1ª edição do Portugal de Lés-a-Lés Off Road ( 2015 ): Memorável!
Uma travessia de Portugal desde Bragança até Lagos, por fora de estrada, reuniu no passado fim-de-semana, uma centena e meia de participantes que rolaram mais de 900 km cruzando serranias, planícies e rios a vau.
andardemoto.pt @ 29-9-2015 11:10:08
Esta aventura, ímpar mesmo no panorama motociclístico internacional, organizada pela Federação de Motociclismo de Portugal, decorreu no passado final de semana, entre 23 e 26 de Setembro de 2015, e contou com uma forte representação de participantes espanhóis, juntamente com alguns franceses, ingleses, belgas e holandeses.
Foi apadrinhada por pilotos de renome do todo-o-terreno português que, juntos, somam dezenas de títulos nacionais de Motocross, Supercross, Enduro, TT e Supermotard. Nomes como Paulo Marques, Mário Patrão, António Oliveira, Miguel Farrajota, Pedro Bianchi Prata, João Rosa, António Lopes, João Lopes, Bernardo Villar, Pedro Belchior e Rodrigo Amaral, deram um enorme prestígio à caravana.
A Federação aproveitou esta ocasião para homenagear estes pilotos (pode ver mais aqui) durante o jantar de boas-vindas aos participantes do inovador passeio, “onde a busca do prazer de condução e descoberta paisagística são os troféus maiores”.
Uma aventura que deixou os mais de 150 motociclistas participantes, divididos entre a alegria de terminar esta maratona de descoberta, e o cansaço de ter vivido uma aventura ímpar e bem exigente, na ligação dos dois extremos do mapa continental, através de caminhos de terra batida e muita pedra, com travessias a vau de alguns rios e, sobretudo, com paisagens de cortar a respiração.
O arranque foi madrugador com partida do castelo de Bragança para uma primeira etapa marcada por bastante pó em caminhos onde os castanheiros e os carvalhos marcaram a paisagem e onde a travessia a vau do Rio Sabor foi o momento de maior adrenalina. Pedras muito escorregadias e um caudal bastante forte levantaram dificuldades acrescidas, as maiores de todo o evento, e obrigaram a um empenho acrescido e a uma grande solidariedade entre todos, nunca ficando, em momento algum, qualquer participante para trás, num percurso que atravessou as serras de Bornes, de Mogadouro, do Reboredo, da Marofa e da Malcata até à chegada às Termas de Monfortinho, depois de 329 quilómetros.
O segundo dia foi muito exigente em termos de condução, com um traçado substancialmente diferente até Moura, com 359 quilómetros de extensão, pontuados por diversas ligações por estrada, algumas até algo enfadonhas para quem tem pneus de tacos montados, mas ditadas pela necessidade de contornar algumas propriedades já em solo alentejano, nomeadamente na zona do Alqueva, onde proliferam as cancelas fechadas a cadeado. Isto apesar da simpatia de muitos outros proprietários que deixam atravessar os seus terrenos com uma única condição: a de que as cancelas devem ser deixadas tal como foram encontradas.
O terceiro dia revelou um terreno bem diferente, na serra algarvia, com trilhos bastante mais trabalhosos ao longo dos 270 quilómetros cumpridos até Lagos, e onde não faltaram subidas e descidas bastante complicadas, algumas em pedra solta, a exigir destreza, muita atenção e até alguma coragem por parte dos menos experientes nestas coisas do todo-o-terreno, que dificilmente vão esquecer esta aventura.
andardemoto.pt @ 29-9-2015 11:10:08
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