Royal Enfield Himalayan - uma moto completamente nova para conquistar a India e o mundo!
O lançamento de um novo modelo da Royal Enfield é realmente um momento alto do motociclismo!
andardemoto.pt @ 9-2-2016 14:56:27
Esta nova Himalayan representa uma ambição com cerca de 60 anos! Desde que se instalou definitivamente na Índia, em 1955, que a marca originariamente britânica tem na Bullet, a resposta às necessidades de transporte dos indianos, que enfrentam diariamente uma rede viária completamente diferente daquelas a que estamos habituados.
As primeiras Bullet foram enviadas para a Índia para dar apoio ao exército Indiano nas patrulhas feitas nos difíceis terrenos dos Himalaias. E a forma competente com que as pequenas motos desempenharam esta tarefa, apaixonaram o povo que viu nela uma forma de locomoção fiável, resistente, económica e bem adaptada à sua ergonomia.
Conscientes no entanto das limitações da pequena máquina, do pouco conforto que proporciona e do desgaste acentuado que certos elementos da ciclística sofrem a maiores velocidades, a ideia de construir uma moto mais adaptada à sua realidade era quase um sonho.
Um sonho que finalmente foi concretizado, e que muito tem espantado o mundo ocidental habituado a muitos cilindros, muitos cavalos, grandes cubicagens e intrincadas redes de comando electrónico. Efectivamente a Himalayan é quase a antítese da tendência actual, mais parecendo um anacronismo tecnológico quando comparada com as actuais "adventure bikes".
O pequeno novo motor monociclíndrico a quatro tempos com 411cc de capacidade debita pouco menos de 25 cv, e produz um binário de 32 Nm, valor que tampouco impressiona ninguém. Mas, segundo consta, este pequeno propulsor com pistão de longo curso (78 x 86 mm), baptizado como LS410, (LS de Long Stroke) tem uma configuração simples com apenas duas válvulas e um único veio de comando à cabeça, é alimentado por um carburador simples, dotado de sensor de posição do acelerador.
E com a sua caixa de 5 velocidades está preparado para enfrentar como nenhum outro as agruras das neves, das altitudes, dos combustíveis “martelados” e das baixas octanagens. Refrigerado a ar, evita também, além de uma série de mecanismos, complicações acrescidas em caso de queda.
O seu desempenho está focado na facilidade de condução, na manutenção simplificada e no baixo consumo que, segundo dados oficiais, se fixará em valores que rondam os 3,3 litros aos 100km, capazes de garantir autonomias na casa dos 450km, tal como afirmou o presidente da Royal Enfield, Siddhartha Lal, no passado dia 2 de Fevereiro de 2016, durante a cerimónia oficial de apresentação deste novo modelo.
Mas isso já era apanágio da mítica Bullet, e não foi o motor a única razão de ser desta Himalayan. A ciclística é que era o grande desafio. Maior capacidade de carga, maior capacidade de transpor obstáculos e um melhor comportamento dinâmico foram a principal preocupação desde o início.
Por isso o quadro foi entregue aos cuidados dos especialistas da Harris Performance, que já tinham desenhado o excelente quadro da Continental GT. De notar que a empresa britânica dos irmãos Lester e Steve Harris, foi comprada em Maio de 2015 pela própria Royal Enfield.
Ésta é, por isso, a primeira Royal Enfiel a usar um monoamortecedor. Regulável em pré carga oferece um respeitável curso de 180mm, apenas ligeiramente inferior ao da forquilha que, com 43 mm de diâmetro, proporciona um curso de 200 mm.
Uma distância entre eixos de “apenas” 1465 mm e uma altura livre ao solo de 220 mm garantem uma grande capacidade de transpor obstáculos, em paralelo com a roda dianteira de 21 polegadas. O escape bem elevado é mais um argumento favorável nesse sentido. O peso contido de 182 kg (em ordem de marcha) e os 800 mm de altura do assento deixam antever uma grande facilidade de manobra seja em que circunstância for.
A altura pouca altura do assento combinada com um guiador ergonómico e umas peseiras bem colocadas garantem uma posição de condução elevada, enquanto que o ecrã protege o condutor dos elementos. A centralização de massas garante uma elevada estabilidade e uma elevada manobrabilidade para enfrentar os caminhos mais difíceis.
Galeria de Imagens
A Himalayan apresenta-se assim como uma moto de aventura, capaz de proporcionar grandes viagens com grande conforto. Por isso no seu quadro estão incluídos diversos pontos de fixação para malas laterais, e até o suporte do farol, bem elevado, está preparado para servir de suporte a “jerry cans”.
A marca também preparou e testou uma vasta gama de acessórios para equipar esta sua nova moto..
Segundo consta, está prevista para breve uma versão mais urbana da Himalayan.
Veja aqui o vídeo da Himalayan
Ficha técnica:
MOTOR:
Tipo: monocilíndrico a 4 tempos,, SOHC refrigerado a ar.Cilindrada: 411cc
Diâmetro x Curso: 78 mm x 86 mm
Taxa de Compressão: 9.5:1
Potência máxima: 24.5 cv (18.02 KW) @ 6500 RPM
Binário Máximo: 32 Nm @ 4000 - 4500 RPM
Ignição: TCI
Embraiagem: húmida, multi-disco
Caixa de velocidades: 5 relações
Lubrificação : cárter humido
Alimentação: carburador com sensor de posição do acelerador
CICLISTICA
Quadro: duplo berço
Suspensão frente: forquilha convencional telescópica com baínhas de 41mm de diâmetro e 200 mm de curso.
Suspensão traseira: Monoshock com 180 mm de curso
DIMENSÔES
Distância entre eixos: 1465 mm
Distância livre ao solo: 220 mm
Altura do assento: 800 mm
Peso em ordem de marcha: 182 kgs
Capacidade do depósito: 15 Lts
RODAS e TRAVÔES
Pneu frente: 90/90 - 21"
Pneu traseiro: 120/90 - 17"
Travões frente: disco de 300 mm e pinça de 2 pistons
Travões traseiros: disco de 240mm e pinça de pistão simples
SISTEMA ELECTRICO
Bateria: 12 volt, 8 Ah
Farol dianteiro: Lâmpada de 12V H4 60 / 55 W
Farolim traseiro: LED
andardemoto.pt @ 9-2-2016 14:56:27
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