MotoGP – Estes são três detalhes importantes nas motos para Misano

O Mundial de Velocidade visita o circuito Misano World Circuit Marco Simoncelli de 13 a 15 de setembro. Fique a conhecer três detalhes extremamente importantes para os pilotos de MotoGP conseguirem os melhores resultados no Grande Prémio de São Marino.

andardemoto.pt @ 10-9-2019 13:12:20

É do conhecimento comum que cada circuito que faz parte do calendário do Mundial de Velocidade coloca desafios diferentes aos pilotos de MotoGP.

A próxima ronda do calendário vai levar o paddock até ao belo circuito Misano World Circuit Marco Simoncelli, um circuito que o piloto português Miguel Oliveira define como sendo curto, com pouco espaço para levar as MotoGP a atingir grandes velocidades, e que é preciso afinar a moto para curvar bem.

Um circuito “apertado” e sinuoso, com 4,2 km de extensão e que vai obrigar as equipas a recorrerem a todas as soluções técnicas e tecnológicas que têm ao seu dispôr para bater as equipas rivais.

Mas quais são os detalhes importantes num circuito como o de Misano?

Para além do habitual noutros circuitos, como a afinação da potência do motor e outros parâmetros da eletrónica, ou afinação do chassis, as motos de MotoGP requerem atenção especial em três detalhes específicos: amortecedor de direção, sensor de aceleração de 2 eixos e ainda o pedal de travão traseiro.


Amortecedor de direção

O amortecedor de direção faz exatamente aquilo que o seu nome indica. Este mecanismo reduz o “feedback” que o piloto sente através dos punhos, reduzindo o ritmo a que a direção vira de um lado para o outro. Previne os famosos “tank slappers” (quando a direção abana violentamente) ou mesmo as pequenas vibrações na direção em aceleração ou quando se passam em asfalto menos liso.

No caso de Misano, em que o asfalto não tem muitos ressaltos e onde é preciso uma direção mais rápida para inserir a moto em curva, os pilotos deverão usar menos amortecedor de direção do que noutros circuitos.


Sensor de velocidade de 2 eixos

Um pequeno sensor que permite aos técnicos da equipa pereceber o que se passa com a frente da moto. Ao sentir as vibrações e movimentos em duas direções diferentes, os dados recolhidos informam os mecânicos sobre a qualidade do contacto entre o asfalto e o pneu.

A partir daqui os mecânicos podem deduzir se a moto está a sofrer com “chatter” (vibrações), como é que a suspensão está a digerir os ressaltos, ou se a moto está a sofrer de subviragem ou sobreviragem.

Pedal do travão traseiro

Vejam bem o pedal de travão na Honda RC213V do piloto japonês Takaaki Nakagami! Notam alguma coisa diferente? Pois é, o japonês e também muitos pilotos de MotoGP sentem a necessidade de adicionar uma zona de contacto extra no pedal do travão traseiro.

Utilizar o pedal de travão nas curvas para a esquerda pode ser complicado, pois naturalmente a bota fica a apontar para fora. Para solucionar este problema muitos pilotos utilizam essa zona de contacto extra no pedal, para não terem de se esticar tanto enquanto curvam a 65º de inclinação!

Convém também reparar na mola vermelha. Essa mola pode ser trocada conforme o gosto do piloto ou necessidades do piloto para determinada pista. Com diferentes níveis de dureza, esta mola é responsável por alterar o “feeling” e progressividade que o piloto tem do travão traseiro da sua moto.

Agora que já ficou com uma ideia mais técnica das particularidades que as MotoGP têm para o Grande Prémio de São Marino, em Misano, não se esqueça de acompanhar todos os resultados deste GP no seu Andar de Moto!

andardemoto.pt @ 10-9-2019 13:12:20


Clique aqui para ver mais sobre: Desporto