Apresentação da gama Indian em Portugal
Conforme já tínhamos noticiado, a mítica marca norte americana Indian já está à venda em Portugal. O distribuidor oficial da marca, a empresa Luzeiro, convidou a imprensa portuguesa para uma apresentação da gama e o andardemoto.pt esteve presente e teve oportunidade de andar em algumas das motos que estão disponíveis para “test ride”.
andardemoto.pt @ 7-5-2015 16:48:31
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Indian Scout | Moto | MidSizeIndian Chief Vintage | Moto | Bagger
Indian Chieftain | Moto | Bagger
Indian Roadmaster | Moto | Touring
Texto: Rogério Carmo Foto: Marca
O primeiro contacto que tive com a gama da Indian recentemente chegada a Portugal, foi precisamente com a moto de entrada de gama da marca: a Scout. Um nome muito conhecido, que evoca memórias de outros tempos que contribuíram para a criação de um imaginário de fiabilidade, desempenho e manobrabilidade do modelo.
Apresentada ao público em 1920, a Scout foi protagonista de corridas de Board Track nos finais dos anos 20, exibiu-se no “Poço da Morte” nos anos 30 e bateu recordes pela mão de Burt Munroe (retratados no filme world’s fastest Indian) nos anos de 60, tudo isto no século passado.
Apesar de ser inspirada no modelo original, a Scout actual pretende ser uma moto moderna, prática, ágil e fácil de conduzir. Equipada de série apenas com assento para o condutor, está no entanto homologada para transportar dois ocupantes, bastando para isso instalar o assento e os poisa-pés do passageiro, que fazem parte da gama de acessórios opcionais.
Pelo que tive oportunidade de verificar neste breve contacto, a Scout é bastante divertida, com uma posição de condução bastante ergonómica que permite um fácil apoio dos pés no chão, já que o assento (em couro verdadeiro) está apenas a 643mm do solo. O motor de 1133cc (69ci) arrefecido por líquido e que debita 100cv suportados por um substancial binário de 98Nm, tem um papel importante no desempenho dinâmico do conjunto. A caixa de seis velocidades é suave e o seu escalonamento está bem proporcionado.
As prestações dinâmicas da ciclística, tendo em conta que se trata de uma Custom, superaram as expectativas pois o conjunto permite uma inclinação razoável em curva (31º tendo em conta que a concorrência directa ronda os 26º), a suspensão é firme e bastante confortável e a travagem dotada de ABS é de bom nível. Bastante ágil e manobrável, a grande brecagem facilita nas manobras, situação em que também colabora o baixo peso que a Scout apresenta. A qualidade de construção é também ela merecedora de destaque pois o nível de acabamento é muito bom. As vibrações emanadas pelo bicilíndrico em V a 60º são bem filtradas, apenas perceptíveis para proporcionar o “feeling” de condução expectável numa moto deste tipo. A suspensão oferece um bom comportamento dinâmico, sendo firme e bastante confortável.
O pequeno painel de instrumentos é de fácil leitura, e fornece a informação básica minimamente exigível numa utilização diária, integrando-se perfeitamente com o pequeno farol redondo, uma das evocações estilísticas do modelo original, a par com a geometria triangular do quadro.
Para saber os preços e todas as especificações técnicas da Scout, consulte o nosso catálogo
O passo seguinte desta apresentação foi a Indian Chief, facilmente identificada pelo estilizado “cocar de guerra” que adorna o guarda lamas frontal. Desde que em 1947 foi usado pela primeira vez, este farolim com a forma de cabeça do índio faz parte da imagem deste icónico modelo da marca agora detida pela Polaris. Igualmente os exclusivos guarda-lamas envolventes remontam a 1940, ano em que foram usados pela primeira vez. Jantes de 40 raios em aço inox e aros cromados com pneus de faixa branca completam o cenário nostálgico. Estão disponíveis duas versões: a Classic e a Vintage, ambas partilhando a mesma base, mas com resultados estéticos completamente diferentes.
Para contrastar com todo o aspecto retro, a Chief está dotada de muitas comodidades proporcionadas pela moderna electrónica, como o ABS de série e o arranque “sem chave” que, para tranquilizar os mais cépticos, permite a quem perder o comando transmissor que activa o sistema, em alternativa fazer o desbloqueio da moto através de um código numérico que se insere no painel.
O motor THUNDER STROKE 111 que equipa a Chief é o produto de um processo que tentou ao máximo reproduzir as características do motor Power Plus que em 1940 equipava as Chief originais. Tanto estética como mecanicamente, as semelhanças são muitas, e foi dada grande ênfase à fiabilidade, estando prevista uma utilização livre de problemas para cerca de 1500 milhões de rotações da cambota, o que considerando um regime médio de 2.500 rpm’s, dá para mais de 10.000 horas de condução! Nada mau pois se considerarmos que a esse regime rolamos a aproximadamente 100 Km/hora, estamos a falar de uma longevidade perto do milhão de quilómetros.
Como não podia deixar de ser numa moto de um segmento em que a paixão é preponderante acima de qualquer outro aspecto, o som emitido pelo bicilíndrico foi alvo de uma engenharia acústica aprimorada que lhe confere um som rouco e grave, que se pode classificar de viciante.
Sentado aos comandos de uma nostálgica versão Vintage, cheia de cromados e cabedal, protegido do vento por um colossal ecrã transparente facilmente removível, a primeira coisa que me despertou a atenção foi o “feeling” que todo o conjunto transmite, e que me transportou imediatamente para um imaginário de pradarias a perder de vista, rasgado ao meio por uma interminável faixa de asfalto negro, com a música dos Steppenwolf a martelar imediatamente o meu cérebro: Get your motor runnin' Head out on the highway…
Caindo na realidade, a posição de condução extremamente confortável convida efetivamente a rolar sem destino, a resposta do motor incita-nos a enrolar o punho e a caixa de velocidades é suave e precisa. A ciclística garante uma boa inclinação lateral, muito conveniente em qualquer estrada de curvas, e a suspensão transmite conforto e confiança, com destaque especial para o desempenho dos amortecedores traseiros Fox a ar que equipam toda a gama e que vêm acompanhados de uma pequena bomba que permite fazer a sua regulação. Muito ágil na mudança de direção, tendo em conta as suas proporções mas não esquecendo que toda a ciclistica assenta num quadro de alumínio, a Chief é também muito fácil de manobrar devido ao seu baixo centro de gravidade e à grande brecagem.
A pouca altura do assento ao solo também facilita as manobras e mesmo as enormes plataformas dos pés não atrapalham. As grandes malas laterais proporcionam uma boa capacidade de arrumação que é complementada pela boa protecção aerodinâmica proporcionada pelo enorme ecrã na tarefa de nos convencer a fazer quilómetros. Apesar do aspecto extremamente clássico, a Chief está dotada de todos os meios tecnológicos que facilitam a vida ao motociclista moderno, incluindo “cruise control”.
Para saber os preços e todas as especificações técnicas da Chief Vintage consulte o nosso catálogo
Por fim, e para completar este breve périplo pela gama Indian, tive ainda a oportunidade de experimentar a Chieftain, uma bagger “old school” que é a primeira do seu género a envergar o logótipo da marca. Nunca uma Indian tinha apresentado uma carenagem frontal, ou malas laterais rígidas, mas isso não a impede de ser imediatamente reconhecida como um legítimo membro da família.
Com características idênticas às suas irmãs Chief, a Chieftain proporciona um maior nível de conforto em viagem devido à sua maior protecção aerodinâmica e maior capacidade de carga, oferecendo ainda conforto extra com o seu sistema de abertura electrónico e remoto das malas laterais que são suportadas por um conveniente sistema de fácil remoção, que as permite retirar rapidamente na chegada ao destino, funcionando como malas convencionais.
Em andamento a Chieftain apresenta um comportamento dinâmico muito semelhante ao da Chief, mas com uma protecção aerodinâmica aprimorada, sobretudo devida à generosa carenagem frontal onde o ecrã igualmente generoso sobe e desce ao comando de dois botões. O sistema de som também contribui para uma experiência de condução mais completa. Em termos de mordomias ainda se pode desfrutar de fechos das malas laterais com comando à distância.
Para saber os preços e todas as especificações técnicas da Chieftain, consulte o nosso catálogo
Mas a oferta da Indian não acaba aqui. Apesar de não ter podido andar nela, o topo da gama é o modelo Roadmaster, uma moto mais sofisticada que faz renascer outro nome mítico da marca, lançado nos idos anos 40. A nova Roadmaster é sinónimo de luxo e desempenho, sendo a sua missão devorar quilómetros e garantir conforto.
Também dotada de um motor Thunder Stroke 111, e de todas as características das suas irmãs mais discretas, esta imponente moto dispõe de uma mala traseira de dimensões muito generosas (em conjunto com as laterais garante 143 litros de capacidade) e de todas as comodidades para o passageiro, como é o caso dos apoios de braço e poisa pés reguláveis em altura.
O condutor também pode beneficiar de mais alguns mimos, como seja a protecção aerodinâmica melhorada com recurso a protecções de perna, aquecimento de punhos e assentos, controlo da pressão dos pneus e um sistema de "infotainment" dotado de Bluetooth. A iluminação é feita por LED e os pormenores de acabamento são realmente dignos de nota.
Para saber os preços e todas as especificações técnicas da Roadmaster, consulte o nosso catálogo
A cereja em cima do bolo, nesta gama que agora se estreia em Portugal, é a Indian Chief Dark Horse. Um modelo da linha de 2016 que irá estar brevemente disponível e que consiste numa moto cheia de carisma, onde o negro é a estrela principal, desde o motor Thunder Storm 111, até às bainhas das suspensões.
Nela tudo é rebelde, já que praticamente não mostra cromados nem nenhum indício de contemplações pelo sentido estético convencional. Afigurando-se uma alternativa para uma clientela menos formal e mais jovem, a Dark Horse é uma moto que não vai passar despercebida em nenhum lugar.
O PVP previsto da Chief Dark Horse é de 22.490 €
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Indian Chieftain | Moto | Bagger
Indian Roadmaster | Moto | Touring
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