MotoGP – Atrasos no reembolso do valor dos bilhetes do GP de Portugal

Ainda não recebeu o reembolso do valor dos bilhetes do Grande Prémio de Portugal de MotoGP? A MEO Blueticket confirma atrasos no processo de devolução mas garante que todos os pedidos de reembolso serão resolvidos.

andardemoto.pt @ 9-12-2020 11:32:00

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A realização do Grande Prémio de Portugal de MotoGP no passado fim de semana de 20 a 22  de novembro de 2020 foi um motivo de grande orgulho para todos os portugueses. Não só teríamos a oportunidade de ver ao vivo e pela primeira vez em solo nacional um piloto luso, Miguel Oliveira, na categoria rainha, como era a oportunidade de assistirmos a uma corrida de MotoGP e das restantes categorias do Mundial de Velocidade de regresso a Portugal.

Porém, a situação de pandemia que vivemos levou o Governo português a decretar que a prova seria realizada sem público. Quem já tinha comprado bilhetes, e foram mais de 20 mil pessoas que o fizeram, não poderia ver ao vivo a corrida de MotoGP e teria de pedir o reembolso do valor gasto nos bilhetes.

O processo de reembolso teve início no dia 19 de novembro com a disponibilização de um link por parte da MEO Blueticket onde os clientes devem preencher um formulário e selecionar uma das três opções disponibilizadas pelo promotor do evento.



Com a incerteza de que as condições de saúde pública garantem a presença de público nestes eventos em 2021, e com a realização do Grande Prémio de MotoGP de 2021 ainda por confirmar – embora existam fortes hipóteses disso acontecer pois Portugal está na lista de países de reserva no calendário provisório – muitos fãs decidiram escolher a opção 1 indicada no formulário de pedido de reembolso: a devolução do valor do bilhete ou bilhetes.

Com a informação de que o valor seria reembolsado num prazo de 3 a 5 dias úteis, muitos compradores de bilhetes de MotoGP continuam no entanto à espera de ser reembolsados.

Fomos contactados por e-mail pelo nosso leitor Fernando Marques que nos alertou para o facto de que os prazos definidos pela MEO Blueticket para devolução do valor não estão a ser cumpridos: “Eu enviei os dados e ainda estou à espera do dinheiro, comprei 5 bilhetes que me custaram 1001 euros, diziam que pagavam entre três a cinco dias uteis, já passaram uns 15 dias e ainda nada”.

Tal como este leitor, também temos visto nas redes sociais outras pessoas a queixarem-se destes atrasos.



No sentido de esclarecer a situação, contactámos a MEO Blueticket através da sua linha de apoio 1820. Foi-nos confirmado neste contacto telefónico que de facto podem existir atrasos no processo de reembolso, mas que todos os pedidos serão atendidos e o valor será devolvido o quanto antes, sendo necessário aguardar mais alguns dias para que a situação esteja normalizada.

Foi-nos também indicado que os clientes que verifiquem que o reembolso está atrasado deverão enviar um e-mail para info@blueticket.pt a explicar a situação.

O nosso leitor Fernando Marques no seu e-mail também nos alerta para a situação da não devolução da chamada “Comissão de Serviço” que tem uma taxa de 6% sobre o valor total dos bilhetes. Uma situação que considera “ilegal”.

A este respeito a MEO Blueticket aponta apenas para os “Termos Gerais de compra” definidos e indicados no momento em que o cliente adquiriu os bilhetes. De facto, no processo de reembolso dos bilhetes de MotoGP, na descrição dos valores a devolver não aparece o valor referente à Comissão de Serviço.



Neste caso a DECO Proteste já se pronunciou sobre esta questão e indica que o valor a devolver “Inclui não só o valor facial do ingresso, mas também montantes referentes a taxas, comissões ou outros encargos”, nomeadamente a Comissão de Serviço.

A DECO Proteste refere que os consumidores que se sentirem lesados por esta situação deverão contactar o promotor ou vendedor dos bilhetes para o Grande Prémio de Portugal de MotoGP. “Caso não consigam obter uma resposta satisfatória em relação ao seu pedido de reembolso nem junto do vendedor nem do promotor do evento, apresentem queixa na ASAE. Podem também fazer chegar o caso ao Instituto Português do Desporto e Juventude (IPDJ). Não resolvendo o conflito por estes meios, existe a possibilidade de recorrer aos centros de arbitragem de conflitos de consumo ou aos julgados de paz”, conclui esta associação de defesa do consumidor.

O seu Andar de Moto promete ficar atento à evolução desta situação.

andardemoto.pt @ 9-12-2020 11:32:00


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