andardemoto.pt @ 6-12-2013 11:28:14

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