CNV Estoril II – Ivo Lopes assume liderança em fim-de-semana quente e atribulado
A segunda visitar ao circuito do Estoril fechou a primeira metade da temporada 2020 do Campeonato Nacional de Velocidade. O campeão em título assumiu a liderança na classe rainha Superbike, num fim-de-semana onde o muito calor e as quedas foram outros dos protagonistas.
andardemoto.pt @ 21-7-2020 11:09:51
Com
três rondas realizadas, o Campeonato Nacional de Velocidade dá por terminada a
primeira metade da temporada 2020. A terceira ronda levou o “paddock” a ocupar
novamente o seu espaço no circuito do Estoril, com o traçado às portas de
Cascais a receber equipas e pilotos do CNV Moto pela segunda vez em 2020.
Com dois vencedores distintos nas rondas anteriores, Miguel Oliveira e Ivo
Lopes, era no entanto o mais regular Pedro Nuno quem estava no topo da tabela
de pontos, antevendo-se por isso um fim‑de‑semana semana e muito discutido dada
a proximidade pontual entre o piloto do Porto Alto e o campeão em título, Ivo
Lopes.
E, para além do muito calor que recebeu os pilotos das Superbike (e das
restantes categorias), o plantel da categoria maior viu-se reforçado com o
anunciado regresso de Rui Marto e Gonçalo Ferreira, dois pilotos que fizeram
aqui a primeira participação no campeonato numa ronda onde se notou igualmente
a ausência de Tiago Dias, a recuperar de uma pequena lesão contraída em treinos
alguns dias antes da corrida.
Pedro Nuno colocou-se na “pole position” na frente de Ivo Lopes e Tiago
Magalhães, e deu o mote para o resto do fim-de-semana animado.
A corrida revelou mais uma vez 15 intensas voltas que acabaram com Pedro Nuno e
Ivo Lopes “colados”. Ivo Lopes cruzou a meta primeir, mas uma penalização por
ter excedido os limites da pista ditou a descida ao segundo posto, cabendo a
Pedro Nuno a estreia no degrau mais alto do pódio neste ano de 2020. Tiago
Magalhães fechou o pódio a mais de meio minuto, com André Pires e Tiago Cleto
logo atrás a fecharem o lote de cinco melhores.
A segunda corrida, realizada já no domingo, revelou-se uma verdadeira fonte de
interrupções, com os comissário do Motor Clube do Estoril a terem de mostrar
por duas vezes a bandeira vermelha e a ditarem um final com apenas quatro
voltas.
Cronologicamente, a primeira vítima da corrida foi Pedro Nuno, que sofreu uma
queda logo na fase inicial, mas logo de seguida uma queda na saída da
Parabólica, a envolver Tiago Cleto e Ricardo Lopes, forçou a direcção de
corrida a interromper a mesma.
No reatamento – e sem que Pedro conseguisse colocar a sua moto em pista apesar
de todos os esforços por parte da equipa – os sobreviventes iniciaram 10 voltas
que se desejavam ser decisivas, mas um motor partido ditou a que novamente a
corrida fosse interrompida para que a pista fosse limpa.
Tudo se decidiu em apenas quatro voltas, onde Ivo Lopes foi o vencedor na
frente de Tiago Magalhães e André Pires, com Romeu Leite e André Silva a
fecharem o lote dos cinco primeiros. Nas Superstock 600 Dani Trelles foi o
vencedor depois de ter sido batido por Jaime Coelho no dia anterior.
Desta forma Ivo Lopes subiu ao comando do campeonato com 14 pontos de vantagem
sobre Pedro Nuno, estando André Pires em terceiro mas muito pressionado por
Tiago Magalhães e Romeu Leite, estes a apenas 3 pontos do piloto transmontano.
Nas 600, Dani Trelles e Jaime Coelho dividem o comando da classificação geral,
ambos com três vitórias, continuando a fazer um campeonato onde apenas têm de
se preocupar um com o outro, pois o plantel desta categoria viu-se reduzido a
apenas dois pilotos.
Nas cada vez mais concorridas e discutidas Supersport 300, foi Pedro Fragoso
quem registou o melhor tempo nos treinos cronometrados para sair na “pole
position” para 14 voltas que se revelaram igualmente bastante animadas.
No meio de uma razia que dizimou metade do pelotão, Fragoso fez parte da lista
de seis abandonos, e foi mesmo Dinis Borges quem venceu na frente de Tomás
Alonso e Vasco Esturrado. Miguel Santiago foi o quarto e na quinta posição
recebeu a bandeira de xadrêz Rafael Damásio, a fazer a sua estreia nas 300. Nas
Pré-Moto3 Gonçalo Ribeiro foi o primeiro na frente de Bruno Salreta.
Tomás Alonso fecha a primeira metade do ano na liderança do campeonato com
cinco pontos de vantagem sobre Dinis Borges e 16 para Pedro Fragoso, aquele que
mais perdeu com o abandono neste regresso ao Estoril. Gonçalo Ribeiro passou
para o comando das Pré-Moto3, agora com quatro pontos de vantagem sobre Ivan
Hernandez.
Com Afonso Almeida de novo na “pole position” foi mesmo o líder invicto do
campeonato quem venceu entre as Moto4, o mesmo fazendo Martim Marco nas Moto5,
este também invicto no campeonato até ao momento. Ambos são de forma lógica os
comandantes das classificações nas respetivas classes.
No pelotão dos sempre animados troféus, João Curva venceu na corrida 1 do
Troféu ENI - Taça Luis Carreira nas Open, Pedro Dias nas SBK e André Capitão
nas SS. Paulo Vicente venceu nas Tuono Cup e Miguel Vilares na ZCup.
Na segunda corrida do programa para as categorias João Curva voltou a repetir a
dose e venceu nas Open, o mesmo replicando Pedro Silva nas SBK. Fernando Soares
foi o melhor nas SS, com Miguel Vilares a levar a sua Aprilia Tuono ao primeiro
lugar no troféu reservado às motos italianas e Ricardo Pires nas ZCup.
Na Copa Dunlop Motoval foi Victor Barros quem cruzou a linha de meta em
primeiro na classe 1 e André Gonçalves na classe 2 na contabilidade do primeiro
dia. No dia seguinte voltaram a ser os primeiros no final das dez voltas que
realizaram.
A próxima ronda do campeonato realiza-se nos dias 15 e 16 de agosto no
Autódromo Internacional do Algarve, naquela que será a segunda e última visita
da caravana que desta vez contou com nove dezenas de pilotos em pista.
andardemoto.pt @ 21-7-2020 11:09:51
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