Portugal sonhou com “top 10” no Supermoto das Nações
Na estreia do novo formato do Supermoto das Nações, o trio de pilotos portugueses sonhou com o “top 10”. Sérgio Rego, Filipe Marques e Sebastian Gil levaram Portugal até ao 12º lugar no S1 das Nações no traçado francês de Carole que viu França sagrar-se novamente campeã.
andardemoto.pt @ 27-9-2021 17:02:20
A
Seleção Nacional de Supermoto marcou presença no circuito de Carole, nos
arredores de Paris, em França, para participar no conhecido Supermoto das
Nações, prova que a partir deste ano ganha uma nova denominação. Na estreia do
formato S1 das Nações, o trio luso composto por Sérgio Rego (bicampeão
nacional), Filipe Marques e Sebastian Gil chegou a sonhar com o “top 10”.
Frente a outras 13 seleções nacionais, e com destaque para as ausências de
Alemanha, Áustria, Rússia ou Brasil, o trio de portugueses demonstrou desde
cedo uma grande capacidade de adaptação a um traçado de Carole que é bastante diferente
das pistas usadas no campeonato nacional.
Sérgio Rego, Filipe Marques e Sebastian Gil trabalharam em conjunto na preparação
desta S1 das Nações, e foi essa união que permitiu à Seleção Nacional estar em
bom plano nos primeiros momentos do evento.
Sérgio Rego foi consistentemente o mais rápido dos três, o que seria de esperar
tendo em conta a experiência adquirida em 2019, mas Filipe Marques e Sebastian
Gil não ficaram muito longe, estando ambos a mostrar um andamento francamente
bom para quem se estreia num circuito totalmente novo, tão diferente dos
kartódromos que geralmente temos no nosso Nacional de Supermoto.
O sábado terminou com um 13º lugar no cômputo geral das
corridas de qualificação individual, o que fez Portugal partir no domingo da
13ª e 27ª posição da grelha, nas corridas a pares. As corridas de domingo
tiveram a bênção de São Pedro, e as ameaças de chuva não passaram disso, para
contentamento da nossa seleção, menos habituada a estas condições.
Se na frente as coisas estiveram animadas entre França e Itália, Portugal
também não teve tarefa fácil, enfrentando os intentos das seleções da Estónia,
Israel e Suíça Júnior. A consistência do trio luso acabou por surtir efeitos, e
Portugal acabou mesmo por conseguir subir um lugar na final, terminando então num
honroso 12º posto.
Lá na frente, na partida para a última e decisiva corrida deste S1 das Nações, Itália
saía em vantagem, mas a França foi com tudo.
O golpe de teatro estava já orquestrado pelo pluricampeão Thomas Chareyre, que
perseguiu Elia Sanmartin durante toda a corrida e foi apenas na última curva da
última volta que o francês aplicou o golpe final, proporcionando um final cheio
de dramatismo, permitindo assim a vitória da seleção gaulesa, a jogar em casa,
tal como aconteceu em 2019.
Terminada mais uma participação no S1 das Nações, a comitiva portuguesa sai de Carole com boas perspetivas para conseguir um resultado ainda melhor na edição de 2022 desta competição que coloca, frente a frente, as melhores seleções do mundo do supermoto.
andardemoto.pt @ 27-9-2021 17:02:20
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