MotoGP – Valentino Rossi admite terminar carreira a correr para a Petronas

Piloto italiano prefere continuar a competir na equipa de fábrica da Yamaha em MotoGP. Mas tudo depende dos responsáveis da Yamaha, com Valentino Rossi a inclusivamente admitir terminar a carreira inserido na equipa Petronas Yamaha.

andardemoto.pt @ 3-1-2020 11:52:08

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Será que Valentino Rossi vai continuar a competir em MotoGP ou será que vai colocar um ponto final na sua longa carreira? Esta é uma das maiores incógnitas que se coloca no paddock do Mundial de Velocidade, pelo menos neste início de 2020.

Com o contrato com a Yamaha a terminar a 31 de dezembro deste ano, Rossi tem, porventura, de tomar aquela que será a decisão mais complicada da sua carreira. Aos 40 anos de idade o italiano continua a ser dos melhores pilotos de MotoGP, mas definitivamente a temporada 2019 deixou muito a desejar em termos de resultados.

E isso poderá pesar na sua decisão de continuar ou não.


Antes de partir de viagem para continuar as suas férias no México com um grupo de amigos, Valentino Rossi concedeu uma entrevista ao jornal italiano Gazzetta dello Sport onde abordou o tema.

Para o nove vezes campeão mundial de velocidade, a Yamaha é que tem a última palavra no que respeita ao seu futuro. Para a marca japonesa existem três pilotos que podem ocupar os dois lugares na equipa de fábrica. Para além de Rossi, há que contar com Maverick Viñales e ainda com Fabio Quartararo.

Apesar de querer permanecer onde se sente bem, que é na equipa de fábrica, Valentino Rossi admite que a Yamaha poderá querer criar uma nova dupla com Viñales e Quartararo, o que o deixaria sem moto. No entanto Rossi não tem qualquer problema em admitir que poderá continuar a competir mas inserido na equipa Petronas Yamaha pois “Não vejo assim tanta diferença em ir para a Petronas. Como se tem dito, somos três para dois lugares. Para mim se for a Petronas não me parece tão mal”.

Porém Valentino Rossi não dá por certa esta hipótese. Maverick Viñales pode decidir sair da Yamaha para tentar a sua sorte com outro fabricante – um cenário pouco provável – ou Fabio Quartararo pode aceitar uma proposta bem tentadora de outro fabricante (Ducati ou Suzuki são os mais interessados) e assim Rossi ficaria com o seu lugar na equipa de fábrica.



Mas tudo isto dependerá sempre da decisão de Rossi em continuar a competir ou desistir no final de 2020.

Para o italiano, ter a possibilidade de ser o próprio a decidir o seu futuro em MotoGP é um luxo pois “Normalmente são as equipas que nos deixam apeados. A minha mãe, o meu pai, e todos os outros querem que eu continue. Mas tenho de ser realista. Eu gostaria mas tenho de ser mais competitivo do que neste último ano, ou então não. Infelizmente hoje em dia em MotoGP tudo se decide no início do ano. Preciso de tempo para perceber, como até metade da temporada. Vou falar com a Yamaha e com o Lin Jarvis para saber o que eles pensam”.

Ao que tudo indica o momento escolhido para anunciar o seu futuro será durante a sétima ronda do calendário do Mundial de Velocidade, quando MotoGP visitar o circuito de Mugello para aquele que será o Grande Prémio de Itália, um momento especial para os pilotos italianos e para Valentino Rossi que assim poderá dar mais um momento inesquecível para os fãs.

De referir ainda que apesar das dúvidas em torno do seu futuro, Valentino Rossi continua a mostrar uma “sede” por competição muito elevada. Rossi já se mostrou insatisfeito por estar tão pouco competitivo apesar dos seus 40 anos de idade e de competir contra pilotos muito mais jovens.

No sentido de tentar encontrar algo novo que lhe permita regressar à luta pelo título, aquele que seria o seu 10º título, Valentino Rossi despediu-se do seu chefe de equipa Silvano Galbusera e deu as boas-vindas ao espanhol David Muñoz na sua box.

andardemoto.pt @ 3-1-2020 11:52:08


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