Yamaha MT-10 – A rainha das hyper naked de Iwata renova-se para 2022
A Yamaha apresentou a renovada hyper naked MT-10 para 2022. Mais potência, melhor eletrónica e um design em linha com a restante gama MT são alguns dos destaques. Fique a conhecer os detalhes da nova Yamaha MT-10.
andardemoto.pt @ 10-11-2021 12:32:05
A gama
MT da Yamaha teve o seu início em 2007, quando a marca dos três diapasões
lançou no mercado a musculada MT-01. Nessa altura os motociclistas estavam
longe de adivinhar o que viria depois dessa MT original, e a verdade é que mais
de uma década depois e com 290.000 unidades vendidas só na Europa, as MT são um
caso de sucesso.
Agora, e a pensar no ataque ao topo do segmento das powernaked em 2022, a
Yamaha apresenta uma renovada MT-10, a sua rainha da gama hyper naked, e que se
apresenta melhorada tanto ao nível do motor, como também na eletrónica ou ainda
no design. De momento a Yamaha mantém-se em silêncio sobre uma possível
variante SP, porém, não será difícil imaginar que os engenheiros de Iwata estão
a preparar essa versão exótica da MT-10.
Mais do que uma revolução absoluta do modelo, a Yamaha optou por seguir o
caminho da evolução natural.
Assim, o motor tetracilíndrico em linha, também conhecido como CP4, derivado da
superdesportiva YZF-R1, mantém-se como a unidade motriz escolhida para a nova
MT-10. O design atualizado de 2022 conta com pistões forjados de alumínio leve,
bielas descentradas e cilindros com revestimento direto nas paredes, de forma a
garantir a máxima eficiência. São usadas bielas de aço em vez de titânio como
na R1, e a cambota apresenta maior inércia.
Estas novidades mecânicas são acompanhadas de novos parâmetros da injeção
eletrónica. O objetivo foi dotar este motor CP4 da MT-10 de uma resposta mais
contundente nos médios regimes, mais precisamente entre as 4.000 e as 8.000 rpm.
Como resultado destas modificações, a Yamaha anuncia que a potência da nova
MT-10 é de 165 cv, ligeiramente superior, enquanto o binário atinge os 112 Nm
às 11.500 rpm.
Com uma sonoridade de admissão mais vincada graças à utilização de condutas de
comprimento e diâmetro diferenciado, a Yamaha MT-10 apresenta ainda um sistema
de escape em titânio, que para além de ser leve, foi redesenhado para ajudar a
combater as emissões poluentes e assim manter esta hyper naked japonesa dentro
dos parâmetros Euro5.
O quadro Deltabox dupla trave em alumínio mantém-se relativamente inalterado. Desenhado
para suportar as exigências da R1 e dos seus 200 cv, esta estrutura conta com
um braço oscilante, também em alumínio, mais longo, e que faz com que a distância
entre eixos aumente ligeiramente sendo agora de 1405 mm. Isto garante que a
MT-10 disponibiliza maior tração mecânica e estabilidade, eliminando assim a
necessidade das ajudas eletrónicas intervirem.
As suspensões mecânicas convencionais continuam a ser totalmente ajustáveis e
assinadas pela Kayaba, apresentando uma afinação otimizada para condução
desportiva em estradas de montanha, para garantir o melhor “feedback” ao
condutor, que assim sentirá maior confiança para chegar ao limite.
Na travagem, e embora a Yamaha tenha decidido manter as pinças radiais de
quatro pistões da geração anterior, destaca-se o cilindro principal da Brembo.
Esta é uma novidade importante pois, de acordo com a marca japonesa, este
componente foi selecionado e instalado de forma a garantir que o condutor da MT-10
sente mais potência na travagem, e que consegue usufruir dessa potência de
travagem mesmo nas situações limite.
De realçar que a Yamaha opta por manter o
sistema de controlo de travagem BC, que ajusta, de forma independente e em
todos os momentos, a pressão hidráulica disponibilizada para os travões
dianteiros e traseiro. Este sistema tem dois parâmetros disponíveis.
A eletrónica ganha também uma maior preponderância na nova Yamaha MT-10.
O pacote eletrónico instalado na hyper naked deriva do sistema usado na
superdesportiva R1. É um dos sistemas mais evoluídos, e, graças à utilização de
uma plataforma de medição de inércia de seis eixos, disponibiliza múltiplas
ajudas eletrónicas à condução que são sensíveis à inclinação, tornando-se assim
mais eficazes.
O “coração” do pacote eletrónico da MT-10 é o seu painel de instrumentos TFT a
cores, com 4,2 polegadas. Será através dele que o condutor pode selecionar um
de quatro modos de condução que alteram parâmetros como resposta do motor,
controlo de tração, controlo “anti-wheelie”, controlo do efeito travão-motor, “slide
control” da roda traseira ou ainda o ABS com função “cornering”. Caso o
condutor prefira utilizar diferentes parâmetros em relação às definições de
fábrica, poderá personalizar qualquer um dos modos de condução livremente.
Outras ajudas eletrónicas instaladas de série na nova Yamaha MT-10 são o “quickshift”
bidirecional (anteriormente opcional), e para garantir que o condutor não é
surpreendido com multas de velocidade, a marca instala um limitador de
velocidade, ajustável, claro, que permite definir uma velocidade limite a
partir da qual o sistema entra em funcionamento e impede ultrapassar esse
limite.
O design da nova hyper naked MT-10 adota a mesma linguagem da restante gama Masters
of Torque. Continuamos a perceber que estamos perante uma MT-10, com as duas
óticas separadas a dominarem a frente da moto. Porém, para uma imagem significativamente
mais agressiva, a equipa de design japonesa posiciona duas tiras de LED, que
formam uma espécie de “sobrancelhas”, conferindo uma assinatura luminosa
bastante diferenciada.
Na traseira encontramos também algumas diferenças em termos de design, porém, a
maior diferença podemos encontrar no depósito de combustível. A Yamaha pretende
que o condutor da MT-10 se sinta melhor conectado à moto, e por isso redesenhou
o depósito de forma a tornar-se mais “suave”, garantindo o apoio necessário
para as pernas se fixarem ao depósito. Mais à frente as entradas de ar laterais
crescem em dimensões, conferindo uma imagem musculada à naked de Iwata,
enquanto os painéis laterais desaparecem.
A Yamaha vai disponibilizar a nova MT-10 em três opções de cores.
A Cyan Storm faz a evolução da história do “Dark Side of Japan” numa nova direção,
oferecendo uma visão colorida. A Icon Blue é uma nova cor inspirada nas motos
de corrida, e apresenta painéis azuis e jantes em azul. A Tech Black apresenta uma
estrutura totalmente preta com jantes também em preto.
A Yamaha Portugal ainda não revelou o preço da nova MT-10, mas já se sabe que
as primeiras unidades começam a chegar aos concessionários nacionais a partir
de fevereiro de 2022.
Galeria de fotos Yamaha MT-10
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