MotoGP – Puig garante que não há contrato assinado entre HRC e Pol Espargaró

Diretor desportivo da Repsol Honda reage às notícias que dão conta da contratação de Pol Espargaró. Alberto Puig admite o interesse no espanhol da KTM, mas garante que não há nenhum contrato assinado.

andardemoto.pt @ 5-6-2020 11:58:49

Na noite de 4 de junho a notícia caiu como uma “bomba”: Pol Espargaró já terá assinado um contrato com o HRC, e assim vai ser piloto de fábrica da Honda em MotoGP, fazendo dupla com Marc Marquez nas temporadas de 2021 e 2022.

É verdade que o “namoro” entre o HRC e Pol Espargaró já não é segredo para ninguém. Aliás, o diretor desportivo da Repsol Honda, Alberto Puig, chegou mesmo a referir publicamente a sua admiração pelo mais novo dos irmãos Espargaró e que estava interessado em ver o que Pol consegue fazer aos comandos de uma Honda.

Agora, e numa altura em que as renovações e assinaturas de novos contratos estão a dominar as atenções dos fãs, algumas notícias estão a dar conta de que Pol Espargaró deixa as hostes da KTM de fábrica e assinou por duas temporadas com a Repsol Honda.


Porém, Alberto Puig, já reagiu a estas notícias.

O responsável espanhol da Repsol Honda garante que não há qualquer acordo assinado com pilotos. O único acordo assinado é aquele que já é público. Ou seja, Puig refere-se claramente ao contrato de quatro anos assinado por Marc Marquez no início desta temporada.

Apesar de nunca desmentir a possibilidade de contratar Pol Espargaró, Alberto Puig refere que “O HRC está sempre a pensar no presente e futuro das suas estruturas, desde as categorias mais baixas até ao MotoGP. Esta temporada não está a acontecer em circunstâncias normais, mas isso não quer dizer que a Honda tenha parado a planificação do melhor futuro possível para os seus pilotos. Não temos nenhum contrato assinado com ninguém, a não ser o que já foi anunciado”.



Num exercício de futurologia, e partindo do pressuposto que Pol Espargaró vai mesmo assinar contrato com a Repsol Honda por duas temporadas, isso vai obrigar a marca japonesa a reposicionar aquele que ainda é o campeão em título das Moto2.

Alex Marquez chegou à categoria rainha pela porta grande. Fará dupla de pilotos com o seu irmão Marc, no que a Repsol Honda espera que seja uma dupla de sucesso. Mas há muitos que acreditam que Alex não está preparado para estar na equipa de fábrica da Honda. Demasiada pressão.

A chegada de Pol Espargaró, a acontecer, pode levar Alex Marquez para a LCR Honda em 2021. Por sua vez, a equipa liderada por Lucio Cecchinello recebe assim um piloto em que a Honda deposita enormes esperanças. Seria perfeito para substituir Cal Crutchlow. O britânico já abordou diversas vezes o tema da reforma.

Crutchlow tem sido vítima de quedas que lhe causaram lesões graves. De forma surpreendente, Cal Crutchlow tem conseguido sempre recuperar dessas lesões, mas a verdade é que já se queixou diversas vezes que as dores que sente são imensas e lhe estão a retirar qualidade de vida. Uma retirada da competição não estará fora de questão para Crutchlow.

E se a Honda parece estar com a sua estrutura já bem planificada, o mesmo não se poderá dizer da KTM.

Confirmando-se a saída de Pol Espargaró, a Red Bull KTM Factory perde aquele que tem sido o seu principal piloto, aquele que tem obtido melhores resultados para a casa austríaca. A KTM terá assim de encontrar um substituto.

Danilo Petrucci é uma opção óbvia. O piloto italiano já confirmou a saída da Ducati, e estará na órbitra da KTM e da Aprilia. Andrea Dovizioso também pode ser uma opção para a KTM. Continua sem renovar com a marca de Borgo Panigale – pretende manter um ordenado de 6,5 milhões de euros e a Ducati não quer pagar isso – e a Red Bull pode ser a porta de entrada de Dovizioso na KTM.



Existe também a hipótese da estrutura liderada por Pit Beirer nem sequer precisar de ir buscar um piloto de fora. Miguel Oliveira também tem de assinar um contrato para além de 2020, e com um lugar em aberto na equipa de fábrica, o piloto português poderá finalmente assumir uma posição de liderança absoluta na KTM Racing.

Do ponto de vista da KTM, a única certeza que têm neste momento é que não poderão contar com Jorge Martin. O piloto espanhol, campeão de Moto3 em 2018 e atualmente a piloto da KTM nas Moto2, assinou contrato com a Pramac Ducati e estará em MotoGP em 2021 com a equipa satélite da marca italiana.

andardemoto.pt @ 5-6-2020 11:58:49


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