MotoGP, 2023 - Férias, mas já se fala de 2024
Silly season, mesmo no intervalo
A MotoGP está em plena pausa de verão, mas já há algum tempo
que se ouvem boatos para a campanha de 2024. Vale a pena analisar fábrica a fábrica os rumores
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andardemoto.pt @ 21-7-2023 14:02:18 - Paulo Araújo
Vamos começar pelo mais fácil, os lugares já garantidos em 2024. Francesco Bagnaia, atual Campeão do Mundo, vai pilotar uma Ducati Desmosedici nas cores da Lenovo na próxima época, com a formação de fábrica da Aprilia Racing, composta por Aleix Espargaró e Maverick Viñales, também inalterada.
O mesmo se aplica à KTM Red Bull Factory Racing, que vai alinhar com Brad Binder e Jack Miller, enquanto Fabio Quartararo se vai manter como piloto da Yamaha Monster Energy.
Sabemos que Enea Bastianini (Ducati Lenovo) tem um contrato de 2024 em vigor com a Ducati, mas não necessariamente com a equipa de fábrica.
Dito isto, seria um grande choque ver "A Besta" não correr no vermelho de Bolonha ao lado de Pecco na próxima época.
No início do ano, Jorge Martin (Ducati Prima Pramac) tinha sido ligado a uma mudança para fora da Ducati.
A Yamaha era o suposto destino do espanhol, mas esses rumores arrefeceram significativamente nos últimos dois meses. Há dias, porém, Martin praticamente pôs fim às conversas sobre a sua saída da Ducati, quando disse em Assen que ficaria na Pramac.
No entanto, há um ponto de interrogação sobre o atual companheiro de equipa de Martin, Johann Zarco. O francês continua sem vitórias na classe e não tem atualmente um contrato de MotoGP para 2024, pelo que é um nome que pode potencialmente sair.
O mesmo para Fabio Di Giannantonio (Gresini Racing), com a estrela da Gresini, Alex Márquez, a também não assinar contrato com a Ducati para 2024 - mas há uma razão para isso.
A Gresini Racing ainda não confirmou se vai correr com Ducati em 2024, mas o diretor desportivo da Ducati Corse, Paolo Ciabatti, deu a entender que a Gresini deverá continuar como uma equipa independente da Ducati. Assim que isso for confirmado, as notícias sobre os pilotos devem seguir-se pouco depois.
Um nome que tem sido ligado à Gresini é o atual líder do Campeonato do Mundo de Moto2, Tony Arbolino (Elf Marc VDS).
O seu manager pessoal, Carlo Pernat, está intimamente ligado à Gresini, sendo o experiente italiano também o manager de Bastianini.
Depois, temos Marco Bezzecchi e Luca Marini, da Mooney VR46.
O último parece estar praticamente confirmado na VR46 preta e amarela em 2024, mas nas últimas semanas, as conversas sobre a mudança de Bezzecchi para outro lugar na família Ducati ganharam volume.
Passando à Yamaha, se Bezzecchi fosse sair da Mooney VR46, o nome de Franco Morbidelli (Yamaha Monster Energy) foi mencionado como um possível substituto.
Faz sentido. Morbidelli faz parte da Academia VR46 e, se houver um lugar vago, Valentino Rossi e companhia iriam obviamente receber Morbidelli de braços abertos.
No entanto, se Bezzecchi ficar, as opções para Morbidelli não são tão simples, mesmo após Toprak Razgatlioğlu ter confirmado a mudança para a BMW.
Resta saber se Morbidelli quer ficar na Yamaha que tem, obviamente, uma decisão a tomar. Lin Jarvis da Yamaha, disse há dias que a sua "escolha número um" seria Morbidelli.
Na KTM/GASGAS, como vimos, a equipa de fábrica está definida. Binder e Miller ficam, o que significa que todos os olhos estão postos na GASGAS Tech3, até porque surgiu agora um boato de eventuais negociações entre a LCR de Lucio Cecchinello e a KTM, que poderia resolver o impasse de onde encaixar Pedro Acosta (Red Bull KTM Ajo) um nome em particular que tem dado algumas dores de cabeça à hierarquia da KTM e da GASGAS. Acosta e a equipa deixaram claro que o Moto2 "não é uma opção" para 2024, o que põe a bola no campo da KTM neste caso.
Com Pol Espargaró com contrato para 2024, é improvável que vejamos o #44 - que não correu até agora em 2023 devido às lesões que sofreu em Portimão – noutra equipa no próximo ano. Isso deixa um lugar para Acosta preencher se a KTM decidir manter a estrela espanhola, que é o atualmente ocupado por Augusto Fernández.
A KTM arrisca-se a perder Acosta para um fabricante rival se
mantiver Fernández no lugar, daí a possível ligação à LCR, que deixaria a Honda com que corre desde 2006.
Quanto à Honda, o principal tópico de conversa é a situação de Marc Márquez.
O oito vezes Campeão do Mundo tem contrato com a HRC até 2024, mas depois do que se passou nas últimas semanas - sobretudo os cinco acidentes na Alemanha e as lesões subsequentes - o futuro do #93 não é certo.
As férias de verão vão ser cinco semanas cruciais para o futuro de Márquez e da Honda.
Se uma rutura acontecer, e é um grande "se", a silly season vai acelerar.
Por outro lado, Joan Mir (Honda Repsol) e Alex Rins (Honda LCR Castrol) têm contratos com a Honda para 2024.
Com ambos os espanhóis lesionados no GP de Itália, seria uma surpresa ver qualquer um deles não correr nas respectivas equipas na próxima época.
Depois temos Takaaki Nakagami (Honda LCR Idemitsu).
O contrato do piloto japonês com a HRC termina no final de 2023, e Ai Ogura (Honda Idemitsu Team Asia) é o candidato mais destacado para o lugar, mas será que a grave lesão que prejudicou a sua campanha de Moto2 em 2023 vai atrapalhar uma mudança para o MotoGP em 2024?
A Honda tem aqui uma decisão interessante pela frente, sendo que manter um japonês na MotoGP é importante.
Na Aprilia, como mencionado, Espargaró e Viñales vão liderar os esforços da fábrica de Noale em 2024. Miguel Oliveira e Raul Fernandez, da CryptoDATA RNF, assinaram contratos de dois anos, pelo que não parece que algo vá mudar na próxima época.
andardemoto.pt @ 21-7-2023 14:02:18 - Paulo Araújo
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