SBK Tailândia – Bautista intocável dá novo recital com a Ducati Panigale V4 R

O piloto espanhol da Aruba.it Ducati dominou a seu belo prazer a segunda ronda do Mundial Superbike na Tailândia. Alvaro Bautista soma já seis vitórias em seis corridas realizadas com a Ducati Panigale V4 R, e não tem rival à sua altura!

andardemoto.pt @ 17-3-2019 13:52:06

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Alvaro Bautista está intocável e leva seis vitórias em seis corridas realizadas

Alvaro Bautista está intocável e leva seis vitórias em seis corridas realizadas

A temporada ainda mal começou, mas já começam a faltar adjetivos para descrever a performance de Alvaro Bautista aos comandos da nova Ducati Panigale V4 R da equipa Aruba.it Ducati no Mundial Superbike. Depois de surpreender tudo e todos em Phillip Island, onde venceu as duas corridas “normais” e também a corrida Superpole, Bautista voltou a repetir a dose no circuito de Chang, em Buriram, onde este fim de semana se realizou a segunda ronda do Mundial Superbike.

Se Phillip Island é considerado um circuito favorável às Ducati, já o circuito tailandês, onde as temperaturas ambiente rondaram sempre os 36ºC, não é considerado um circuito favorável para as motos italianas, pois nos últimos anos tem sido a Kawasaki, por intermédio de Tom Sykes e sobretudo de Jonathan Rea a ditar as suas leis neste circuito de Chang. No entanto isso não afetou em nada Alvaro Bautista, com o piloto natural de Talavera de la Reina a demonstrar que está intocável neste início da sua aventura no Mundial Superbike.

Não só Bautista conquistou a sua primeira Superpole, como o piloto da equipa oficial da Ducati voltou a dominar os acontecimentos em todas as três corridas realizadas.

No sábado, a Ducati Panigale V4 R #19 teve um pouco mais de dificuldade para se desenvencilhar do grande rival Jonathan Rea (Kawasaki Racing Team), pois o tetracampeão fez aquilo que tinha prometido fazer, ou seja, reagiu em pista como se espera de um campeão. Rea conseguiu recuperar da maior rapidez no arranque demonstrada por Alvaro Bautista, e numa manobra mais agressiva – com os dois a tocarem-se na curva 3, o que levou Bautista a reclamar com Rea -, o piloto da Kawasaki conseguiu alcançar a liderança e com essa manobra abriu também caminho para que Alex Lowes (PATA Yamaha World SBK) ultrapassasse também o piloto da Ducati, que desceu assim para terceiro.


Mundial Superbike pódio Corrida 1: Alvaro Bautista, Jonathan Rea e Alex Lowes

Mundial Superbike pódio Corrida 1: Alvaro Bautista, Jonathan Rea e Alex Lowes

Jonathan Rea conseguiu então um pouco de espaço para respirar, enquanto Alvaro Bautista procurou por todos os meios passar Lowes e a sua Yamaha YZF-R1 oficial. O britânico não cedeu facilmente a posição ao espanhol, mas eventualmente a maior potência e velocidade da moto italiana fizeram estragos, com Bautista a recuperar a segunda posição. Jonathan Rea, por esta altura, era avisado pela sua equipa que Bautista já estava novamente no seu encalço, e apesar de uma pilotagem isenta de erros, Rea não conseguiu manter a distância para o seu rival e líder do campeonato. A 12 voltas do fim Bautista voltava a estar colado à traseira do líder, e no preciso local onde Rea o tinha passado de forma agressiva, Alvaro Bautista devolveu a “gracinha” e recuperou a liderança da corrida.

A partir daí, o piloto da Ducati Panigale V4 R voltou ao seu ritmo impressionante que revelou desde a primeira sessão de treinos em Chang, foi acumulando décimas atrás de décimas de segundo com o passar das voltas, e voltou a cruzar a linha de meta em primeiro, com mais de 8 segundos de vantagem sobre Jonathan Rea, que por sua vez terminou a prova à frente de Alex Lowes.


Uma imagem repetida: Alvaro Bautista a liderar uma corrida de Superbike

Uma imagem repetida: Alvaro Bautista a liderar uma corrida de Superbike

Na corrida Superpole, de apenas 10 voltas, Alvaro Bautista voltou ao ataque desde o momento em que os semáforos se apagaram. Nesta corrida, e também na Corrida 2, Eugene Laverty ficou de fora em resultado do problema de travões que a sua Ducati Panigale V4 R da Go Eleven Ducati sofreu durante a Corrida 1, quando ficou sem travões e teve de saltar – literalmente! – da moto a mais de 200 km/h. Foi a quarta vez na sua carreira que Laverty sofreu este problema, o que já começa a causar estranheza ao próprio piloto irlandês, que deu conta disso mesmo nas redes sociais.

Assim que os semáforos se apagaram para a corrida Superpole, a Ducati #19 saltou decidida para a liderança aproveitando da melhor forma a sua posição na grelha de partida, mas Jonathan Rea e a sua Kawasaki Ninja ZX-10RR não estavam pelos ajustes, e o piloto norte-irlandês respondeu na mesma moeda e saltou para a liderança.

Numa corrida tão curta, os pilotos das Superbike deram tudo o que tinham, e a batalha em pista permitiu ver alguns momentos mais entusiasmantes, com Bautista a recuperar a liderança e com o campeão em título a tentar não perder essa posição tão facilmente. Infelizmente para Jonathan Rea, Bautista estava novamente em dia sim, e em poucas voltas o piloto da Ducati voltava a amealhar uma vantagem preciosa sobre os seus perseguidores, Jonathan Rea que entretanto tinha a companhia de Alex Lowes na Yamaha R1.

A quatro voltas do fim das dez voltas programadas, um incidente envolvendo Leon Camier (Moriwaki Althea Honda) e Thitipong Warokorn (Kawasaki Thailand Racing Team), na curva 3, obrigou a Direção de Corrida a mostrar bandeiras vermelhas encurtando assim a corrida Superpole, e declarando Alvaro Bautista como vencedor, Jonathan Rea a ficar com o segundo lugar e seguido novamente de Alex Lowes.

Em relação a Leon Camier, o piloto da Honda ficou lesionado e não participou na Corrida 2, enquanto Thitipong Warokorn foi inicialmente transportado para o Centro Médico do circuito de Chang, tendo depois sido transportado para um hospital próximo para realização de mais exames. No momento em que escrevemos este artigo ainda não temos mais informações sobre o estado de saúde do piloto tailandês da Kawasaki.


Alex Lowes terminou sempre em terceiro no circuito de Chang

Alex Lowes terminou sempre em terceiro no circuito de Chang

Com a segunda vitória do fim de semana no bolso, e a quinta na temporada, Alvaro Bautista e a Aruba.it Ducati partiram como principais favoritos à vitória na Corrida 2 desta ronda tailandesa do Mundial Superbike. Já Jonathan Rea confessava estar com pouca confiança no pneu da frente da sua Kawasaki, e durante a corrida Superpole tinha experimentando uma afinação diferente, que não surgiu efeito, tendo por isso regressado à afinação inicial para a Corrida 2, na tentativa de dar mais luta a Alvaro Bautista.

Mais uma vez a luta pela vitória seria discutida a dois, mas desta feita Alex Lowes manteve-se mais perto de Bautista e Rea, com o piloto da Yamaha a tentar aproveitar qualquer “sobra” da luta titânica entre os dois principais pilotos deste campeonato. No entanto, Alvaro Bautista não demorou muito a abrir uma pequena vantagem sobre os seus perseguidores, e tal como temos visto, o espanhol voltou a impor um ritmo intocável, não cometeu erros, e ao acumular muitas décimas a cada passagem da meta, Bautista eventualmente cruzou a linha de meta ao fim das 20 voltas com mais de 10 segundos de vantagem sobre o segundo classificado. E, mais uma vez, sem conseguir dar luta a Alvaro Bautista, Jonathan Rea teve de se contentar com o segundo lugar, batalhando com Alex Lowes.

Nesta Corrida 2 a batalha mais interessante em pista acabou por ser a lutar pela quarta posição, entre três pilotos Yamaha e a segunda Kawasaki oficial. Michael van der Mark (PATA Yamaha World SBK), Marco Melandri e Sandro Cortese (ambos GRT Yamaha) e ainda Leon Haslam (Kawasaki Racing Team). Pelo meio Chaz Davies (Aruba.it Ducati) finalmente deu um ar da sua graça e intrometeu-se nesta luta, mas a Panigale V4 R do galês sofreu um problema técnico levando ao seu abandono.


Mundial Superbike pódio Corrida 2: Alvaro Bautista, Jonathan Rea e Alex Lowes

Mundial Superbike pódio Corrida 2: Alvaro Bautista, Jonathan Rea e Alex Lowes

A luta pelo quarto lugar foi então um dos pontos de maior interesse da Corrida 2, com inúmeras ultrapassagens ao longo das 20 voltas. Melandri, Van der Mark e Haslam, todos passaram pelo quarto posto, com Cortese (atual campeão Supersport 600) a tentar aproveitar a escaramuça entre os mais experientes para conquistar uma posição melhor.

Nos momentos finais acabou por ser o holandês “Magic” Michael a conseguir levar a melhor sobre os seus rivais, com Haslam a terminar em quinto, Melandri foi sexto mais uma vez esta temporada o que lhe dá a liderança entre os pilotos privados, e Sandro Cortese voltou a terminar numa excelente posição em 7º.

Nas contas do campeonato temos então Alvaro Bautista com liderança reforçada e com 124 pontos somados, Jonathan Rea continua em segundo com uma diferença de 26 pontos (98 pontos) para o líder, enquanto o terceiro classificado no Mundial Superbike é Alex Lowes com um total de 69 pontos.

Mundial Supersport

A corrida Supersport foi sempre bastante animada, com muitos pilotos a lutar pelas primeiras posições

A corrida Supersport foi sempre bastante animada, com muitos pilotos a lutar pelas primeiras posições

Foram 17 voltas de alta intensidade que marcaram a segunda prova do ano do Mundial Supersport, e com o francês Jules Cluzel (GMT94 Yamaha) a conseguir sair por cima de uma luta pela vitória que envolveu muitos pilotos.

Com Randy Krummenacher (Bardhal Evan Bros. Yamaha), o até agora líder isolado do mundial, muito atrasado nos momentos iniciais da prova tailandesa, foi Cluzel a imprimir o ritmo lá na frente. Isaac Viñales (Kallio Racing), Hikari Okubo (Puccetti Kawasaki) e Federico Caricasulo (Bardhal Evan Bros. Yamaha) seguiam de muito perto a Yamaha que se encontrava na liderança da corrida, e as trocas de posições entre os membros deste grupo foram constantes. A partir do meio da corrida, Krummenacher reencontrou a sua melhor forma e paulatinamente foi subindo lugares na classificação, até que nos momentos finais colou-se ao grupo da liderança e entrou na discussão pela vitória.

Pódio do Mundial Supersport: Jules Cluzel, Randy Krummenacher e Federico Caricasulo

Pódio do Mundial Supersport: Jules Cluzel, Randy Krummenacher e Federico Caricasulo

andardemoto.pt @ 17-3-2019 13:52:06


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