OPINIÃO

Com e sem paralelo - Yamaha Tricity versus Yamaha Majesty 125 S

O sistema de paralelogramo deformável que permite dotar um motociclo de duas rodas dianteiras inclináveis, abre novas portas à mobilidade urbana. Fique a saber porquê!

andardemoto.pt @ 4-8-2015 17:54:47

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Texto: Rogério Carmo  Foto: ToZé Canaveira

A Yamaha chama-lhe Leaning Multi Wheel (LMW), um sistema patenteado, especificamente desenvolvido para a sua nova gama de veículos a que chama: New Mobility (nova mobilidade). E a Tricity, recentemente lançada no mercado, é a primeira dessa gama que eleva os padrões de segurança para níveis muito avançados.

Não é que este seja um conceito original pois a Piaggio já há alguns anos que tem um motociclo de duas rodas inclináveis: a sua MP3, que goza de um enorme sucesso de vendas nas principais capitais europeias, sendo que já produziu e vendeu acima de 150.000 unidades. Mas a Tricity tem o mérito de alargar o conceito a um público de recursos mais parcos, já que é muito mais barata, sendo também mais económica, leve, simples e manobrável do que a sua concorrente italiana ou que a concorrente francesa, a Peugeot Metropolis, também ela de 3 rodas e que usa um sistema baptizado precisamente de Dual Tilting Wheels (DTW). Para lhe mostrarmos quais as vantagens deste conceito, decidimos ir para a rua e comparar a Tricity125 com outra Yamaha que encerra praticamente as mesmas vantagens, mas que usa apenas duas rodas: A Majesty 125 S.


Ambas oferecem um desempenho dinâmico perfeito para uma utilização urbana, coroado por um consumo realmente simpático bastante abaixo dos 3 litros/100km. Ambas são fáceis de conduzir e confortáveis mesmo em pisos mais degradados, e ambas permitem acomodar confortavelmente um passageiro. Ambas oferecem uma boa travagem e uma elevada protecção aerodinâmica, mesmo em dias de chuva, e ambas têm uma plataforma plana, muito conveniente quando é necessário transportar alguma carga imprevista. Ambas têm um bom nível de acabamentos e uma grande qualidade de construção. Qual é a grande diferença entre elas? Pois ou nenhuma, ou toda. Depende da perspectiva.

Se as analisarmos sobre o ponto de vista da utilização diária são iguais, talvez com uma ligeira vantagem para a Majesty que debaixo do assento tem uma maior capacidade de arrumação e em termos de velocidade de ponta também é mais esmerada, permitindo andamentos mais velozes nas vias rápidas. Factos a que a Tricity responde com o conforto proporcionado por rodas de 14” (13” na Majesty). Mas se as analisarmos sob o ponto de vista da segurança, então aí sim, encontramos uma grande diferença entre elas.

Qualquer motociclista sabe que se exige demasiado da roda dianteira de uma moto. E que a perda de aderência da roda dianteira, seja a que velocidade for, implica geralmente uma queda. A roda dianteira é fundamental para fazer mudanças de direcção e para travar. Por isso, a ideia de em vez de uma, um motociclo ter duas rodas na frente, não é nada descabida. Até porque em termos de prazer de condução, esse facto é completamente irrelevante, já que a sensação que a Tricity transmite é em tudo semelhante à de uma scooter normal. Mesmo a subir ou a descer passeios ou rampas inclinadas, o facto de existir uma terceira roda não nos faz alterar minimamente o comportamento que teríamos com uma scooter convencional.



Mas a verdade é que uma terceira roda abre perspectivas completamente diferentes à condução. Buracos, tampas de esgoto, juntas de dilatação metálicas e mesmo areia ou gravilha espalhadas no piso deixam de ser uma fonte de preocupação para qualquer motociclista consciente. O sistema de direcção e inclinação da Tricity divide o peso equitativamente pelas duas rodas, por isso, quando uma fica sujeita a menos apoio, a outra encarrega-se sozinha de fazer todo o serviço. A travagem também beneficia da mesma regra. Ainda que uma das rodas bloqueie, a outra mantém a aderência. E mesmo em piso escorregadio a vantagem de ter o dobro da superfície de contacto com o piso também é uma vantagem acrescida. Na prática, circular em cima de paralelos ou cruzar os carris de eléctrico passa a ser quase uma brincadeira,

Poderia pensar-se que, por causa das duas rodas, a direcção fica mais pesada. Mas não, pelo contrário a Tricity até apresenta a direcção mais leve que a Majesty. Também se podia achar que seria mais difícil passar entre as filas de trânsito. Também não, a sua largura é praticamente a mesma da Majesty e há muita moto bastante mais larga que a Tricity.

Numa era de mudança, em que os novos motociclistas surgem não por uma especial apetência por radicalismos mas sim por necessidade e conforto, e considerando que a Tricity pode ser conduzida por quem tem carta A1, esta é uma boa oportunidade para todos aqueles que sempre pensaram que andar de moto podia ser uma boa solução para o seu dia-a-dia, mas que é demasiado perigoso. Confirme por si mesmo! Marque um teste ride num concessionário da marca! Para ficar a saber qual está mais perto de si, clique aqui.


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E se tem dúvidas de que a mobilidade do futuro passa por veículos de 3 rodas, então veja o vídeo abaixo.



andardemoto.pt @ 4-8-2015 17:54:47


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