MotoGP – Kawasaki pede para fazer “wild cards” com Jonathan Rea!

Carmelo Ezpeleta confirma que a Kawasaki lhe pediu para participar em MotoGP com Jonathan Rea como “wild card”... e aos comandos da sua Kawasaki Ninja ZX-10RR do Mundial Superbike!

andardemoto.pt @ 16-2-2020 21:55:03

O CEO da Dorna é, por estes dias, um homem atarefado mas justificadamente satisfeito com os dois campeonatos que a empresa para a qual trabalha gere.

O Mundial de Velocidade, e especificamente MotoGP, está num momento de “forma,” se assim podemos dizer, muito bom, com seis fabricantes a competirem e tempo inteiro e com cada vez mais pilotos aos comandos de motos de fábrica. E os talentos não param de aparecer nas categorias Moto2 e Moto3.

No Mundial Superbike, a Dorna continua a trabalhar para revitalizar este campeonato com motos derivadas de modelos de produção, e a verdade é que apesar do domínio de Jonathan Rea e da Kawasaki Racing Team, a competição tem sido mais equilibrada, ainda que aos olhos dos fãs não pareça.

E é precisamente a Kawasaki Racing Team que salta para as “luzes da ribalta” de MotoGP.


Não, infelizmente não teremos a Kawasaki de regresso ao MotoGP com um protótipo, até porque Carmelo Ezpeleta garante que não há mais espaço para competirem mais de 22 motos a tempo inteiro em MotoGP, mas a marca de Akashi decidiu surpreender o CEO da Dorna com um pedido invulgar.

De acordo com Ezpeleta, que concedeu uma entrevista bem reveladora ao website italiano GPOne, a Kawasaki Racing Team pediu para participar como “wild card” em MotoGP este ano de 2020 com Jonathan Rea aos comandos da sua Kawasaki Ninja ZX-10RR com que compete no Mundial Superbike!

Este pedido extremamente invulgar não foi aceite por Carmelo Ezpeleta que justificou a sua decisão com o facto de que participações “wild card” estão reservadas a fabricantes que competem a tempo inteiro (ou pretendem competir) em MotoGP.

Ao mesmo tempo que revelou ter recusado o pedido da Kawasaki Racing Team para que Rea pudesse enfrentar os rivais de MotoGP aos comandos da sua Ninja de Superbike, que evidentemente que teria de ser “calçada” com os pneus protótipo Michelin e não com os slick da Pirelli do Mundial Superbike, Carmelo Ezpeleta divulgou ainda outras informações que são bastante reveladoras do nível financeiro do paddock de MotoGP, nomeadamente os valores que as equipas recebem do promotor do Mundial de Velocidade.


Ezpeleta refere que cada fabricantes recebe um milhão de euros por cada moto que fornece a uma equipa satélite. Valor que a partir de 2022, caso seja assinado o novo acordo entre fabricantes e a Dorna, passará a 1.5 milhões de euros. Para além disso a Dorna vai aumentar em 50% o valor que entrega às equipas, e por isso, no total, a Dorna poderá pagar até 2.2 milhões de euros por cada moto que seja disponibilizada a equipas satélites.

E à pergunta “mais motos em pista não é melhor?”, Carmelo Ezpeleta responde da seguinte forma: “As pessoas pensam que quantas mais motos é melhor, mas para mim, cada equipa satélite significa um investimento de 6 milhões de euros. É conveniente para mim aumentar o número de equipas? Este é o cálculo que tenho de fazer”.

Assim, e caso a Kawasaki Racing Team pretenda, de facto, regressar ao Mundial de Velocidade e competir na categoria rainha MotoGP, a equipa japonesa terá de negociar a sua entrada “comprando” um lugar através de uma das atuais equipas satélite que teriam de deixar um dos atuais fabricantes para passar a competir com um protótipo Kawasaki.

andardemoto.pt @ 16-2-2020 21:55:03


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