MotoGP – Suzuki precisa de uma equipa satélite... mas não vai ter

Diretor de equipa da Ecstar Suzuki revela que a marca japonesa precisa e pensa em ter uma equipa satélite em MotoGP. Mas para Davide Brivio está claro que os esforços da Suzuki não se podem dividir, pelo que uma segunda equipa a usar as GSX-RR não será realidade.

andardemoto.pt @ 10-12-2019 12:26:02

Ter uma equipa satélite numa competição como é o caso de MotoGP, em que os detalhes têm uma importância tão grande, pode ser a diferença entre obter bons resultados e vitórias, ou ficar a lutar pelos lugares mais abaixo na classificação.

Desde que regressou ao MotoGP em 2015 com uma estrutura totalmente nova e dirigida pelo experiente italiano Davide Brivio, a Suzuki tem conseguido ultrapassar as dificuldades e melhorar os seus resultados, mesmo só contando com dois pilotos inseridos na sua equipa de fábrica Ecstar Suzuki.

Enquanto os fabricantes rivais têm sempre, pelo menos, uma equipa satélite e que ajuda no desenvolvimento dos protótipos, a Suzuki continua há quatro temporadas a contar apenas com os seus pilotos de fábrica e com a ocasional ajuda dos pilotos de testes, como é o caso do francês Sylvain Guintoli.


Apesar das dificuldades, a temporada 2019 foi das melhores em termos de prestações para a Ecstar Suzuki.

Alex Rins venceu duas corridas – GP das Américas e GP de Inglaterra – e o “rookie” Joan Mir obteve também alguns bons resultados, pese uma queda em testes tenha comprometido o crescimento do jovem espanhol.

Para Davide Brivio fica claro que a estratégia da Suzuki está correta pois os resultados estão cada vez melhores, mas para oa dirigente italiano fica também claro que a equipa terá de melhorar significativamente os resultados nas qualificações se quiserem vencer mais vezes.

O responsável da Ecstar Suzuki confirma que a estrutura japonesa está consciente de que não ter uma equipa satélite os impede de progredir mais rapidamente, dando-lhes menos hipóteses de lutar pelo título de MotoGP com rivais como Honda, Ducati ou Yamaha. Ainda assim, Brivio garante que a Suzuki não vai ter uma segunda equipa na categoria rainha.


Apesar de assim não ter hipóteses de recolher tanta informação sobre o desenvolvimento da GSX-RR, os engenheiros da fábrica têm menos preocupações, não dividem as atenções entre a equipa de fábrica e a satélite, e podem assim responder mais rapidamente e eficazmente aos pedidos dos pilotos da equipa de fábrica, entregando componentes novos que melhorem a performance da Suzuki GSX-RR.

Assim, nos próximos tempos não parece viável que a Suzuki venha a ter uma segunda equipa em MotoGP. O esforço de desenvolver o protótipo japonês vai continuar a recaír nos ombros de Alex Rins e Joan Mir, e Davide Brivio tentará manter o equilíbrio da equipa para continuarem a melhorar os resultados em corrida.

andardemoto.pt @ 10-12-2019 12:26:02


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