SBK 2024, Most - Antevisão, Chéquia
Falam os pilotos
A meio da época de SBK, a caminho da sexta ronda na Chéquia, até os que antes duvidavam estão a ter de reconhecer que Toprak Razgatlıoğlu e a BMW formam uma dupla difícil, senão mesmo impossível de bater em 2024 e reservam elogios especiais para o Turco nos comentários. Most juntou-se ao calendário em 2021,e apesar de um período relativamente curto como anfitrião das SBK, decisões de última volta e lutas ferozes são comuns no circuito...
andardemoto.pt @ 17-7-2024 12:00:00 - Paulo Araújo
A quinta ronda de 2024 em Donington concluiu com uma incrível exibição do homem da BMW Motorrad, que averbou mais 3 vitórias consecutivas, elevando o seu total para 9, para liderar agora a série por 41 pontos sobre Nicolo Bulega.
Foi um segundo hat-trick e sete vitórias consecutivas, num Campeonato que tem sido marcado pelo domínio do piloto de topo a cada época… há uns anos foi Rea, quando se dizia que segundo era um mau resultado para o Irlandês da Kawasaki, a caminho de 6 títulos.
Seguiu-se Bautista na Ducati, em duas épocas em que por vezes ganhava 11 ou 12 corridas de enfiada.
E agora, o mesmo parece estar prestes a suceder com Razgatlıoğlu, que comenta: “No ano passado, não era fácil respirar na mota. A cada curva de cada volta, estava a ter de dar mais de 100%. Agora, a BMW é rápida nas retas, o travão motor é incrível e a moto está a funcionar bem! Para e vira facilmente, estou a andar ao meu estilo e estamos a avançar passo a passo para o título mundial!”
Uma das coisas a fazer a diferença foi o novo perfil do banco, alterado a pedido de Razgatlıoğlu:
“O assento é perfeito, usámos um mais alto e acho que toda a gente viu, à saída das curvas, não estou a deslizar nem a escorregar para trás!”
Agora, quem ficou para trás foram as Ducati, com as oficiais a terem de se contentar com os degraus subalternos do pódio e ainda por cima atrapalhadas pela boa prestação de Danilo Petrucci e uma subida de forma de Jonathan Rea, (65 ao lado, Yamaha Pata) que após terceiro na corrida Sprint, é o primeiro a elogiar Razgatlıoğlu:
“Há certas pessoas em que se vê um talento especial, (…) mas caem ou não aproveitam ao máximo. Toprak aproveitou todas as oportunidades. É um tipo super talentoso e é bom ver um piloto a correr assim, por muito mau que seja correr contra ele. Parece quase sem esforço, pode parecer fácil, mas está longe de ser fácil, posso garantir-vos.”
“O Toprak é agora a referência nas SBK. Não posso ficar com os louros do sucesso dele, mas quando se juntou ao Campeonato e à família Kawasaki com a Puccetti em Superstock, eu era um grande fã. Ele era como um colega de equipa.”
“Comíamos muito juntos, mesmo quando tínhamos tempos rivais. Ele é um bom rapaz, um piloto duro; sempre gostei das minhas batalhas com ele e é bom vê-lo ter o sucesso que merece!”
Alvaro Bautista (1 ao lado, Ducati Aruba), por sua vez, terá sido algo prejudicado, ressentindo-se com a adição de peso efetuada numa tentativa de equalizar a habitualmente dominante Ducati:
“A sensação que tenho com a moto não é a melhor e isso não ajuda a continuar a correr. Neste momento, temos de encontrar algo que me faça conduzir a mota como quero. Depois de Most, acho que temos mais tempo e vamos tentar tomar uma decisão. Ainda não está claro o que se pode fazer, para mim, é importante divertir-me com a mota."
"Neste momento, não me divirto e se me divertir e puder andar como quero, tenho a certeza que podemos lutar por coisas boas como o Campeonato. Enquanto não tivermos essa sensação, é impossível”.
Após as boas exibições de Bulega, numa adaptação excelente
de SSP para SBK, Danilo Petrucci (Barni Spark Racing) é que tem feito ondas na
marca de Bolonha, mas ainda não concretizou o sonho de vencer uma manga de SBK,
que o colocaria num patamar único como o único piloto a vencer corridas de
MotoGP, uma etapa do Dakar e nas SBK:
“Seria
um sonho, após ter estado nas equipas de fábrica da Ducati em MotoGP e nas SBK de
fábrica.”
Outro que virou narizes, regressando em forma de uma longa
suspensão quando o davam como acabado, foi Andrea Iannone (ao lado, Ducati GoEleven). Em
Donington, não brilhou particularmente, mas ainda espera lutar na frente:
“A realidade é que em Assen terminámos a corrida muito perto da vitória. Há muita paixão na garagem, é como uma família, mas não vejo muitas famílias a ganhar o Campeonato. Agora, no MotoGP, é outra história, as equipas independentes estão a um bom nível, apoiadas pelos construtores. Este Campeonato é muito bom, prefiro correr aqui. É importante ter uma mota com apoio de fábrica nas SBK”.
Alex Lowes (22, Kawasaki Racing Team) herdou o lugar de topo na marca de Akashi, e sabe o que falta para progredir: “Pere (Riba) é 15% da mota, 85% vem de mim e da minha confiança”
“Estou a rodar muito melhor e muito disso vem do que eu próprio estou a fazer, mas também da minha equipa. Tirar o máximo partido da moto, que ganhou seis títulos mundiais e é muito boa.”
“Quando entrei para a Kawasaki, o Marcel Duinker era perfeito, pois tinha muito conhecimento sobre a mota, mas com o Pere, para o meu carácter, está a funcionar melhor!”
Se juntarmos a estes outros pilotos rápidos como v d Mark, Gardner, Aegerter, Redding, Gerloff ou mesmo Lecuona, é fácil ver que mais uma vez vamos ter uma ronda cheia de ação em Most.
andardemoto.pt @ 17-7-2024 12:00:00 - Paulo Araújo
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