BMW R1200 GS - uma GS especial by Touratech
Para os aventureiros mais exigentes, a Touratech disponibiliza componentes de alta qualidade que permitem potenciar as qualidades da "GS" tornando-a muito mais eficaz que uma "GSA".
andardemoto.pt @ 18-1-2016 06:22:39
Texto: Rogério Carmo Foto: ToZé Canaveira
Recentemente tive a oportunidade de testar novamente uma BMW R1200GS. Mas desta vez uma unidade muito especial, equipada com o sistema “Plug and Travel Dynamic upgrade”, um kit de suspensões desenvolvido pela Tractive, especificamente para a Touratech, e que eleva as prestações dinâmicas desta carismática moto alemã para um nível muito superior.
A grande vantagem deste “kit”, que foi o primeiro a ser desenvolvido especificamente para substituir as suspensões de origem da BMW de forma simples, sem ser necessário fazer qualquer modificação nem nos suportes nem nas ligações eléctricas, é que permite manter a regulação electrónica tal como nas suspensões de origem.
O botão do ESA funciona da mesma maneira, mas a suspensão responde de forma diferente, mais rápida e mais firme, potenciando o desempenho da ciclística, quer em estrada quer fora dela, de forma verdadeiramente impressionante.
Como é que isto funciona na prática? Pois logo para começar, ficamos com a sensação de que estas suspensões, em qualquer dos modos, são bastante mais rijas que as originais. Ao nível da pré carga, a Touratech reclama uma capacidade superior em 50%.
A "GS", mesmo em modo “Confort” e com passageiro e carga, fica muito mais ágil, e com a direcção muito mais precisa, incrivelmente sem perder o conforto proporcionado pelo longo curso que oferece. É literalmente um "tapete voador" que alisa todas as imperfeições do piso.
Com malas, e a alta velocidade, as ondulações causadas pelas turbulência practicamente desaparecem, mesmo em mau piso, e mesmo com pneus mais recortados, como era o caso dos Metzeler Karoo 3 que esta unidade de teste tinha instalados.
E em modo “Normal”, quase que nem damos conta que temos todo aquele curso ao nosso dispôr. Praticamente não existe afundamento, nem em travagem, nem em aceleração.
Em modo “Sport” o comportamento é verdadeiramente notável, permitindo explorar todo o potencial do conjunto de forma verdadeiramente assombrosa.
Fora de estrada, a resposta da direcção fica mais rápida, e a tracção é beneficiada pela eficaz compressão das rodas contra o solo. A principal diferença que se nota mal nos montamos nesta "GS" é a altura ao solo. O "kit" é comum para a GS e para a GSA, o que significa que a sua altura é bastante superior à da "GS" normal.
Para além de tudo o que acima foi dito, o fabricante também garante uma maior longevidade, e uma maior consistência de desempenho ao longo do tempo.
Além do mais, e ao contrário das originais, estas suspensões são passíveis de manutenção, podendo ser completamente recondicionadas pois todas as peças podem ser substituídas em separado, e assim mantidas em óptimas condições de funcionamento ao longo de toda a sua vida.
O seu preço é de 3,245€, mas, para quem gosta de andar depressa, ou para quem queira uma fiabilidade a toda a prova, estas suspensões resultam num bom investimento.
Mas esta “GS” estava completamente “artilhada” com material da Touratech. Além do amortecedor da direcção e de todas as protecções disponibilizadas pela marca (carter, cilindros, escapes, radiador, cardan, maxilas dos travões, ABS, carenagem e faróis) ainda contava com faróis de Xénon, farolins de nevoeiro e longo alcance, malas de alumínio Zega, assento “conforto”, suporte e GPS Garmin, extensão do guarda lamas frontal, reforços de quadro, “raisers” do guiador, ecrã elevado, e nem sequer lhe faltavam os poisa-pés de autoestrada, que por acaso foi a única coisa que não gostei de todo o arsenal, cujo orçamento, suspensões aparte e incluindo ainda o saco de depósito, saco de ferramentas, a garrafa de água e o jerryan com os respectivos suportes, ronda cerca de 6.000 euros.
Valores que obviamente terão que ser somados ao preço base de uma “GS” já bastante acessorizada que não fica por menos de 18.500 euros, prefazendo uma conta calada que supera os 27.000 euros. Isto sem pensar em nada supérfluo como, por exemplo, o kit de condução sem chave, o alarme, pinturas do motor, escapes Akrapovic, quick shift, luzes diurnas, e mais uma série de tentações que podem fazer a conta passar muito para lá da barreira dos 31.000 euros.
Outra coisa que não gostei foi o facto de, ao fim de mais de 1.000 km de intimidade, ter que a devolver à loja da Touratch em Lisboa. Era bem capaz de me habituar a ela...
andardemoto.pt @ 18-1-2016 06:22:39
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