Estoril Classics 2023 : Motos de outrora encantam

Mais de 40 este ano

O plantel cresceu em número e qualidade, com Portugal bem representado entre motos de Grande Prémio, Superbike e Resistência de outrora que animaram o evento no Estoril ao lado dos primos de quatro rodas.  

andardemoto.pt @ 8-10-2023 10:52:45

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O Estoril Classics estava a abarrotar pelas costuras de máquinas preciosas, clássicos bem antigos e outros quase modernos, Porsche, Jaguar, Lotus, Lola, BMW, Lancia, Aston Martin, numa incrível fusão de cores e sons que avivam memórias ou criam outras novas.

Central a toda a ação, logo à saída do túnel A, uma grande tenda albergava motos que agora pertencem a colecionadores mas anos antes foram usadas em raiva por nomes míticos como Wayne Rainey, Kevin Schwantz, Barry Sheene ou Graziano Rossi.

O espaço servia de garagem, oficina, balneário e refeitório aos apaixonados colecionadores, vários ex-pilotos e mecânicos de competição que compõem o corpo do Spirit of Speed.


2 tempos, 4 tempos, de pequenas monocilíndricas Kreidler a assustadoras Yamaha TZ750 tetra cilíndricas (cuja potência explosiva destruía os pneus da altura em poucos Km) o grupo reunido mais uma vez pelo Spirit of Speed encantava os presentes pela sua raridade.

A começar pela KTM de Miguel Oliveira, (acima) vencedora do GP de Barcelona em 2021 e agora pertença do treinador de futebol Villas Boas, que era exibida completa com fato e capacete do piloto dedicados ao colecionador, passando por pelo menos 2 motos ex-Barry Sheene (uma das suas Suzuki RG500 e uma Yamaha YZ500) com também várias outras Suzuki de GP de épocas muito diferentes.

Outra moto histórica era a ex-Kenny Roberts Jr. decorada com as coras da Movistar que marcou a passagem das 2T para 4T no Mundial de MotoGP.


Aliás, em termos de Suzuki, havia de tudo, das primeiras equipadas com 2 amortecedores do Team OlioFiat e pilotada na altura pelo pai de Valentino, Graziano Rossi, à XR86 Yoshimura a 4T vencedora das 8H de Suzuka, a uma XR75 ex-Kevin Schwantz com as cores da Pepsi ou ainda à mais moderna decorada com as cores da Lucky Strike que pertenceu a Anthony Gobert, passando por outras mais anónimas mas igualmente históricas.

A seu lado algumas Yamaha 500, da ROC decorada com as corres da Miller Racing de Eddie Laycock a uma réplica de YZR500 feita pelo próprio Max Biaggi.

Também presentes algumas Ducati mais recentes, que militaram no Mundial de SBK com nomes como Marco Melandri ou Michele Pirro e cujo rugir sempre encanta mesmo quando usadas de forma mais comedida pelos atuais donos...


Da preciosa coleção de Artur Campos Costa, sempre em crescimento, estava a RG ex-Graziano Rossi, a Yamaha 500 ex-Wayne Rainey, a famosa Honda 750 Four Daytona ligada ao Estoril e as novas aquisições da história do Mundial de Resistência, a Suzuki Shell vencedora das 124H de Spa, a Honda Fireblade 111 e Suzuki 2 de tempos mais recentes, ambas motos de fábrica com palmarés.

Até alguns pilotos genuínos, entre os colecionadores amadores, como o ex-SBK Massimo Broccoli, nosso bem conhecido, ou o veterano Hermano Sobral com a sua Yamaha TZ750.

Bem hajam estes homens que mantém, por vezes com grandes sacrifícios, as máquinas de outrora, verdadeiras peças da história da competição em duas rodas.


andardemoto.pt @ 8-10-2023 10:52:45


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