Um Dakar de 125cc - Sylvain Espinasse o aventureiro
É a sua terceira participação na grande prova, mas este piloto transforma cada uma das suas aventuras numa experiência inédita.
andardemoto.pt @ 5-1-2016 16:42:21
Sylvain Espinasse, é francês, da região de Auvergne. Participou no Dakar pela primeira vez em 2012, como piloto oficial da escuderia Sherco. Com o suporte da sua equipa, terminou a prova em 91º lugar.
Em 2014 elevou a parada. Inscreveu-se na prova com uma KTM 450RS, na categoria “malle moto”, ou seja, sem qualquer assistência que não fosse a do camião que levava a única bagagem permitida: uma mala com as ferramentas e todos os outros items indispensáveis para uma verdadeira aventura. Conseguiu terminar a prova em 71º lugar.
Para 2016 queria fazer algo mesmo diferente. Recordou-se da participação de Patrick VALLET numa moto YAMAHA DTLC 125 num Dakar africano, nos idos de 1984 e encarou a ideia como uma hipótese viável.
Falou com o seu amigo Julien Pailloux da RS Concept, que acolheu a ideia de braços abertos. Julien construiu um protótipo com base numa Husqvarna 125cc a dois tempos e foram testá-lo para Marrocos.
Satisfeitos com os resultados, faltava conseguir autorização da organização da prova para participar com uma cilindrada tão atípica. Apesar de o regulamento não apresentar qualquer impedimento, Sylvain queria garantir o aval de Etienne Lavigne e também assegurar que a sua participação não iria constituir nenhum problema para a organização.
A equipa técnica é constituída pelo próprio Julien Pailloux, por um mecânico e pelo condutor do camião que acumula a função de responsável de comunicação.
Problemas é algo que não assiste a este destemido piloto. O facto de se aventurar numa moto a dois tempos, quando todas as outras são a quatro tempos, levantou imediatamente a questão da mistura de combustível.
Para evitar “acidentes”, ficou definido desde o início que fariam os abastecimentos como as demais motos, mas que Sylvain teria que fazer a mistura do óleo no local. Inicialmente ainda trabalharam numa forma de acomodar as latas do lubrificante, presas nas bainhas da forquilha.
Mas acabaram por enveredar por uma solução muito mais eficaz e fiável em termos mecânicos: Sendo necessário transportar apenas cerca de 2 litros por dia, o fato do piloto recebeu bolsos especiais que guardam pequenas latas de meio litro, e o problema foi assim resolvido.
E se a pequena Husqvarna está limitada a uma velocidade máxima de 100km/h nos troços de ligação, a sua grande agilidade nas dunas e nos terrenos mais difíceis compensa largamente, isto é o que diz o seu piloto!
Se a pequena 125cc vai ou não conseguir cumprir os quase 10.000 km de competição, é algo que vamos ter que esperar para ver. Mas para já, nas duas etapas já completadas, até nem se está a revelar nada má!
Acompanhe o desenrolar desta história através da página oficial do Facebook de Sylvain Espinasse, o piloto com o dorsal 111.
andardemoto.pt @ 5-1-2016 16:42:21
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